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	<title>Mapa Mov Saúde - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=2%C2%AA_Confer%C3%AAncia_Livre_de_Sa%C3%BAde_reafirma_defesa_do_SUS_e_entrega_Carta_Compromisso&amp;diff=2560</id>
		<title>2ª Conferência Livre de Saúde reafirma defesa do SUS e entrega Carta Compromisso</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;Documento com diretrizes para os próximos anos foi recebido pelo ministro Alexandre Padilha. Evento também celebrou os 50 anos do Cebes e os 40 anos da histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Abertura da Conferência.jpg|alt=Abertura da Conferência|miniaturadaimagem|Abertura da Conferência]]&lt;br /&gt;
A defesa incondicional do Sistema Único de Saúde (SUS) e a entrega de uma &amp;quot;Carta Compromisso&amp;quot; com diretrizes estratégicas para os próximos anos marcaram a &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039;, realizada na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (28/08).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O encontro reuniu lideranças do movimento sanitarista, pesquisadores e movimentos sociais em um ato político preparatório para a &#039;&#039;&#039;18ª Conferência Nacional de Saúde&#039;&#039;&#039;, culminando com a recepção do documento pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha, que representou o presidente da República.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na abertura do evento, o coordenador da Operativa Nacional da Frente pela Vida Túlio Franco deu o tom das discussões ao relembrar a fundação do movimento em 2020, durante o enfrentamento ao negacionismo no auge da pandemia de Covid-19. Franco destacou a dimensão estrutural do sistema público brasileiro para a nação: “O SUS não é apenas uma política setorial. É uma política social transversal que tensiona a economia, a assistência social e o meio ambiente&amp;quot;, afirmou. Ele reafirmou a necessidade de defender a soberania popular e a democracia como únicos pilares capazes de sustentar a universalidade, a integralidade e a equidade na saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ponto central da plenária foi a consolidação e entrega da &amp;quot;Carta Compromisso&amp;quot;, formulada pela Frente pela Vida. Coordenadora do &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; e liderança da Frente pela Vida, Lúcia Souto apresentou a Padilha o resumo dos eixos fundamentais do texto. Entre as principais reivindicações estão a garantia de um financiamento estável e perene ancorado na justiça tributária, a implementação definitiva da Carreira de Estado para os profissionais do SUS e a criação de um orçamento participativo nacional. Souto também fez um alerta sobre a necessidade de articular a saúde com a emergência climática e cobrou investimentos firmes na soberania e segurança sanitária do Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O documento foi recebido no palco pelo ministro Alexandre Padilha. Em seu discurso, o ministro prestou contas de ações recentes e assumiu compromissos com a plenária sanitarista. Padilha destacou a retomada de concursos públicos para a Fiocruz e enfatizou as vitórias na soberania digital do país, citando a migração de mais de 6 bilhões de dados do SUS para a nuvem pública do Serpro, o que impede o controle estrangeiro sobre informações estratégicas. O ministro também frisou avanços no Complexo Econômico-Industrial, como a produção nacional de insulina glargina e o desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro, além de celebrar a inédita aprovação da Política Nacional de Saúde Quilombola e o avanço da Carreira Única Interfederativa na Mesa Nacional de Negociação. Por fim, afirmou que as demandas da Frente pela Vida serão avaliadas na formulação de programa de governo para o período 2027-2030.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Abertura e homenagem ao Cebes&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do planejamento para o futuro, o encontro foi palco de resgates históricos, como o cinquentenário do Centro de Estudos Brasileiros de Saúde (Cebes). A Conferência contou ainda com painéis temáticos e a participação de especialistas e autoridades. Durante a abertura, o integrante da Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde, Getúlio Vargas Júnior, destacou a travessia histórica da Frente pela Vida e convocou a mobilização nacional para a 18ª Conferência Nacional de Saúde a partir das bses e dos territórios, com as conferências municipais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Representando a ASFOC-Sindicato, Luciana Lindenmeyer enviou vídeo ressaltando a importância das conferências livres na reenergização da 8ª Conferência Nacional de Saúde. Defendeu a auditoria da dívida pública, o fim da precarização e a garantia da diversidade étnico-racial, de gênero e de pessoas com deficiência no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em homenagem aos 50 anos do Cebes, o presidente da entidade, Carlos Fidelis, homenageou a geração de sanitaristas que a fundou durante a ditadura militar. Afirmou que o SUS nasceu do processo de redemocratização e propôs a criação de Leis de Responsabilidade Sanitária e Ambiental, além do fim da escala 6x1. Ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão - que também já presidiu o Cebes -, citou ex-presidentes da entidae, como Sérgio Arouca, Hésio Cordeiro, Paulo Amarante, Sônia Fleury e Lúcia Souto) e ressaltou o papel da revista Saúde em Debate, além de reafirmar que a luta do movimento sanitário continua contra a extrema-direita e na consolidação da base material do SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;quot;A Construção do SUS nos Tempos Atuais&amp;quot;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida ocorreu o painel &#039;A Construção do SUS nos Tempos Atuais&#039;. Coordenado pelo presidente da Abrasco, Rômulo Paes, o debate ressaltou o papel do movimento sanitário na orientação das escolhas políticas nacionais no período eleitoral Sônia Fleury, Pesquisadora do CEE-Fiocruz, apresentou o tema da Soberania Popular e destacou os artigos 1º e 14 da Constituição Federal de 1988, defendendo o uso de plebiscitos e referendos. Exigiu a centralidade das favelas e periferias na ação do Estado, a desprivatização progressiva da saúde e a revisão do pagamento de juros da dívida pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Professor Titular da USP, Fernando Aith abordou a Soberania Digital Popular na Saúde, alertando para o risco de mercantilização de dados biométricos e comportamentais de saúde. Ele também defendeu que os dados do SUS constituam bem público estatal 100% brasileiro, que deve ser armazenado em infraestrutura pública nacional, uma espécie de &amp;quot;nuvem soberana&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Presidenta do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Dani Moretti relatou o histórico de 15 anos de precarização por Organizações Sociais no Rio de Janeiro, celebrando a conquista do concurso público estadual da saúde, que na ocsião já contava com mais de 33 mil inscritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Presidente do SinMed/RJ, Alexandre Oliveira Teles abordou a Carreira do SUS, denunciando a sobrecarga, a pejotização e a rotatividade de profissionais, e defendeu a aprovação da Carreira Única Interfederativa do SUS.[[Arquivo:2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde.jpg|alt=2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde|miniaturadaimagem|2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde]]&lt;br /&gt;
Coordenador de Saúde do Movimento Negro Unificado (MNU), Maicon Nunes debateu a Saúde da População Negra e Quilombola, ao comemorar a aprovação da Política Nacional de Saúde Quilombola na Comissão Intergestores Tripartite, além de condenar o financiamento público de comunidades terapêuticas e cobrar equidade material no atendimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dirigente da Marcha Mundial das Mulheres, Magnólia Vicente de Carvalho abordou Saúde e Feminismo. Criticou a divisão sexual do trabalho de cuidado, posicionou-se contra Parcerias Público-Privadas (PPPs) e defendeu o fortalecimento da Atenção Primária, a saúde sexual/reprodutiva e a descriminalização/legalização do aborto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, a pesquisadora da Fiocruz Diadnei Helena de Almeida, da etnia pataxó, apresentou os desafios para a Saúde Indígena. Definiu os saberes ancestrais como &amp;quot;tecnologias de sobrevivência&amp;quot; e bem viver dos 391 povos indígenas do Brasil, exigindo o fortalecimento da Sesai/MS, a demarcação dos territórios e a segurança cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na apresentação das Diretrizes colocads em debate pela Frente pela Vida, o coordenador do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, Carlos Gadelha, apresentou 5 propostas sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, que abordavam a soberania sanitária na lei do SUS, o uso do poder de compra estatal, o fortalecimento das instituições públicas de pesquisa, a geração de empregos qualificados e a transformação digital soberana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://www.youtube.com/watch?v=6G7lS9CGewA &#039;&#039;&#039;Assista à íntegra&#039;&#039;&#039;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia o [https://drive.google.com/file/d/1tqmIgr0AtSyawzn8WIVQQ7DZu1HaCxfV/view?usp=sharing &#039;&#039;&#039;Caderno da 2º Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Confira [https://cebes.org.br/vivemos-em-um-pais-saudavel-que-brasil-deixaremos-para-nossos-filhos-e-netos/42476/ &#039;&#039;&#039;artigo&#039;&#039;&#039;] do presidente do Cebes, Carlos Fidelis Pontes, sobre a Conferência&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acesse a [https://www.frentepelavida.org.br/uploads/arquivos/CARTA-COMPROMISSO-%5Bfinal%5D-(2).pdf?05082022 &#039;&#039;&#039;carta-compromisso&#039;&#039;&#039;] entregue ao ministro da Saúde&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>2ª Conferência Livre de Saúde reafirma defesa do SUS e entrega Carta Compromisso</title>
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		<updated>2026-08-31T17:38:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;Documento com diretrizes para os próximos anos foi recebido pelo ministro Alexandre Padilha. Evento também celebrou os 50 anos do Cebes e os 40 anos da histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Abertura da Conferência.jpg|alt=Abertura da Conferência|miniaturadaimagem|Abertura da Conferência]]&lt;br /&gt;
A defesa incondicional do Sistema Único de Saúde (SUS) e a entrega de uma &amp;quot;Carta Compromisso&amp;quot; com diretrizes estratégicas para os próximos anos marcaram a 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, realizada na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro. O encontro reuniu lideranças do movimento sanitarista, pesquisadores e movimentos sociais em um ato político preparatório para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, culminando com a recepção do documento pelo ministro Alexandre Padilha, que representou o presidente da República.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na abertura do evento, Túlio Franco, coordenador da Operativa Nacional da Frente pela Vida, deu o tom das discussões ao relembrar a fundação do movimento em 2020, durante o enfrentamento ao negacionismo no auge da pandemia de Covid-19. Franco destacou a dimensão estrutural do sistema público brasileiro para a nação: “O SUS não é apenas uma política setorial. É uma política social transversal que tensiona a economia, a assistência social e o meio ambiente&amp;quot;, afirmou. Ele reafirmou a necessidade de defender a soberania popular e a democracia como únicos pilares capazes de sustentar a universalidade, a integralidade e a equidade na saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ponto central da plenária foi a consolidação e entrega da &amp;quot;Carta Compromisso&amp;quot;, formulada pela Frente pela Vida. Lúcia Souto, pesquisadora e integrante da coordenação do movimento, resumiu os eixos fundamentais do texto direcionado ao Executivo. Entre as principais reivindicações apresentadas por ela estão a garantia de um financiamento estável e perene ancorado na justiça tributária, a implementação definitiva da Carreira de Estado para os profissionais do SUS, e a criação de um orçamento participativo nacional. Souto também fez um alerta sobre a necessidade de articular a saúde com a emergência climática e cobrou investimentos firmes na soberania e segurança sanitária do Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O documento foi recebido no palco pelo ministro Alexandre Padilha. Em seu discurso, o representante do governo federal prestou contas de ações recentes e assumiu compromissos com a plenária sanitarista. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Padilha destacou a retomada histórica de concursos públicos para a Fiocruz e enfatizou as vitórias na soberania digital do país, citando a migração de mais de 6 bilhões de dados do SUS para a nuvem pública do Serpro, o que impede o controle estrangeiro sobre informações estratégicas. O ministro também frisou avanços no Complexo Econômico-Industrial, como a produção nacional de insulina glargina e o desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro, além de celebrar a inédita aprovação da Política Nacional de Saúde Quilombola e o avanço da Carreira Única Interfederativa na Mesa Nacional de Negociação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do planejamento para o futuro, o encontro foi palco de resgates históricos, como o cinquentenário do Centro de Estudos Brasileiros de Saúde (Cebes). Carlos Fideles, presidente da entidade, prestou uma emocionada homenagem à geração que desafiou a ditadura militar para forjar a reforma sanitária brasileira e garantiu que a saúde estivesse na Constituição de 1988. Com um discurso focado na superação das desigualdades, Fideles criticou as amarras econômicas contemporâneas: &amp;quot;O direito à saúde não pode ser limitado pela responsabilidade fiscal neoliberal&amp;quot;, cravou. Como alternativa, ele propôs a criação de leis de Responsabilidade Sanitária, Ambiental e Social, além de endossar pautas trabalhistas de impacto direto na qualidade de vida da população, como o fim da escala 6x1 e a isenção de Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Conferência, que durou quase quatro horas, contou ainda com painéis temáticos e a participação de dezenas de especialistas e autoridades, como a ex-ministra Nísia Trindade, as deputadas Jandira Feghali e Lilian Bering, além de lideranças dos movimentos negro (Maicon Nunes), feminista (Magnólia Carvalho) e indígena (Diadnei Helena de Almeida). As propostas aprovadas na plenária da ABI serão agora remetidas oficialmente para os debates da 18ª Conferência Nacional de Saúde, a ser realizada no ano que vem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Abertura e Apresentação do Evento&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Túlio Franco (Coordenador da Operativa Nacional da Frente pela Vida): Realiza a abertura oficial da conferência, relembrando os 4 anos da primeira conferência livre em São Paulo e a fundação da Frente pela Vida em 2020 durante a pandemia de COVID-19. Ressalta que a saúde e o SUS não são políticas setoriais isoladas, mas sim uma força social que tensiona a economia, o meio ambiente, a seguridade e os direitos humanos fundamentais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Getúlio Vargas Júnior (Membro da Mesa Diretora do CNS / CONAM): Traz a mensagem da presidenta do CNS, Fernanda Magano. Destaca a travessia histórica da Frente pela Vida e convoca a mobilização nacional para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, cobrando o financiamento adequado do SUS, a valorização das carreiras e a defesa do orçamento público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luciana (Representante da ASFOC-Sindicato): Apresenta mensagem em vídeo ressaltando a importância das conferências livres na reenergização da 8ª Conferência Nacional de Saúde. Defende a auditoria da dívida pública, o fim da precarização e a garantia da diversidade étnico-racial, de gênero e de pessoas com deficiência no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Ato de Homenagem aos 50 Anos do CEBES&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Fideles (Presidente do CEBES): Homenageia a geração de sanitaristas que fundou o CEBES durante a ditadura militar. Afirma que o SUS nasceu do processo de redemocratização e propõe a criação de Leis de Responsabilidade Sanitária e Ambiental, o fim da escala 6x1 e a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5.000.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. José Gomes Temporão (Ex-ministro da Saúde e ex-presidente do CEBES): Cita os ex-presidentes do CEBES (Sérgio Arouca, Hésio Cordeiro, Paulo Amarante, Sônia Fleury, Lúcia Souto, etc.) e ressalta o papel da revista Saúde em Debate. Reafirma que a luta do movimento sanitário continua contra a extrema-direita e na consolidação da base material do SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;quot;A Construção do SUS nos Tempos Atuais&amp;quot;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Rômulo Paes (Presidente da Abrasco / Operativa da Frente pela Vida): Coordena o painel, ressaltando o papel do movimento sanitário na orientação das escolhas políticas nacionais no período eleitoral.&lt;br /&gt;
Profa. Dra. Sônia Fleury (Pesquisadora do CEE-Fiocruz): Apresenta o tema da Soberania Popular. Destaca os artigos 1º e 14 da Constituição Federal de 1988, defendendo o uso de plebiscitos e referendos. Exige a centralidade das favelas e periferias na ação do Estado, a desprivatização progressiva da saúde e a revisão do pagamento de juros da dívida pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prof. Dr. Fernando Aith (Professor Titular da FSP-USP): Expõe o tema da Soberania Digital Popular na Saúde. Alerta para o risco de mercantilização de dados biométricos e comportamentais de saúde, defendendo que os dados do SUS constituem bem público estatal 100% brasileiro, que deve ser armazenado em infraestrutura pública nacional (nuvem soberana).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dani Moretti (Presidenta do CES-RJ / CTB): Trata do Controle Social. Relata o histórico de 15 anos de precarização por Organizações Sociais no Rio de Janeiro e celebra a conquista do concurso público estadual da saúde (com mais de 33 mil inscritos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Alexandre Oliveira Teles (Presidente do SinMed/RJ): Aborda a Carreira do SUS. Denuncia a sobrecarga, a pejotização e a rotatividade de profissionais, defendendo a aprovação da Carreira Única Interfederativa do SUS.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde.jpg|alt=2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde|miniaturadaimagem|2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde]]&lt;br /&gt;
Maicon Nunes (Coordenador de Saúde do Movimento Negro Unificado - MNU): Discute a Saúde da População Negra e Quilombola. Comemora a aprovação da Política Nacional de Saúde Quilombola na CIT, condena o financiamento público de comunidades terapêuticas e cobra equidade material no atendimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Magnólia Vicente de Carvalho (Dirigente da Marcha Mundial das Mulheres): Aborda Saúde e Feminismo. Critica a divisão sexual do trabalho de cuidado, posiciona-se contra Parcerias Público-Privadas (PPPs) e defende o fortalecimento da Atenção Primária, a saúde sexual/reprodutiva e a descriminalização/legalização do aborto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diadnei Helena de Almeida (Pesquisadora Pataxó / Fiocruz): Apresenta a Saúde Indígena. Define os saberes ancestrais como &amp;quot;tecnologias de sobrevivência&amp;quot; e bem viver dos 391 povos indígenas do Brasil, exigindo o fortalecimento da SESAI/SASI-SUS, a demarcação dos territórios e a segurança cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apresentação das Diretrizes e Entrega da Carta Compromisso&lt;br /&gt;
Prof. Dr. Carlos Gadelha (Coordenador do CEE-Fiocruz): Apresenta as 5 propostas para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde: soberania sanitária na lei do SUS, uso do poder de compra estatal, fortalecimento das instituições públicas de pesquisa (Fiocruz, Butantan, universidades), geração de empregos qualificados e transformação digital soberana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dra. Lúcia Souto (Frente pela Vida / CEBES): Detalha os eixos da Carta Compromisso (financiamento estável, carreira interfederativa de estado, orçamento participativo nacional e integração entre saúde e clima).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dra. Jacinta de Fátima Senna da Silva (Presidente da ABEn Nacional): Defende a enfermagem, a democracia e a atenção inclusiva e intercultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://www.youtube.com/watch?v=6G7lS9CGewA &#039;&#039;&#039;Assista à íntegra&#039;&#039;&#039;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia o [https://drive.google.com/file/d/1tqmIgr0AtSyawzn8WIVQQ7DZu1HaCxfV/view?usp=sharing &#039;&#039;&#039;Caderno da 2º Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Confira [https://cebes.org.br/vivemos-em-um-pais-saudavel-que-brasil-deixaremos-para-nossos-filhos-e-netos/42476/ &#039;&#039;&#039;artigo&#039;&#039;&#039;] do presidente do Cebes, Carlos Fidelis Pontes, sobre a Conferência&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acesse a [https://www.frentepelavida.org.br/uploads/arquivos/CARTA-COMPROMISSO-%5Bfinal%5D-(2).pdf?05082022 &#039;&#039;&#039;carta-compromisso&#039;&#039;&#039;] entregue ao ministro da Saúde&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<updated>2026-08-31T17:38:19Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Abertura da Conferência&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<updated>2026-08-31T17:36:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>2ª Conferência Livre de Saúde reafirma defesa do SUS e entrega Carta Compromisso</title>
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		<updated>2026-08-31T17:32:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Documento com diretrizes para os próximos anos foi recebido pelo ministro Alexandre Padilha. Evento também celebrou os 50 anos do Cebes e os 40 anos da histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde.&amp;#039;&amp;#039;  A defesa incondicional do Sistema Único de Saúde (SUS) e a entrega de uma &amp;quot;Carta Compromisso&amp;quot; com diretrizes estratégicas para os próximos anos marcaram a 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, realizada na sede da Associação Brasileira de Imp...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;Documento com diretrizes para os próximos anos foi recebido pelo ministro Alexandre Padilha. Evento também celebrou os 50 anos do Cebes e os 40 anos da histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A defesa incondicional do Sistema Único de Saúde (SUS) e a entrega de uma &amp;quot;Carta Compromisso&amp;quot; com diretrizes estratégicas para os próximos anos marcaram a 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, realizada na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro. O encontro reuniu lideranças do movimento sanitarista, pesquisadores e movimentos sociais em um ato político preparatório para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, culminando com a recepção do documento pelo ministro Alexandre Padilha, que representou o presidente da República.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na abertura do evento, Túlio Franco, coordenador da Operativa Nacional da Frente pela Vida, deu o tom das discussões ao relembrar a fundação do movimento em 2020, durante o enfrentamento ao negacionismo no auge da pandemia de Covid-19. Franco destacou a dimensão estrutural do sistema público brasileiro para a nação: “O SUS não é apenas uma política setorial. É uma política social transversal que tensiona a economia, a assistência social e o meio ambiente&amp;quot;, afirmou. Ele reafirmou a necessidade de defender a soberania popular e a democracia como únicos pilares capazes de sustentar a universalidade, a integralidade e a equidade na saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ponto central da plenária foi a consolidação e entrega da &amp;quot;Carta Compromisso&amp;quot;, formulada pela Frente pela Vida. Lúcia Souto, pesquisadora e integrante da coordenação do movimento, resumiu os eixos fundamentais do texto direcionado ao Executivo. Entre as principais reivindicações apresentadas por ela estão a garantia de um financiamento estável e perene ancorado na justiça tributária, a implementação definitiva da Carreira de Estado para os profissionais do SUS, e a criação de um orçamento participativo nacional. Souto também fez um alerta sobre a necessidade de articular a saúde com a emergência climática e cobrou investimentos firmes na soberania e segurança sanitária do Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O documento foi recebido no palco pelo ministro Alexandre Padilha. Em seu discurso, o representante do governo federal prestou contas de ações recentes e assumiu compromissos com a plenária sanitarista. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Padilha destacou a retomada histórica de concursos públicos para a Fiocruz e enfatizou as vitórias na soberania digital do país, citando a migração de mais de 6 bilhões de dados do SUS para a nuvem pública do Serpro, o que impede o controle estrangeiro sobre informações estratégicas. O ministro também frisou avanços no Complexo Econômico-Industrial, como a produção nacional de insulina glargina e o desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro, além de celebrar a inédita aprovação da Política Nacional de Saúde Quilombola e o avanço da Carreira Única Interfederativa na Mesa Nacional de Negociação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do planejamento para o futuro, o encontro foi palco de resgates históricos, como o cinquentenário do Centro de Estudos Brasileiros de Saúde (Cebes). Carlos Fideles, presidente da entidade, prestou uma emocionada homenagem à geração que desafiou a ditadura militar para forjar a reforma sanitária brasileira e garantiu que a saúde estivesse na Constituição de 1988. Com um discurso focado na superação das desigualdades, Fideles criticou as amarras econômicas contemporâneas: &amp;quot;O direito à saúde não pode ser limitado pela responsabilidade fiscal neoliberal&amp;quot;, cravou. Como alternativa, ele propôs a criação de leis de Responsabilidade Sanitária, Ambiental e Social, além de endossar pautas trabalhistas de impacto direto na qualidade de vida da população, como o fim da escala 6x1 e a isenção de Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Conferência, que durou quase quatro horas, contou ainda com painéis temáticos e a participação de dezenas de especialistas e autoridades, como a ex-ministra Nísia Trindade, as deputadas Jandira Feghali e Lilian Bering, além de lideranças dos movimentos negro (Maicon Nunes), feminista (Magnólia Carvalho) e indígena (Diadnei Helena de Almeida). As propostas aprovadas na plenária da ABI serão agora remetidas oficialmente para os debates da 18ª Conferência Nacional de Saúde, a ser realizada no ano que vem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abertura e Apresentação do Evento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Túlio Franco (Coordenador da Operativa Nacional da Frente pela Vida): Realiza a abertura oficial da conferência, relembrando os 4 anos da primeira conferência livre em São Paulo e a fundação da Frente pela Vida em 2020 durante a pandemia de COVID-19. Ressalta que a saúde e o SUS não são políticas setoriais isoladas, mas sim uma força social que tensiona a economia, o meio ambiente, a seguridade e os direitos humanos fundamentais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Getúlio Vargas Júnior (Membro da Mesa Diretora do CNS / CONAM): Traz a mensagem da presidenta do CNS, Fernanda Magano. Destaca a travessia histórica da Frente pela Vida e convoca a mobilização nacional para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, cobrando o financiamento adequado do SUS, a valorização das carreiras e a defesa do orçamento público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luciana (Representante da ASFOC-Sindicato): Apresenta mensagem em vídeo ressaltando a importância das conferências livres na reenergização da 8ª Conferência Nacional de Saúde. Defende a auditoria da dívida pública, o fim da precarização e a garantia da diversidade étnico-racial, de gênero e de pessoas com deficiência no SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de Homenagem aos 50 Anos do CEBES&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Fideles (Presidente do CEBES): Homenageia a geração de sanitaristas que fundou o CEBES durante a ditadura militar. Afirma que o SUS nasceu do processo de redemocratização e propõe a criação de Leis de Responsabilidade Sanitária e Ambiental, o fim da escala 6x1 e a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5.000.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. José Gomes Temporão (Ex-ministro da Saúde e ex-presidente do CEBES): Cita os ex-presidentes do CEBES (Sérgio Arouca, Hésio Cordeiro, Paulo Amarante, Sônia Fleury, Lúcia Souto, etc.) e ressalta o papel da revista Saúde em Debate. Reafirma que a luta do movimento sanitário continua contra a extrema-direita e na consolidação da base material do SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;A Construção do SUS nos Tempos Atuais&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Rômulo Paes (Presidente da Abrasco / Operativa da Frente pela Vida): Coordena o painel, ressaltando o papel do movimento sanitário na orientação das escolhas políticas nacionais no período eleitoral.&lt;br /&gt;
Profa. Dra. Sônia Fleury (Pesquisadora do CEE-Fiocruz): Apresenta o tema da Soberania Popular. Destaca os artigos 1º e 14 da Constituição Federal de 1988, defendendo o uso de plebiscitos e referendos. Exige a centralidade das favelas e periferias na ação do Estado, a desprivatização progressiva da saúde e a revisão do pagamento de juros da dívida pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prof. Dr. Fernando Aith (Professor Titular da FSP-USP): Expõe o tema da Soberania Digital Popular na Saúde. Alerta para o risco de mercantilização de dados biométricos e comportamentais de saúde, defendendo que os dados do SUS constituem bem público estatal 100% brasileiro, que deve ser armazenado em infraestrutura pública nacional (nuvem soberana).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dani Moretti (Presidenta do CES-RJ / CTB): Trata do Controle Social. Relata o histórico de 15 anos de precarização por Organizações Sociais no Rio de Janeiro e celebra a conquista do concurso público estadual da saúde (com mais de 33 mil inscritos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Alexandre Oliveira Teles (Presidente do SinMed/RJ): Aborda a Carreira do SUS. Denuncia a sobrecarga, a pejotização e a rotatividade de profissionais, defendendo a aprovação da Carreira Única Interfederativa do SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maicon Nunes (Coordenador de Saúde do Movimento Negro Unificado - MNU): Discute a Saúde da População Negra e Quilombola. Comemora a aprovação da Política Nacional de Saúde Quilombola na CIT, condena o financiamento público de comunidades terapêuticas e cobra equidade material no atendimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Magnólia Vicente de Carvalho (Dirigente da Marcha Mundial das Mulheres): Aborda Saúde e Feminismo. Critica a divisão sexual do trabalho de cuidado, posiciona-se contra Parcerias Público-Privadas (PPPs) e defende o fortalecimento da Atenção Primária, a saúde sexual/reprodutiva e a descriminalização/legalização do aborto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diadnei Helena de Almeida (Pesquisadora Pataxó / Fiocruz): Apresenta a Saúde Indígena. Define os saberes ancestrais como &amp;quot;tecnologias de sobrevivência&amp;quot; e bem viver dos 391 povos indígenas do Brasil, exigindo o fortalecimento da SESAI/SASI-SUS, a demarcação dos territórios e a segurança cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apresentação das Diretrizes e Entrega da Carta Compromisso&lt;br /&gt;
Prof. Dr. Carlos Gadelha (Coordenador do CEE-Fiocruz): Apresenta as 5 propostas para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde: soberania sanitária na lei do SUS, uso do poder de compra estatal, fortalecimento das instituições públicas de pesquisa (Fiocruz, Butantan, universidades), geração de empregos qualificados e transformação digital soberana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dra. Lúcia Souto (Frente pela Vida / CEBES): Detalha os eixos da Carta Compromisso (financiamento estável, carreira interfederativa de estado, orçamento participativo nacional e integração entre saúde e clima).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dra. Jacinta de Fátima Senna da Silva (Presidente da ABEn Nacional): Defende a enfermagem, a democracia e a atenção inclusiva e intercultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://www.youtube.com/watch?v=6G7lS9CGewA Assista à íntegra]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia o [https://drive.google.com/file/d/1tqmIgr0AtSyawzn8WIVQQ7DZu1HaCxfV/view?usp=sharing Caderno da 2º Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Confira [https://cebes.org.br/vivemos-em-um-pais-saudavel-que-brasil-deixaremos-para-nossos-filhos-e-netos/42476/ artigo] do presidente do Cebes, Carlos Fidelis Pontes, sobre a Conferência&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acesse a [https://www.frentepelavida.org.br/uploads/arquivos/CARTA-COMPROMISSO-%5Bfinal%5D-(2).pdf?05082022 carta-compromisso] entregue ao ministro da Saúde&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Lúcia Souto: 2ª Conferência Livre debaterá agenda para um &#039;SUS 100% público&#039;</title>
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		<updated>2026-08-26T19:58:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Lucia Souto - Frente pela Vida.jpg|alt=Lucia Souto - Frente pela Vida|miniaturadaimagem|Lucia Souto - Frente pela Vida]]&lt;br /&gt;
A ser realizada na próxima sexta-feira (28) no Rio de Janeiro, a &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039;, promovida pela Frente pela Vida, será um momento de solidificar um programa atualizado para enfrentar os desafios do SUS à luz também da trajetória de lutas da Reforma Sanitária, argumentam seus articuladores da Frente pela Vida (FpV).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Ela expressa toda uma história do movimento sanitário que, graças à ampla participação da sociedade, construiu a saúde como direito universal da cidadania e dever do Estado”, explica Lúcia Souto, membro da operativa da FpV e coordenadora do Mapa Colaborativo de Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“No momento crítico em que estamos vivendo, consideramos que é importante levarmos nossa agenda de um SUS 100% público, financiamento estável, a carreira de Estado para os profissionais da saúde, articulado com a questão ambiental e a soberania sanitária. É o momento de afirmar, com essa construção participativa que estamos fazendo, a democracia, a soberania e o bem-estar da sociedade brasileira”, defende Souto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fonte:&#039;&#039;&#039; [https://outraspalavras.net/outrasaude/2a-conferencia-livre-debatera-agenda-para-um-sus-100-publico/ Outra Saúde]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Lúcia Souto: 2ª Conferência Livre debaterá agenda para um &#039;SUS 100% público&#039;</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;A ser realizada na próxima sexta-feira (28) no Rio de Janeiro, a &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, promovida pela Frente pela Vida, será um momento de solidificar um programa atualizado para enfrentar os desafios do SUS à luz também da trajetória de lutas da Reforma Sanitária, argumentam seus articuladores da Frente pela Vida (FpV).  “Ela expressa toda uma história do movimento sanitário que, graças à ampla participaçã...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A ser realizada na próxima sexta-feira (28) no Rio de Janeiro, a &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Livre Nacional, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039;, promovida pela Frente pela Vida, será um momento de solidificar um programa atualizado para enfrentar os desafios do SUS à luz também da trajetória de lutas da Reforma Sanitária, argumentam seus articuladores da Frente pela Vida (FpV).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Ela expressa toda uma história do movimento sanitário que, graças à ampla participação da sociedade, construiu a saúde como direito universal da cidadania e dever do Estado”, explica Lúcia Souto, membro da operativa da FpV e coordenadora do Mapa Colaborativo de Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“No momento crítico em que estamos vivendo, consideramos que é importante levarmos nossa agenda de um SUS 100% público, financiamento estável, a carreira de Estado para os profissionais da saúde, articulado com a questão ambiental e a soberania sanitária. É o momento de afirmar, com essa construção participativa que estamos fazendo, a democracia, a soberania e o bem-estar da sociedade brasileira”, defende Souto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fonte:&#039;&#039;&#039; [https://outraspalavras.net/outrasaude/2a-conferencia-livre-debatera-agenda-para-um-sus-100-publico/ Outra Saúde]&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Participe da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde</title>
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		<updated>2026-08-10T11:35:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:ABI.jpg|alt=Evento será rearizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro (RJ)|miniaturadaimagem|Evento será rearizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro (RJ)]]&lt;br /&gt;
A etapa nacional da &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039; ocorrerá em 28 de agosto de 2026, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio de Janeiro (RJ) e seu movimento e/ou coletivo ainda pode participar e enviar representantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para isto, basta realizar uma etapa preparatória. Preencha o &#039;&#039;&#039;formulário de inscrição -&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://forms.gle/nH6vx6PFyqVHGSeL7&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&#039;&#039;  e envie as propostas para o e-mail &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;frentepelavida1@gmail.com&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; até 20 de agosto de 2026. Os encontros preparatórios poderão encaminhar até cinco propostas para compor a etapa nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Compromisso com a Soberania, a Democracia e o SUS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2022, a 1ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde reuniu movimentos sociais, entidades e organizações da sociedade civil em torno da defesa da saúde como direito. Do processo, resultou o documento “&#039;&#039;Saúde como Direito&#039;&#039;”, que foi entregue em mãos ao então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal fato gerou resultados positivos. No artigo [https://outraspalavras.net/outrasaude/eleicoes-o-horizonte-que-se-reabre-para-o-sus/ &#039;&#039;&#039;Eleições: o horizonte que se reabre para o SUS&#039;&#039;&#039;], publicado no site &#039;&#039;Outra Saúde&#039;&#039;, Tulio Franco, da Operativa Nacional da Frente pela Vida lembra que &amp;quot;na Conferência, Lula afirmou, contra toda uma retórica neoliberal, que os recursos aplicados na saúde devem ser entendidos como investimento e não como gasto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta 2ª Conferência estará aberta à participação de candidaturas e mandatos comprometidos com a soberania do Brasil, o respeito à democraicia e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o evento indicará delegados para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, convocado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e com calendário de realização de sua etapa nacional em 2027.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontros Preparatórios continuam ocorrendo em todo o Brasil, para garantia de participação no dia 28 de agosto. Um deles, no Rio de Janeiro, contou com participação do &#039;&#039;&#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&#039;&#039;&#039; e deliberou pela [[Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital marcam plenária rumo à 2º Conferência Livre de Saúde da Frente pela Vida no Rio de Janeiro|&#039;&#039;Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital&#039;&#039;]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para subsidiar o debate que seu coletivo pode – e deve! – realizar, há documento norteador da Frente pela Vida que orienta as discussões. De forma resumida, ele propõe os seguintes eixos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público, com financiamento adequado, redução das marcadas desigualdades existentes na oferta de serviços públicos e privados, e uma regulação estatal que mantenha o setor privado nos limites constitucionais da complementariedade a serviço do bem público. A relação entre o público e o privado na saúde brasileira, historicamente marcada por ambiguidades e assimetrias, demanda revisão crítica e políticas de fortalecimento dos dispositivos que constroem o SUS universal. A expansão de mecanismos de privatização, muitas vezes sob a justificativa de aumento de eficiência, tem produzido efeitos deletérios sobre o acesso, a equidade e a integralidade da atenção.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Diante disso, as entidades e movimentos sociais e populares que compõem a Frente pela Vida conclamam a todas pessoas para uma vez mais, afirmar o princípio da Universalidade do direito à saúde, garantindo o direito universal de acesso aos serviços e produtos de saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Sobre a recomposição do orçamento da saúde, entendemos como fundamental para a sustentabilidade do SUS, que o orçamento público alcance no mínimo 6% do Produto Interno Bruto (federal, estadual, municipal), sendo o gasto federal ao menos 3% do PIB, e que a exemplo dos países desenvolvidos com sistemas universais, o gasto público represente pelo menos 60% do gasto total com saúde no país. Propomos que o orçamento da saúde seja retirado do “arcabouço fiscal” aprovado em 2023. Propomos o Orçamento Participativo Nacional para ampliar a participação popular na definição das prioridades das políticas públicas.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;A política de alocação dos recursos destinados à saúde deve estar direcionada prioritariamente ao fortalecimento da Rede Básica de Saúde, que inclui a Atenção Primária, Cuidados Intermediários e outros serviços de referência territorial, no contexto de uma rede regionalizada e integrada, com oferta pública suficiente para responder às necessidades de saúde e garantir acesso oportuno conforme necessidade, tendo a Estratégia Saúde da Família como eixo estruturante, com uma regulação transparente do sistema e sob o controle das comunidades assistidas juntamente com os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde valorizados e comprometidos com a construção de um SUS acolhedor e resolutivo.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Importante considerar que o futuro aponta para novas pandemias, agravamento da crise climática e grande instabilidade geopolítica que colocam imensos desafios para os sistemas de saúde. São realidades que exigem com urgência a elaboração e implementação de políticas de preparação, prevenção e resposta para mitigação de seus efeitos na saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É fundamental fomentar as relações entre política de saúde, industrial e de ciência, tecnologia e inovação, através do fortalecimento do papel do Estado na indução, e sustentação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde – CEIS. Isto tem um objetivo duplo: a) construir a Autonomia Estratégica em Saúde para a segurança e soberania sanitária, a redução da dependência externa de insumos e tecnologias estratégicas, e o aumento da capacidade endógena em seu desenvolvimento e produção; b) contribuir para o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país, incentivando um setor que gera riqueza e empregos de alta qualidade.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É importante o controle público (“Controle Social”) da política de saúde, enfatizando o importante papel do Conselho Nacional de Saúde (CNS), as Conferências de Saúde, assim como toda rede de Conselhos Estaduais, Municipais e Locais, que são partes fundamentais da democracia junto ao SUS. Este processo deve ampliar a possibilidade da participação social e popular em saúde, pelo exercício da democracia representativa e direta, na relação da política de saúde com a sociedade.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Deve-se garantir o caráter soberano das transformações digitais do SUS, propiciando a potencialização de inovações com valor social e ético, voltadas ao Bem Comum, com investimentos em infraestrutura nacional de dados, nuvem soberana de governo, que ampliem nossa soberania tecnológica, ampliando os mecanismos de regulação estatal e controle social, impedindo em qualquer hipótese a comercialização, monetização e monetarização dos dados.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É importante garantir o SUS, efetivamente público, cuidador, republicano, moderno, eficiente, transparente, democrático, participativo e sob controle da população organizada. A participação contínua da sociedade em defesa dos princípios constitucionais do SUS deve ser fomentada levando em consideração um pluralismo moral e comprometido com a justiça social e a reparação das desigualdades históricas e estruturais, a laicidade do Estado e a diversidade religiosa e de crenças da população.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Reafirmamos que a Defesa da Vida envolve a luta pela paz, contra a violência à mulher e o feminicídio, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e tradicionais, proteção ao ambiente para garantir a biodiversidade e proteção da vida das futuras gerações. Bem como a promoção de ações que defendam os pontos de vista construídos na cultura brasileira, de populações antes escravizadas e silenciadas, de populações originárias e tradicionais, de uma cultura e uma ciência que se alinha com nossas tradições e com nossas necessidades de superação de problemas, sem subordinação dos interesses nacionais aos interesses das grandes corporações e seus Estados do centro do poder mundial.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;A defesa da vida e da saúde significa a promoção de ações anti-LGBTQIAP+ fobia, anticapacitistas, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nos diferentes modos de andar a vida e da vida do nosso planeta. Para que o Brasil se torne realmente um país justo e inclusivo será necessário eliminar as inaceitáveis iniquidades de gênero, raça/etnia, orientação sexual e classe social que afetam direta e negativamente a saúde destes grupos.”&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Construa também a 2º Conferência Livre, Democrática e Popular da Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para participar da 2ª. Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde, seu coletivo, entidade ou movimento social deve realizar encontros preparatórios, que deverão discutir as diretrizes para a Política de Saúde do país, e fazer propostas ao documento preliminar dos Eixos Temáticos que foi disponibilizado para discussão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para garantir presença no dia 28 de agosto, é necessário cumprir os seguintes critérios: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &#039;&#039;Ter participado de algum dos encontros preparatórios, que deverá acontecer sob convocação e coordenação de algum entidade, devidamente informado em Ata à Operativa Nacional da FpV, com a respectiva lista de presença.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* &#039;&#039;As Coordenações dos Encontros de Segmentos Sociais e Entidades deverão enviar uma ata (modelo em anexo), lista de presença, e propostas do encontro para a Conferência Livre, para o e-mail da Frente pela Vida.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
* &#039;&#039;Estar inscrito como participante à 2ª. Conferência Livre de Saúde, em formulário disponibilizado exclusivamente para este fim.&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Participe_da_2%C2%AA_Confer%C3%AAncia_Livre,_Democr%C3%A1tica_e_Popular_de_Sa%C3%BAde&amp;diff=2551</id>
		<title>Participe da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Participe_da_2%C2%AA_Confer%C3%AAncia_Livre,_Democr%C3%A1tica_e_Popular_de_Sa%C3%BAde&amp;diff=2551"/>
		<updated>2026-08-08T17:40:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:ABI.jpg|alt=Evento será rearizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro (RJ)|miniaturadaimagem|Evento será rearizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro (RJ)]]&lt;br /&gt;
A etapa nacional da &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039; ocorrerá em 28 de agosto de 2026, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio de Janeiro (RJ) e seu movimento e/ou coletivo ainda pode participar e enviar representantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para isto, basta realizar uma etapa preparatória. Preencha o &#039;&#039;&#039;formulário de inscrição -&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://forms.gle/nH6vx6PFyqVHGSeL7&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&#039;&#039;  e envie as propostas para o e-mail &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;frentepelavida1@gmail.com&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; até 20 de agosto de 2026. Os encontros preparatórios poderão encaminhar até cinco propostas para compor a etapa nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Compromisso com a Soberania, a Democracia e o SUS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2022, a 1ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde reuniu movimentos sociais, entidades e organizações da sociedade civil em torno da defesa da saúde como direito. Do processo, resultou o documento “&#039;&#039;Saúde como Direito&#039;&#039;”, que foi entregue em mãos ao então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal fato gerou resultados positivos. No artigo [https://outraspalavras.net/outrasaude/eleicoes-o-horizonte-que-se-reabre-para-o-sus/ &#039;&#039;&#039;Eleições: o horizonte que se reabre para o SUS&#039;&#039;&#039;], publicado no site &#039;&#039;Outra Saúde&#039;&#039;, Tulio Franco, da Operativa Nacional da Frente pela Vida lembra que &amp;quot;na Conferência, Lula afirmou, contra toda uma retórica neoliberal, que os recursos aplicados na saúde devem ser entendidos como investimento e não como gasto. De fato, não prosperou em seu governo, em coincidência com a posição pública da Frente pela Vida, a retirada do piso constitucional da saúde e educação. Isto embora os investimentos em saúde continuassem, como em todas as áreas sociais, oprimidos pela grave crise orçamentária legada pela gestão Paulo Guedes e pela gestão austericida do Banco Central. Mais do que isso, nunca a agenda da saúde mobilizou tanto o presidente Lula como neste seu terceiro mandato. Reconstrução de programas, cobertura de carências prementes (o Programa Agora Tem Especialistas), e investimento estratégico no futuro (incorporação mais sistêmica das tecnologias de informação e o programa de incentivo à formação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde). A continuidade do ministro Padilha à frente do Ministério da Saúde, não sendo candidato à reeleição como deputado federal, é uma indicação do caráter estratégico que a saúde ganhou no governo Lula, em luta pela continuidade e aprofundamento.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta 2ª Conferência estará aberta à participação de candidaturas e mandatos comprometidos com a soberania do Brasil, o respeito à democraicia e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o evento indicará delegados para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, convocado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e com calendário de realização de sua etapa nacional em 2027.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontros Preparatórios continuam ocorrendo em todo o Brasil, para garantia de participação no dia 28 de agosto. Um deles, no Rio de Janeiro, contou com participação do &#039;&#039;&#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&#039;&#039;&#039; e deliberou pela [[Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital marcam plenária rumo à 2º Conferência Livre de Saúde da Frente pela Vida no Rio de Janeiro|&#039;&#039;Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital&#039;&#039;]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para subsidiar o debate que seu coletivo pode – e deve! – realizar, há documento norteador da Frente pela Vida que orienta as discussões. De forma resumida, ele propõe os seguintes eixos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público, com financiamento adequado, redução das marcadas desigualdades existentes na oferta de serviços públicos e privados, e uma regulação estatal que mantenha o setor privado nos limites constitucionais da complementariedade a serviço do bem público. A relação entre o público e o privado na saúde brasileira, historicamente marcada por ambiguidades e assimetrias, demanda revisão crítica e políticas de fortalecimento dos dispositivos que constroem o SUS universal. A expansão de mecanismos de privatização, muitas vezes sob a justificativa de aumento de eficiência, tem produzido efeitos deletérios sobre o acesso, a equidade e a integralidade da atenção.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Diante disso, as entidades e movimentos sociais e populares que compõem a Frente pela Vida conclamam a todas pessoas para uma vez mais, afirmar o princípio da Universalidade do direito à saúde, garantindo o direito universal de acesso aos serviços e produtos de saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Sobre a recomposição do orçamento da saúde, entendemos como fundamental para a sustentabilidade do SUS, que o orçamento público alcance no mínimo 6% do Produto Interno Bruto (federal, estadual, municipal), sendo o gasto federal ao menos 3% do PIB, e que a exemplo dos países desenvolvidos com sistemas universais, o gasto público represente pelo menos 60% do gasto total com saúde no país. Propomos que o orçamento da saúde seja retirado do “arcabouço fiscal” aprovado em 2023. Propomos o Orçamento Participativo Nacional para ampliar a participação popular na definição das prioridades das políticas públicas.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;A política de alocação dos recursos destinados à saúde deve estar direcionada prioritariamente ao fortalecimento da Rede Básica de Saúde, que inclui a Atenção Primária, Cuidados Intermediários e outros serviços de referência territorial, no contexto de uma rede regionalizada e integrada, com oferta pública suficiente para responder às necessidades de saúde e garantir acesso oportuno conforme necessidade, tendo a Estratégia Saúde da Família como eixo estruturante, com uma regulação transparente do sistema e sob o controle das comunidades assistidas juntamente com os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde valorizados e comprometidos com a construção de um SUS acolhedor e resolutivo.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Importante considerar que o futuro aponta para novas pandemias, agravamento da crise climática e grande instabilidade geopolítica que colocam imensos desafios para os sistemas de saúde. São realidades que exigem com urgência a elaboração e implementação de políticas de preparação, prevenção e resposta para mitigação de seus efeitos na saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É fundamental fomentar as relações entre política de saúde, industrial e de ciência, tecnologia e inovação, através do fortalecimento do papel do Estado na indução, e sustentação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde – CEIS. Isto tem um objetivo duplo: a) construir a Autonomia Estratégica em Saúde para a segurança e soberania sanitária, a redução da dependência externa de insumos e tecnologias estratégicas, e o aumento da capacidade endógena em seu desenvolvimento e produção; b) contribuir para o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país, incentivando um setor que gera riqueza e empregos de alta qualidade.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É importante o controle público (“Controle Social”) da política de saúde, enfatizando o importante papel do Conselho Nacional de Saúde (CNS), as Conferências de Saúde, assim como toda rede de Conselhos Estaduais, Municipais e Locais, que são partes fundamentais da democracia junto ao SUS. Este processo deve ampliar a possibilidade da participação social e popular em saúde, pelo exercício da democracia representativa e direta, na relação da política de saúde com a sociedade.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Deve-se garantir o caráter soberano das transformações digitais do SUS, propiciando a potencialização de inovações com valor social e ético, voltadas ao Bem Comum, com investimentos em infraestrutura nacional de dados, nuvem soberana de governo, que ampliem nossa soberania tecnológica, ampliando os mecanismos de regulação estatal e controle social, impedindo em qualquer hipótese a comercialização, monetização e monetarização dos dados.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É importante garantir o SUS, efetivamente público, cuidador, republicano, moderno, eficiente, transparente, democrático, participativo e sob controle da população organizada. A participação contínua da sociedade em defesa dos princípios constitucionais do SUS deve ser fomentada levando em consideração um pluralismo moral e comprometido com a justiça social e a reparação das desigualdades históricas e estruturais, a laicidade do Estado e a diversidade religiosa e de crenças da população.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Reafirmamos que a Defesa da Vida envolve a luta pela paz, contra a violência à mulher e o feminicídio, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e tradicionais, proteção ao ambiente para garantir a biodiversidade e proteção da vida das futuras gerações. Bem como a promoção de ações que defendam os pontos de vista construídos na cultura brasileira, de populações antes escravizadas e silenciadas, de populações originárias e tradicionais, de uma cultura e uma ciência que se alinha com nossas tradições e com nossas necessidades de superação de problemas, sem subordinação dos interesses nacionais aos interesses das grandes corporações e seus Estados do centro do poder mundial.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;A defesa da vida e da saúde significa a promoção de ações anti-LGBTQIAP+ fobia, anticapacitistas, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nos diferentes modos de andar a vida e da vida do nosso planeta. Para que o Brasil se torne realmente um país justo e inclusivo será necessário eliminar as inaceitáveis iniquidades de gênero, raça/etnia, orientação sexual e classe social que afetam direta e negativamente a saúde destes grupos.”&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Construa também a 2º Conferência Livre, Democrática e Popular da Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para participar da 2ª. Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde, seu coletivo, entidade ou movimento social deve realizar encontros preparatórios, que deverão discutir as diretrizes para a Política de Saúde do país, e fazer propostas ao documento preliminar dos Eixos Temáticos que foi disponibilizado para discussão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para garantir presença no dia 28 de agosto, é necessário cumprir os seguintes critérios: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &#039;&#039;Ter participado de algum dos encontros preparatórios, que deverá acontecer sob convocação e coordenação de algum entidade, devidamente informado em Ata à Operativa Nacional da FpV, com a respectiva lista de presença.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* &#039;&#039;As Coordenações dos Encontros de Segmentos Sociais e Entidades deverão enviar uma ata (modelo em anexo), lista de presença, e propostas do encontro para a Conferência Livre, para o e-mail da Frente pela Vida.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
* &#039;&#039;Estar inscrito como participante à 2ª. Conferência Livre de Saúde, em formulário disponibilizado exclusivamente para este fim.&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Participe_da_2%C2%AA_Confer%C3%AAncia_Livre,_Democr%C3%A1tica_e_Popular_de_Sa%C3%BAde&amp;diff=2550</id>
		<title>Participe da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde</title>
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		<updated>2026-08-08T17:30:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:ABI.jpg|alt=Evento será rearizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro (RJ)|miniaturadaimagem|Evento será rearizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro (RJ)]]&lt;br /&gt;
A etapa nacional da &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039; ocorrerá em 28 de agosto de 2026, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio de Janeiro (RJ) e seu movimento e/ou coletivo ainda pode participar e enviar representantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para isto, basta realizar uma etapa preparatória. Preencha o &#039;&#039;&#039;formulário de inscrição -&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://forms.gle/nH6vx6PFyqVHGSeL7&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&#039;&#039;  e envie as propostas para o e-mail &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;frentepelavida1@gmail.com&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; até 20 de agosto de 2026. Os encontros preparatórios poderão encaminhar até cinco propostas para compor a etapa nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Compromisso com a Soberania, a Democracia e o SUS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2022, a 1ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde reuniu movimentos sociais, entidades e organizações da sociedade civil em torno da defesa da saúde como direito. Do processo, resultou o documento “&#039;&#039;Saúde como Direito&#039;&#039;”, que foi entregue em mãos ao então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta 2ª Conferência estará aberta à participação de candidaturas e mandatos comprometidos com a soberania do Brasil, o respeito à democraicia e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o evento indicará delegados para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, convocado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e com calendário de realização de sua etapa nacional em 2027.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontros Preparatórios continuam ocorrendo em todo o Brasil, para garantia de participação no dia 28 de agosto. Um deles, no Rio de Janeiro, contou com participação do &#039;&#039;&#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&#039;&#039;&#039; e deliberou pela [[Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital marcam plenária rumo à 2º Conferência Livre de Saúde da Frente pela Vida no Rio de Janeiro|&#039;&#039;Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital&#039;&#039;]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para subsidiar o debate que seu coletivo pode – e deve! – realizar, há documento norteador da Frente pela Vida que orienta as discussões. De forma resumida, ele propõe os seguintes eixos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público, com financiamento adequado, redução das marcadas desigualdades existentes na oferta de serviços públicos e privados, e uma regulação estatal que mantenha o setor privado nos limites constitucionais da complementariedade a serviço do bem público. A relação entre o público e o privado na saúde brasileira, historicamente marcada por ambiguidades e assimetrias, demanda revisão crítica e políticas de fortalecimento dos dispositivos que constroem o SUS universal. A expansão de mecanismos de privatização, muitas vezes sob a justificativa de aumento de eficiência, tem produzido efeitos deletérios sobre o acesso, a equidade e a integralidade da atenção.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Diante disso, as entidades e movimentos sociais e populares que compõem a Frente pela Vida conclamam a todas pessoas para uma vez mais, afirmar o princípio da Universalidade do direito à saúde, garantindo o direito universal de acesso aos serviços e produtos de saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Sobre a recomposição do orçamento da saúde, entendemos como fundamental para a sustentabilidade do SUS, que o orçamento público alcance no mínimo 6% do Produto Interno Bruto (federal, estadual, municipal), sendo o gasto federal ao menos 3% do PIB, e que a exemplo dos países desenvolvidos com sistemas universais, o gasto público represente pelo menos 60% do gasto total com saúde no país. Propomos que o orçamento da saúde seja retirado do “arcabouço fiscal” aprovado em 2023. Propomos o Orçamento Participativo Nacional para ampliar a participação popular na definição das prioridades das políticas públicas.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;A política de alocação dos recursos destinados à saúde deve estar direcionada prioritariamente ao fortalecimento da Rede Básica de Saúde, que inclui a Atenção Primária, Cuidados Intermediários e outros serviços de referência territorial, no contexto de uma rede regionalizada e integrada, com oferta pública suficiente para responder às necessidades de saúde e garantir acesso oportuno conforme necessidade, tendo a Estratégia Saúde da Família como eixo estruturante, com uma regulação transparente do sistema e sob o controle das comunidades assistidas juntamente com os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde valorizados e comprometidos com a construção de um SUS acolhedor e resolutivo.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Importante considerar que o futuro aponta para novas pandemias, agravamento da crise climática e grande instabilidade geopolítica que colocam imensos desafios para os sistemas de saúde. São realidades que exigem com urgência a elaboração e implementação de políticas de preparação, prevenção e resposta para mitigação de seus efeitos na saúde.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É fundamental fomentar as relações entre política de saúde, industrial e de ciência, tecnologia e inovação, através do fortalecimento do papel do Estado na indução, e sustentação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde – CEIS. Isto tem um objetivo duplo: a) construir a Autonomia Estratégica em Saúde para a segurança e soberania sanitária, a redução da dependência externa de insumos e tecnologias estratégicas, e o aumento da capacidade endógena em seu desenvolvimento e produção; b) contribuir para o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país, incentivando um setor que gera riqueza e empregos de alta qualidade.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É importante o controle público (“Controle Social”) da política de saúde, enfatizando o importante papel do Conselho Nacional de Saúde (CNS), as Conferências de Saúde, assim como toda rede de Conselhos Estaduais, Municipais e Locais, que são partes fundamentais da democracia junto ao SUS. Este processo deve ampliar a possibilidade da participação social e popular em saúde, pelo exercício da democracia representativa e direta, na relação da política de saúde com a sociedade.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Deve-se garantir o caráter soberano das transformações digitais do SUS, propiciando a potencialização de inovações com valor social e ético, voltadas ao Bem Comum, com investimentos em infraestrutura nacional de dados, nuvem soberana de governo, que ampliem nossa soberania tecnológica, ampliando os mecanismos de regulação estatal e controle social, impedindo em qualquer hipótese a comercialização, monetização e monetarização dos dados.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É importante garantir o SUS, efetivamente público, cuidador, republicano, moderno, eficiente, transparente, democrático, participativo e sob controle da população organizada. A participação contínua da sociedade em defesa dos princípios constitucionais do SUS deve ser fomentada levando em consideração um pluralismo moral e comprometido com a justiça social e a reparação das desigualdades históricas e estruturais, a laicidade do Estado e a diversidade religiosa e de crenças da população.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Reafirmamos que a Defesa da Vida envolve a luta pela paz, contra a violência à mulher e o feminicídio, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e tradicionais, proteção ao ambiente para garantir a biodiversidade e proteção da vida das futuras gerações. Bem como a promoção de ações que defendam os pontos de vista construídos na cultura brasileira, de populações antes escravizadas e silenciadas, de populações originárias e tradicionais, de uma cultura e uma ciência que se alinha com nossas tradições e com nossas necessidades de superação de problemas, sem subordinação dos interesses nacionais aos interesses das grandes corporações e seus Estados do centro do poder mundial.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;A defesa da vida e da saúde significa a promoção de ações anti-LGBTQIAP+ fobia, anticapacitistas, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nos diferentes modos de andar a vida e da vida do nosso planeta. Para que o Brasil se torne realmente um país justo e inclusivo será necessário eliminar as inaceitáveis iniquidades de gênero, raça/etnia, orientação sexual e classe social que afetam direta e negativamente a saúde destes grupos.”&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Participe da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde</title>
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		<updated>2026-08-08T16:00:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:ABI.jpg|alt=Evento será rearizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro (RJ)|miniaturadaimagem|Evento será rearizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio de Janeiro (RJ)]]&lt;br /&gt;
A Frente Pela Vida divulgou a nova data da etapa nacional da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde. O encontro será realizado em 28 de agosto de 2026, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro. A alteração no calendário amplia o período de mobilização setorial e regional para a realização das etapas preparatórias em todo o país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aberta à participação de movimentos sociais, entidades e organizações comprometidas com a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), a etapa nacional reunirá propostas construídas nos encontros preparatórios promovidos pelos diferentes coletivos. Cada encontro poderá encaminhar até cinco propostas para compor o debate nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As coordenações responsáveis pelas etapas preparatórias devem preencher o formulário de inscrição e enviar as propostas para o e-mail frentepelavida1@gmail.com até o dia 20 de agosto de 2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As conferências livres representam uma inovação no fortalecimento da participação social no SUS. Em 2022, a 1ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde reuniu movimentos sociais, entidades e organizações da sociedade civil em torno da defesa da saúde como direito. O processo resultou na elaboração do documento Saúde como Direito, entregue ao então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde é convocada e coordenada pela Frente Pela Vida, colegiado formado pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Associação Rede Unida, Associação Brasileira de Economia da Saúde (Abres), Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde vai reunir, no Rio de Janeiro (RJ), trabalhadores, movimentos sociais e entidades da Saúde, para debater os desafios da Sistema Único de Saúde (SUS) e o futuro da Reforma Sanitária. A etapa nacional acontece 28 de agosto, na Associação Brasileira de Imprensa, e discutirá propostas apresentadas pelos encontros preparatórios, que estão sendo realizados em diversos locais. Posteriormente, vai indicar delegados para a 18ª Conferência Nacional de Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conferência livre é uma iniciativa da Frente Pela Vida, formada por um colegiado de entidades da Saúde e movimentos sociais, durante a pandemia de covid-19, e busca ampliar a participação social na formulação de políticas públicas. Em 2022, a primeira edição da conferência lançou o documento “Saúde como Direito”, pressionando pelo financiamento do SUS, da assistência social, saneamento, segurança alimentar e moradia — diretamente associados à expectativa de vida — e por políticas públicas baseadas em evidências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inscrito na Constituição de 1988, o direito à saúde no Brasil continua sendo motivo de disputa, explica o enfermeiro sanitarista Itamar Lages, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFP) e integrante da Frente pela Vida. “Há uma disputa entre o projeto constitucional, que considera a saúde um direito de todos e um dever do Estado, e setores privados que buscam captar recursos públicos e privados”, afirma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 “Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público”, ressalta a convocatória da Frente pela Vida. Entre os temas em debate estão o financiamento do SUS, a valorização do trabalho em saúde, o fortalecimento da atenção à saúde, a produção nacional de insumos e medicamentos, os impactos das mudanças climáticas, a transformação digital e a defesa da democracia como condição para a garantia do direito à saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O documento resultante da etapa nacional reunirá diretrizes construídas coletivamente e será apresentado como contribuição ao processo da 18ª Conferência Nacional de Saúde. A expectativa é fortalecer o debate sobre os rumos do SUS e ampliar a participação da sociedade na construção de políticas públicas voltadas à garantia do direito universal à saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diversos Encontros Preparatórios estão ocorrendo no país, como por exemplo, em Minas Gerais o Encontro da Frente pela Vida que ocorrerá dia 11 de julho, e no Rio de Janeiro em 18 de julho. Também nesta data haverá o Encontro da Associação Vida e Justiça, mobilizada na defesa dos direitos das vítimas da Covid-19. O Movimento Negro Unificado tem Encontro marcado para discutir as questões específicas da saúde da população negra. Em vários outros estados e movimentos há o esforço para reunir e discutir a questão da política de saúde, e o fortalecimento do SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para os debates, há um documento da Frente pela Vida que orienta as discussões, e servirá para elaborar a “Carta Compromisso”, a ser entregue ao candidato à presidência que tem um inequívoco compromisso com a democracia no Brasil, a soberania nacional, e o incremento de políticas sociais robustas de proteção à população. Até o momento, de forma resumida, o documento de preparação da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde têm os seguintes eixos, que serão enriquecidos e ampliados nas discussões:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público, com financiamento adequado, redução das marcadas desigualdades existentes na oferta de serviços públicos e privados, e uma regulação estatal que mantenha o setor privado nos limites constitucionais da complementariedade a serviço do bem público. A relação entre o público e o privado na saúde brasileira, historicamente marcada por ambiguidades e assimetrias, demanda revisão crítica e políticas de fortalecimento dos dispositivos que constroem o SUS universal. A expansão de mecanismos de privatização, muitas vezes sob a justificativa de aumento de eficiência, tem produzido efeitos deletérios sobre o acesso, a equidade e a integralidade da atenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante disso, as entidades e movimentos sociais e populares que compõem a Frente pela Vida conclamam a todas pessoas para uma vez mais, afirmar o princípio da Universalidade do direito à saúde, garantindo o direito universal de acesso aos serviços e produtos de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a recomposição do orçamento da saúde, entendemos como fundamental para a sustentabilidade do SUS, que o orçamento público alcance no mínimo 6% do Produto Interno Bruto (federal, estadual, municipal), sendo o gasto federal ao menos 3% do PIB, e que a exemplo dos países desenvolvidos com sistemas universais, o gasto público represente pelo menos 60% do gasto total com saúde no país. Propomos que o orçamento da saúde seja retirado do “arcabouço fiscal” aprovado em 2023. Propomos o Orçamento Participativo Nacional para ampliar a participação popular na definição das prioridades das políticas públicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de alocação dos recursos destinados à saúde deve estar direcionada prioritariamente ao fortalecimento da Rede Básica de Saúde, que inclui a Atenção Primária, Cuidados Intermediários e outros serviços de referência territorial, no contexto de uma rede regionalizada e integrada, com oferta pública suficiente para responder às necessidades de saúde e garantir acesso oportuno conforme necessidade, tendo a Estratégia Saúde da Família como eixo estruturante, com uma regulação transparente do sistema e sob o controle das comunidades assistidas juntamente com os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde valorizados e comprometidos com a construção de um SUS acolhedor e resolutivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante considerar que o futuro aponta para novas pandemias, agravamento da crise climática e grande instabilidade geopolítica que colocam imensos desafios para os sistemas de saúde. São realidades que exigem com urgência a elaboração e implementação de políticas de preparação, prevenção e resposta para mitigação de seus efeitos na saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É fundamental fomentar as relações entre política de saúde, industrial e de ciência, tecnologia e inovação, através do fortalecimento do papel do Estado na indução, e sustentação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde – CEIS. Isto tem um objetivo duplo: a) construir a Autonomia Estratégica em Saúde para a segurança e soberania sanitária, a redução da dependência externa de insumos e tecnologias estratégicas, e o aumento da capacidade endógena em seu desenvolvimento e produção; b) contribuir para o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país, incentivando um setor que gera riqueza e empregos de alta qualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante o controle público (“Controle Social”) da política de saúde, enfatizando o importante papel do Conselho Nacional de Saúde (CNS), as Conferências de Saúde, assim como toda rede de Conselhos Estaduais, Municipais e Locais, que são partes fundamentais da democracia junto ao SUS. Este processo deve ampliar a possibilidade da participação social e popular em saúde, pelo exercício da democracia representativa e direta, na relação da política de saúde com a sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deve-se garantir o caráter soberano das transformações digitais do SUS, propiciando a potencialização de inovações com valor social e ético, voltadas ao Bem Comum, com investimentos em infraestrutura nacional de dados, nuvem soberana de governo, que ampliem nossa soberania tecnológica, ampliando os mecanismos de regulação estatal e controle social, impedindo em qualquer hipótese a comercialização, monetização e monetarização dos dados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante garantir o SUS, efetivamente público, cuidador, republicano, moderno, eficiente, transparente, democrático, participativo e sob controle da população organizada. A participação contínua da sociedade em defesa dos princípios constitucionais do SUS deve ser fomentada levando em consideração um pluralismo moral e comprometido com a justiça social e a reparação das desigualdades históricas e estruturais, a laicidade do Estado e a diversidade religiosa e de crenças da população.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reafirmamos que a Defesa da Vida envolve a luta pela paz, contra a violência à mulher e o feminicídio, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e tradicionais, proteção ao ambiente para garantir a biodiversidade e proteção da vida das futuras gerações. Bem como a promoção de ações que defendam os pontos de vista construídos na cultura brasileira, de populações antes escravizadas e silenciadas, de populações originárias e tradicionais, de uma cultura e uma ciência que se alinha com nossas tradições e com nossas necessidades de superação de problemas, sem subordinação dos interesses nacionais aos interesses das grandes corporações e seus Estados do centro do poder mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A defesa da vida e da saúde significa a promoção de ações anti-LGBTQIAP+ fobia, anticapacitistas, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nos diferentes modos de andar a vida e da vida do nosso planeta. Para que o Brasil se torne realmente um país justo e inclusivo será necessário eliminar as inaceitáveis iniquidades de gênero, raça/etnia, orientação sexual e classe social que afetam direta e negativamente a saúde destes grupos.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 2ª Conferência deverá ainda debater e propor a implementação a Carreira Única Interfederativa no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), proposta aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde, através da Resolução nº 799/2026 que já prevê a criação de planos de carreira, cargos e salários, preferencialmente, de forma articulada entre a União, os Estados e os Municípios. A Carreira deve se estruturar de forma multiprofissional e interprofissional, abrangendo trabalhadores da assistência, vigilância, gestão, ensino-serviço, pesquisa e inovação e áreas de suporte essenciais, com adesão voluntária de estados e municípios, buscando enfrentar a precarização e as desigualdades nas condições de trabalho entre os territórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é um convite para o debate, e a mobilização em torno da política de saúde para o Brasil:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participe da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde!&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
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		<title>Arquivo:ABI.jpg</title>
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		<updated>2026-08-08T15:59:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;ABI&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Participe da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde</title>
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		<updated>2026-08-08T15:59:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;A Frente Pela Vida divulgou a nova data da etapa nacional da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde. O encontro será realizado em 28 de agosto de 2026, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro. A alteração no calendário amplia o período de mobilização setorial e regional para a realização das etapas preparatórias em todo o país.  Aberta à participação de movimentos sociais, entidades e organizações compro...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Frente Pela Vida divulgou a nova data da etapa nacional da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde. O encontro será realizado em 28 de agosto de 2026, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro. A alteração no calendário amplia o período de mobilização setorial e regional para a realização das etapas preparatórias em todo o país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aberta à participação de movimentos sociais, entidades e organizações comprometidas com a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), a etapa nacional reunirá propostas construídas nos encontros preparatórios promovidos pelos diferentes coletivos. Cada encontro poderá encaminhar até cinco propostas para compor o debate nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As coordenações responsáveis pelas etapas preparatórias devem preencher o formulário de inscrição e enviar as propostas para o e-mail frentepelavida1@gmail.com até o dia 20 de agosto de 2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As conferências livres representam uma inovação no fortalecimento da participação social no SUS. Em 2022, a 1ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde reuniu movimentos sociais, entidades e organizações da sociedade civil em torno da defesa da saúde como direito. O processo resultou na elaboração do documento Saúde como Direito, entregue ao então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde é convocada e coordenada pela Frente Pela Vida, colegiado formado pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Associação Rede Unida, Associação Brasileira de Economia da Saúde (Abres), Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde vai reunir, no Rio de Janeiro (RJ), trabalhadores, movimentos sociais e entidades da Saúde, para debater os desafios da Sistema Único de Saúde (SUS) e o futuro da Reforma Sanitária. A etapa nacional acontece 28 de agosto, na Associação Brasileira de Imprensa, e discutirá propostas apresentadas pelos encontros preparatórios, que estão sendo realizados em diversos locais. Posteriormente, vai indicar delegados para a 18ª Conferência Nacional de Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conferência livre é uma iniciativa da Frente Pela Vida, formada por um colegiado de entidades da Saúde e movimentos sociais, durante a pandemia de covid-19, e busca ampliar a participação social na formulação de políticas públicas. Em 2022, a primeira edição da conferência lançou o documento “Saúde como Direito”, pressionando pelo financiamento do SUS, da assistência social, saneamento, segurança alimentar e moradia — diretamente associados à expectativa de vida — e por políticas públicas baseadas em evidências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inscrito na Constituição de 1988, o direito à saúde no Brasil continua sendo motivo de disputa, explica o enfermeiro sanitarista Itamar Lages, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFP) e integrante da Frente pela Vida. “Há uma disputa entre o projeto constitucional, que considera a saúde um direito de todos e um dever do Estado, e setores privados que buscam captar recursos públicos e privados”, afirma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 “Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público”, ressalta a convocatória da Frente pela Vida. Entre os temas em debate estão o financiamento do SUS, a valorização do trabalho em saúde, o fortalecimento da atenção à saúde, a produção nacional de insumos e medicamentos, os impactos das mudanças climáticas, a transformação digital e a defesa da democracia como condição para a garantia do direito à saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O documento resultante da etapa nacional reunirá diretrizes construídas coletivamente e será apresentado como contribuição ao processo da 18ª Conferência Nacional de Saúde. A expectativa é fortalecer o debate sobre os rumos do SUS e ampliar a participação da sociedade na construção de políticas públicas voltadas à garantia do direito universal à saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diversos Encontros Preparatórios estão ocorrendo no país, como por exemplo, em Minas Gerais o Encontro da Frente pela Vida que ocorrerá dia 11 de julho, e no Rio de Janeiro em 18 de julho. Também nesta data haverá o Encontro da Associação Vida e Justiça, mobilizada na defesa dos direitos das vítimas da Covid-19. O Movimento Negro Unificado tem Encontro marcado para discutir as questões específicas da saúde da população negra. Em vários outros estados e movimentos há o esforço para reunir e discutir a questão da política de saúde, e o fortalecimento do SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para os debates, há um documento da Frente pela Vida que orienta as discussões, e servirá para elaborar a “Carta Compromisso”, a ser entregue ao candidato à presidência que tem um inequívoco compromisso com a democracia no Brasil, a soberania nacional, e o incremento de políticas sociais robustas de proteção à população. Até o momento, de forma resumida, o documento de preparação da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde têm os seguintes eixos, que serão enriquecidos e ampliados nas discussões:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público, com financiamento adequado, redução das marcadas desigualdades existentes na oferta de serviços públicos e privados, e uma regulação estatal que mantenha o setor privado nos limites constitucionais da complementariedade a serviço do bem público. A relação entre o público e o privado na saúde brasileira, historicamente marcada por ambiguidades e assimetrias, demanda revisão crítica e políticas de fortalecimento dos dispositivos que constroem o SUS universal. A expansão de mecanismos de privatização, muitas vezes sob a justificativa de aumento de eficiência, tem produzido efeitos deletérios sobre o acesso, a equidade e a integralidade da atenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante disso, as entidades e movimentos sociais e populares que compõem a Frente pela Vida conclamam a todas pessoas para uma vez mais, afirmar o princípio da Universalidade do direito à saúde, garantindo o direito universal de acesso aos serviços e produtos de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a recomposição do orçamento da saúde, entendemos como fundamental para a sustentabilidade do SUS, que o orçamento público alcance no mínimo 6% do Produto Interno Bruto (federal, estadual, municipal), sendo o gasto federal ao menos 3% do PIB, e que a exemplo dos países desenvolvidos com sistemas universais, o gasto público represente pelo menos 60% do gasto total com saúde no país. Propomos que o orçamento da saúde seja retirado do “arcabouço fiscal” aprovado em 2023. Propomos o Orçamento Participativo Nacional para ampliar a participação popular na definição das prioridades das políticas públicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de alocação dos recursos destinados à saúde deve estar direcionada prioritariamente ao fortalecimento da Rede Básica de Saúde, que inclui a Atenção Primária, Cuidados Intermediários e outros serviços de referência territorial, no contexto de uma rede regionalizada e integrada, com oferta pública suficiente para responder às necessidades de saúde e garantir acesso oportuno conforme necessidade, tendo a Estratégia Saúde da Família como eixo estruturante, com uma regulação transparente do sistema e sob o controle das comunidades assistidas juntamente com os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde valorizados e comprometidos com a construção de um SUS acolhedor e resolutivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante considerar que o futuro aponta para novas pandemias, agravamento da crise climática e grande instabilidade geopolítica que colocam imensos desafios para os sistemas de saúde. São realidades que exigem com urgência a elaboração e implementação de políticas de preparação, prevenção e resposta para mitigação de seus efeitos na saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É fundamental fomentar as relações entre política de saúde, industrial e de ciência, tecnologia e inovação, através do fortalecimento do papel do Estado na indução, e sustentação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde – CEIS. Isto tem um objetivo duplo: a) construir a Autonomia Estratégica em Saúde para a segurança e soberania sanitária, a redução da dependência externa de insumos e tecnologias estratégicas, e o aumento da capacidade endógena em seu desenvolvimento e produção; b) contribuir para o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país, incentivando um setor que gera riqueza e empregos de alta qualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante o controle público (“Controle Social”) da política de saúde, enfatizando o importante papel do Conselho Nacional de Saúde (CNS), as Conferências de Saúde, assim como toda rede de Conselhos Estaduais, Municipais e Locais, que são partes fundamentais da democracia junto ao SUS. Este processo deve ampliar a possibilidade da participação social e popular em saúde, pelo exercício da democracia representativa e direta, na relação da política de saúde com a sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deve-se garantir o caráter soberano das transformações digitais do SUS, propiciando a potencialização de inovações com valor social e ético, voltadas ao Bem Comum, com investimentos em infraestrutura nacional de dados, nuvem soberana de governo, que ampliem nossa soberania tecnológica, ampliando os mecanismos de regulação estatal e controle social, impedindo em qualquer hipótese a comercialização, monetização e monetarização dos dados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante garantir o SUS, efetivamente público, cuidador, republicano, moderno, eficiente, transparente, democrático, participativo e sob controle da população organizada. A participação contínua da sociedade em defesa dos princípios constitucionais do SUS deve ser fomentada levando em consideração um pluralismo moral e comprometido com a justiça social e a reparação das desigualdades históricas e estruturais, a laicidade do Estado e a diversidade religiosa e de crenças da população.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reafirmamos que a Defesa da Vida envolve a luta pela paz, contra a violência à mulher e o feminicídio, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e tradicionais, proteção ao ambiente para garantir a biodiversidade e proteção da vida das futuras gerações. Bem como a promoção de ações que defendam os pontos de vista construídos na cultura brasileira, de populações antes escravizadas e silenciadas, de populações originárias e tradicionais, de uma cultura e uma ciência que se alinha com nossas tradições e com nossas necessidades de superação de problemas, sem subordinação dos interesses nacionais aos interesses das grandes corporações e seus Estados do centro do poder mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A defesa da vida e da saúde significa a promoção de ações anti-LGBTQIAP+ fobia, anticapacitistas, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nos diferentes modos de andar a vida e da vida do nosso planeta. Para que o Brasil se torne realmente um país justo e inclusivo será necessário eliminar as inaceitáveis iniquidades de gênero, raça/etnia, orientação sexual e classe social que afetam direta e negativamente a saúde destes grupos.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 2ª Conferência deverá ainda debater e propor a implementação a Carreira Única Interfederativa no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), proposta aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde, através da Resolução nº 799/2026 que já prevê a criação de planos de carreira, cargos e salários, preferencialmente, de forma articulada entre a União, os Estados e os Municípios. A Carreira deve se estruturar de forma multiprofissional e interprofissional, abrangendo trabalhadores da assistência, vigilância, gestão, ensino-serviço, pesquisa e inovação e áreas de suporte essenciais, com adesão voluntária de estados e municípios, buscando enfrentar a precarização e as desigualdades nas condições de trabalho entre os territórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é um convite para o debate, e a mobilização em torno da política de saúde para o Brasil:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participe da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde!&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Defesa_do_SUS_100%25_p%C3%BAblico,_com_carreira_%C3%BAnica_e_soberania_digital_marcam_plen%C3%A1ria_rumo_%C3%A0_2%C2%BA_Confer%C3%AAncia_Livre_de_Sa%C3%BAde_da_Frente_pela_Vida_no_Rio_de_Janeiro&amp;diff=2546</id>
		<title>Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital marcam plenária rumo à 2º Conferência Livre de Saúde da Frente pela Vida no Rio de Janeiro</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Defesa_do_SUS_100%25_p%C3%BAblico,_com_carreira_%C3%BAnica_e_soberania_digital_marcam_plen%C3%A1ria_rumo_%C3%A0_2%C2%BA_Confer%C3%AAncia_Livre_de_Sa%C3%BAde_da_Frente_pela_Vida_no_Rio_de_Janeiro&amp;diff=2546"/>
		<updated>2026-07-21T15:02:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Plenária RJ.jpg|alt=Plenária Rio de Janeiro|miniaturadaimagem|Plenária Rio de Janeiro]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Lideranças sociais, intelectuais e trabalhadores debatem os rumos do sistema público frente à precarização laboral, subfinanciamento crônico e os riscos geopolíticos impostos pelas corporações de tecnologia.&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A plenária preparatória do Rio de Janeiro para a  2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, que ocorrera em 28 de agosto na capital fluminense, reuniu centenas de militantes na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Combate às Endemias e Saúde Preventiva no Estado do Rio de Janeiro (SintSaúdeRJ) no sábado, 18 de julho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob os eixos da soberania nacional, valorização do trabalho e descentralização democrática, os participantes reafirmaram o papel do SUS como patrimônio do povo brasileiro e um direito humano fundamental. Coordenando a mesa do evento, Lucia Souto, do MapaMovSaúde, iniciou  plenária convocando os presentes a construírem uma proposição política que fortaleça o Sistema Único de Saúde no período 2027-2030, em prol da melhoria efetiva das condições de vida da população brasileira. “Não dá pra só ter teoria na cabeça e analisar muito bem a realidade, sem que a gente transforme esse vigor de cada um de nós numa ação prática, solidária e concreta, de transformação social”, afirmou Lúcia Souto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A luta contra a precarização e a urgência da Carreira Única do SUS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos temas mais debatidos na plenária foi a fragmentação dos vínculos empregatícios e o avanço da precarização e da &amp;quot;pejotização&amp;quot; nas redes de saúde. Presidente do Sindicato dos Médicos e integrante do Instituto de Saúde Coletiva da UFF, Alexandre Teles utilizou o exemplo de grandes hospitais públicos do Rio de Janeiro, como o Hospital Souza Aguiar, para demonstrar o cenário em que coexistem servidores estatutários, celetistas, contratados por Organizações Sociais (OSs), profissionais sob o regime jurídico de PJ e RPAs.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Teles, essa disparidade de vínculos gera instabilidade institucional, salários desiguais para funções idênticas e sabota a longitudinalidade do cuidado pela alta rotatividade da força de trabalho. Como contraposição, os palestrantes defenderam a aprovação e a implementação da Carreira Única Interfederativa do SUS, cujo protocolo já foi firmado em mesa de negociação com o Governo Federal e homologado pelo Conselho Nacional de Saúde. A carreira prevê o ingresso exclusivo por concurso público, progressão vertical e horizontal baseada em tempo de serviço e títulos (especializações, mestrados e doutorados), além da criação de um fundo de financiamento estável que auxilie os municípios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Presidente do SintSaúdeRJ, Sandro Cezar usou o exemplo da conquista da aposentadoria especial para agentes Comunitários de Saúde e de Combate à Endemias para afirmar que o papel dos moviemntos sociais era cobrar a efetivação de um SUS 100% público, e criticou àqueles que chamaram a conquita das duas categorias de &amp;quot;pauta bomba&amp;quot;. &amp;quot;O agronegócio recebe centenas de bilhões para nos envenenar e ninguém fala em pauta bomba. Queremos  o fim da escla 6x1 e mais tempo para viver lém do trabalho, a conquista de nossa aposentadoria é direito e não privilégio&amp;quot;, defendeu,  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, Rosemari Rocha, do Conselho Estadual de Saúde, ressaltou a importância da &amp;quot;passagem de bastão&amp;quot; no movimento sanitário para novas gerações de acadêmicos e militantes, para preservar a memória das conquistas históricas, como a 8ª Conferência Nacional de Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rocha também fez um alerta preocupante sobre o esvaziamento do controle social na ponta, citando uma conferência municipal recente na Baixada Fluminense onde, em uma cidade de mais de 800 mil habitantes, a plenária contou com menos de 100 participantes presenciais. &amp;quot;O trabalho de mobilização não se encerra aqui e nem hoje. Precisamos vançar na construção dos conselhos locais de saúde, vinculados aos territórios e com efetiva participação das comunidades locais&amp;quot;, ressaltou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Soberania Digital e o Complexo Econômico da Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate acerca da soberania nacional ganhou contornos estratégicos com a fala do especialista em saúde digital Luiz Viana. Ele alertou a plenária sobre os riscos da entrega de dados clínicos e epidemiológicos da população brasileira às corporações transnacionais de tecnologia (&#039;&#039;big techs&#039;&#039;), caracterizando o cenário atual como um &amp;quot;eco-capitalismo de vigilância&amp;quot; que ultrapassa as fronteiras jurídicas das nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viana defendeu a necessidade de uma Reforma Sanitária Digital, pautada pelo controle popular das tecnologias de informação e infraestruturas públicas autônomas de dados. Ele citou o relatório da 15ª Reunião dos Ministros da Saúde dos BRICS (ocorrida em 2025 em Brasília) como um exemplo prático de cooperação Sul-Sul focado no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras compartilhadas e no fortalecimento das capacidades industriais equitativas. &amp;quot;Não podemos ter nossas base de dados nas mãos do Vale do Silício&amp;quot;, defendeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consolidação da base produtiva nacional foi destrinchada por Camila Fonseca, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela trouxe dados macroeconômicos robustos demonstrando que a saúde responde por cerca de 10% do PIB brasileiro e apresenta grande resiliência na geração de emprego e renda mesmo em tempos de crise financeira global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, Camila destacou o ativo estratégico representado pelos 15% a 20% de biodiversidade global que o Brasil detém, fundamentais para a pesquisa de insumos biológicos e fármacos. Relembrando o apartheid vacinal ocorrido na pandemia de COVID-19, ela defendeu o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) para garantir que o país não dependa de oligopólios externos em momentos de crise sanitária. &amp;quot;Ventilador mecâncio é uma tecnologia antiga, para  qual não tínhamos nenhuma base produtiva&amp;quot;, exemplificou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A voz das favelas e a ampliação do conceito de Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos momentos mais contundentes da plenária ocorreu com o pronunciamento de Lúcia Cabral, assistente social e coordenadora do Fórum Popular do Alemão e da Rede de Promoção de Saúde do Alemão. Com mais de 30 anos de atuação em favelas urbanas na prevenção de ISTs/HIV e tuberculose, Lúcia criticou duramente o esquecimento institucional sofrido pelas comunidades periféricas e exigiu a inclusão dessas populações no centro das decisões sobre as políticas de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Não existe soberania nacional quando bilhões de brasileiros enfrentam a falta de saneamento básico, a dificuldade de acesso a medicamentos e a violência territorial. Saúde é muito mais do que o atendimento médico; saúde é moradia digna, água tratada, alimentação saudável, transporte, educação, cultura e segurança pública que preserve vidas. As favelas não querem favores, querem garantia de direitos&amp;quot;, afirmou Lúcia Cabral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lúcia ressaltou a importância de a populaçao favelada aprenda a exercer ativamente o controle social e a cobrar os políticos eleitos, tratando-os como funcionários do povo. A plenária acolheu sua demanda de incluir nos documentos orientadores um parágrafo de centralidade exclusiva para as favelas e periferias urbanas brasileiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Análise Conjuntural e Orçamento Participativo&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Fidelis, diretor executivo do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), traçou duras críticas à herança de austeridade fiscal decorrente do antigo Teto de Gastos, bem como às reformas previdenciária e trabalhista implementadas em gestões passadas, que expandiram a fome e a precarização social. Fidelis destacou o absurdo do pagamento anual de R$ 1 trilhão em juros da dívida pública para rentistas e banqueiros, defendendo que o movimento da saúde articule a criação de uma Lei de Responsabilidade Sanitária, Social e Ambiental. As entidades propõem, ainda, a consolidação de um Orçamento Participativo Nacional para que a população dispute diretamente as fatias do orçamento da União.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As lideranças concluíram o encontro convocando a militância sanitária a ocupar as próximas etapas das conferências de saúde e a consolidar a plenária nacional que ocorrerá em agosto, no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Defesa_do_SUS_100%25_p%C3%BAblico,_com_carreira_%C3%BAnica_e_soberania_digital_marcam_plen%C3%A1ria_rumo_%C3%A0_2%C2%BA_Confer%C3%AAncia_Livre_de_Sa%C3%BAde_da_Frente_pela_Vida_no_Rio_de_Janeiro&amp;diff=2545</id>
		<title>Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital marcam plenária rumo à 2º Conferência Livre de Saúde da Frente pela Vida no Rio de Janeiro</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Defesa_do_SUS_100%25_p%C3%BAblico,_com_carreira_%C3%BAnica_e_soberania_digital_marcam_plen%C3%A1ria_rumo_%C3%A0_2%C2%BA_Confer%C3%AAncia_Livre_de_Sa%C3%BAde_da_Frente_pela_Vida_no_Rio_de_Janeiro&amp;diff=2545"/>
		<updated>2026-07-20T19:37:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Plenária RJ.jpg|alt=Plenária Rio de Janeiro|miniaturadaimagem|Plenária Rio de Janeiro]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Lideranças sociais, intelectuais e trabalhadores debatem os rumos do sistema público frente à precarização laboral, subfinanciamento crônico e os riscos geopolíticos impostos pelas corporações de tecnologia.&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A plenária preparatória do Rio de Janeiro para a  2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, que ocorrera em 28 de agosto na capital fluminense, reuniu centenas de militantes na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Combate às Endemias e Saúde Preventiva no Estado do Rio de Janeiro (SintSaúdeRJ) no sábado, 18 de julho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob os eixos da soberania nacional, valorização do trabalho e descentralização democrática, os participantes reafirmaram o papel do SUS como patrimônio do povo brasileiro e um direito humano fundamental. Coordenando a mesa do evento, Lucia Souto, do MapaMovSaúde, iniciou  plenária convocando os presentes a construírem uma proposição política que fortaleça o Sistema Único de Saúde no período 2027-2030, em prol da melhoria efetiva das condições de vida da população brasileira. “Não dá pra só ter teoria na cabeça e analisar muito bem a realidade, sem que a gente transforme esse vigor de cada um de nós numa ação prática, solidária e concreta, de transformação social”, afirmou Lúcia Souto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A luta contra a precarização e a urgência da Carreira Única do SUS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos temas mais debatidos na plenária foi a fragmentação dos vínculos empregatícios e o avanço da precarização e da &amp;quot;pejotização&amp;quot; nas redes de saúde. Presidente do Sindicato dos Médicos e integrante do Instituto de Saúde Coletiva da UFF, Alexandre Teles utilizou o exemplo de grandes hospitais públicos do Rio de Janeiro, como o Hospital Souza Aguiar, para demonstrar o cenário em que coexistem servidores estatutários, celetistas, contratados por Organizações Sociais (OSs), profissionais sob o regime jurídico de PJ e RPAs.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Teles, essa disparidade de vínculos gera instabilidade institucional, salários desiguais para funções idênticas e sabota a longitudinalidade do cuidado pela alta rotatividade da força de trabalho. Como contraposição, os palestrantes defenderam a aprovação e a implementação da Carreira Única Interfederativa do SUS, cujo protocolo já foi firmado em mesa de negociação com o Governo Federal e homologado pelo Conselho Nacional de Saúde. A carreira prevê o ingresso exclusivo por concurso público, progressão vertical e horizontal baseada em tempo de serviço e títulos (especializações, mestrados e doutorados), além da criação de um fundo de financiamento estável que auxilie os municípios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Presidente do SintSaúdeRJ, Sandro Cezar usou o exemplo da conquista da aposentadoria especial para agentes Comunitários de Saúde e de Combate à Endemias para afirmar que o papel dos moviemntos sociais era cobrar a efetivação de um SUS 100% público, e criticou àqueles que chamaram a conquita das duas categorias de &amp;quot;pauta bomba&amp;quot;. &amp;quot;O agronegócio recebe centenas de bilhões para nos envenenar e ninguém fala em pauta bomba. Queremos  o fim da escla 6x1 e mais tempo para viver lém do trabalho, a conquista de nossa aposentadoria é direito e não privilégio&amp;quot;, defendeu,  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, Rosemari Rocha, do Conselho Estadual de Saúde, ressaltou a importância da &amp;quot;passagem de bastão&amp;quot; no movimento sanitário para novas gerações de acadêmicos e militantes, para preservar a memória das conquistas históricas, como a 8ª Conferência Nacional de Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rocha também fez um alerta preocupante sobre o esvaziamento do controle social na ponta, citando uma conferência municipal recente na Baixada Fluminense onde, em uma cidade de mais de 800 mil habitantes, a plenária contou com menos de 100 participantes presenciais. &amp;quot;O trabalho de mobilização não se encerra aqui e nem hoje. Precisamos vançar na construção dos conselhos locais de saúde, vinculados aos territórios e com efetiva participação das comunidades locais&amp;quot;, ressaltou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Soberania Digital e o Complexo Econômico da Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate acerca da soberania nacional ganhou contornos estratégicos com a fala do especialista em saúde digital Luiz Viana. Ele alertou a plenária sobre os riscos da entrega de dados clínicos e epidemiológicos da população brasileira às corporações transnacionais de tecnologia (&#039;&#039;big techs&#039;&#039;), caracterizando o cenário atual como um &amp;quot;eco-capitalismo de vigilância&amp;quot; que ultrapassa as fronteiras jurídicas das nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viana defendeu a necessidade de uma Reforma Sanitária Digital, pautada pelo controle popular das tecnologias de informação e infraestruturas públicas autônomas de dados. Ele citou o relatório da 15ª Reunião dos Ministros da Saúde dos BRICS (ocorrida em 2025 em Brasília) como um exemplo prático de cooperação Sul-Sul focado no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras compartilhadas e no fortalecimento das capacidades industriais equitativas. &amp;quot;Não podemos ter nossas base de dados nas mãos do Vale do Silício&amp;quot;, defendeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consolidação da base produtiva nacional foi destrinchada por Camila Fonseca, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela trouxe dados macroeconômicos robustos demonstrando que a saúde responde por cerca de 10% do PIB brasileiro e apresenta grande resiliência na geração de emprego e renda mesmo em tempos de crise financeira global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, Camila destacou o ativo estratégico representado pelos 15% a 20% de biodiversidade global que o Brasil detém, fundamentais para a pesquisa de insumos biológicos e fármacos. Relembrando o apartheid vacinal ocorrido na pandemia de COVID-19, ela defendeu o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) para garantir que o país não dependa de oligopólios externos em momentos de crise sanitária. &amp;quot;Ventilador mecâncio é uma tecnologia antiga, para  qual não tínhamos nenhuma base produtiva&amp;quot;, exemplificou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A voz das favelas e a ampliação do conceito de Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos momentos mais contundentes da plenária ocorreu com o pronunciamento de Lúcia Cabral, assistente social e coordenadora do Fórum Popular do Alemão e da Rede de Promoção de Saúde do Alemão. Com mais de 30 anos de atuação em favelas urbanas na prevenção de ISTs/HIV e tuberculose, Lúcia criticou duramente o esquecimento institucional sofrido pelas comunidades periféricas e exigiu a inclusão dessas populações no centro das decisões sobre as políticas de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Não existe soberania nacional quando bilhões de brasileiros enfrentam a falta de saneamento básico, a dificuldade de acesso a medicamentos e a violência territorial. Saúde é muito mais do que o atendimento médico; saúde é moradia digna, água tratada, alimentação saudável, transporte, educação, cultura e segurança pública que preserve vidas. As favelas não querem favores, querem garantia de direitos&amp;quot;, afirmou Lúcia Cabral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lúcia cobrou que a população favelada aprenda a exercer ativamente o controle social e a cobrar os políticos eleitos, tratando-os como funcionários do povo. A plenária acolheu sua demanda de incluir nos documentos orientadores um parágrafo de centralidade exclusiva para as favelas e periferias urbanas brasileiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Análise Conjuntural e Orçamento Participativo&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Fidelis, diretor executivo do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), traçou duras críticas à herança de austeridade fiscal decorrente do antigo Teto de Gastos, bem como às reformas previdenciária e trabalhista implementadas em gestões passadas, que expandiram a fome e a precarização social. Fidelis destacou o absurdo do pagamento anual de R$ 1 trilhão em juros da dívida pública para rentistas e banqueiros, defendendo que o movimento da saúde articule a criação de uma Lei de Responsabilidade Sanitária, Social e Ambiental. As entidades propõem, ainda, a consolidação de um Orçamento Participativo Nacional para que a população dispute diretamente as fatias do orçamento da União.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As lideranças concluíram o encontro convocando a militância sanitária a ocupar as próximas etapas das conferências de saúde e a consolidar a plenária nacional que ocorrerá em agosto, no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Plenária RJ&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Defesa do SUS 100% público, com carreira única e soberania digital marcam plenária rumo à 2º Conferência Livre de Saúde da Frente pela Vida no Rio de Janeiro</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Lideranças sociais, intelectuais e trabalhadores debatem os rumos do sistema público frente à precarização laboral, subfinanciamento crônico e os riscos geopolíticos impostos pelas corporações de tecnologia. &amp;#039;&amp;#039;  A plenária preparatória do Rio de Janeiro para a  2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, que ocorrera em 28 de agosto na capital fluminense, reuniu centenas de militantes na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Combate às Endemi...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;Lideranças sociais, intelectuais e trabalhadores debatem os rumos do sistema público frente à precarização laboral, subfinanciamento crônico e os riscos geopolíticos impostos pelas corporações de tecnologia.&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A plenária preparatória do Rio de Janeiro para a  2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, que ocorrera em 28 de agosto na capital fluminense, reuniu centenas de militantes na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Combate às Endemias e Saúde Preventiva no Estado do Rio de Janeiro (SintSaúdeRJ) no sábado, 18 de julho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob os eixos da soberania nacional, valorização do trabalho e descentralização democrática, os participantes reafirmaram o papel do SUS como patrimônio do povo brasileiro e um direito humano fundamental. Coordenando a mesa do evento, Lucia Souto, do MapaMovSaúde, iniciou  plenária convocando os presentes a construírem uma proposição política que fortaleça o Sistema Único de Saúde no período 2027-2030, em prol da melhoria efetiva das condições de vida da população brasileira. “Não dá pra só ter teoria na cabeça e analisar muito bem a realidade, sem que a gente transforme esse vigor de cada um de nós numa ação prática, solidária e concreta, de transformação social”, afirmou Lúcia Souto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A luta contra a precarização e a urgência da Carreira Única do SUS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos temas mais debatidos na plenária foi a fragmentação dos vínculos empregatícios e o avanço da precarização e da &amp;quot;pejotização&amp;quot; nas redes de saúde. Presidente do Sindicato dos Médicos e integrante do Instituto de Saúde Coletiva da UFF, Alexandre Teles utilizou o exemplo de grandes hospitais públicos do Rio de Janeiro, como o Hospital Souza Aguiar, para demonstrar o cenário em que coexistem servidores estatutários, celetistas, contratados por Organizações Sociais (OSs), profissionais sob o regime jurídico de PJ e RPAs.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Teles, essa disparidade de vínculos gera instabilidade institucional, salários desiguais para funções idênticas e sabota a longitudinalidade do cuidado pela alta rotatividade da força de trabalho. Como contraposição, os palestrantes defenderam a aprovação e a implementação da Carreira Única Interfederativa do SUS, cujo protocolo já foi firmado em mesa de negociação com o Governo Federal e homologado pelo Conselho Nacional de Saúde. A carreira prevê o ingresso exclusivo por concurso público, progressão vertical e horizontal baseada em tempo de serviço e títulos (especializações, mestrados e doutorados), além da criação de um fundo de financiamento estável que auxilie os municípios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, Rosemari Rocha, do Conselho Estadual de Saúde, ressaltou a importância da &amp;quot;passagem de bastão&amp;quot; no movimento sanitário para novas gerações de acadêmicos e militantes, para preservar a memória das conquistas históricas, como a 8ª Conferência Nacional de Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rocha também fez um alerta preocupante sobre o esvaziamento do controle social na ponta, citando uma conferência municipal recente na Baixada Fluminense onde, em uma cidade de mais de 800 mil habitantes, a plenária contou com menos de 100 participantes presenciais. &amp;quot;O trabalho de mobilização não se encerra aqui e nem hoje. Precisamos vançar na construção dos conselhos locais de saúde, vinculados aos territórios e com efetiva participação das comunidades locais&amp;quot;, ressaltou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Soberania Digital e o Complexo Econômico da Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate acerca da soberania nacional ganhou contornos estratégicos com a fala do especialista em saúde digital Luiz Viana. Ele alertou a plenária sobre os riscos da entrega de dados clínicos e epidemiológicos da população brasileira às corporações transnacionais de tecnologia (&#039;&#039;big techs&#039;&#039;), caracterizando o cenário atual como um &amp;quot;eco-capitalismo de vigilância&amp;quot; que ultrapassa as fronteiras jurídicas das nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viana defendeu a necessidade de uma Reforma Sanitária Digital, pautada pelo controle popular das tecnologias de informação e infraestruturas públicas autônomas de dados. Ele citou o relatório da 15ª Reunião dos Ministros da Saúde dos BRICS (ocorrida em 2025 em Brasília) como um exemplo prático de cooperação Sul-Sul focado no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras compartilhadas e no fortalecimento das capacidades industriais equitativas. &amp;quot;Não podemos ter nossas base de dados nas mãos do Vale do Silício&amp;quot;, defendeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consolidação da base produtiva nacional foi destrinchada por Camila Fonseca, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela trouxe dados macroeconômicos robustos demonstrando que a saúde responde por cerca de 10% do PIB brasileiro e apresenta grande resiliência na geração de emprego e renda mesmo em tempos de crise financeira global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, Camila destacou o ativo estratégico representado pelos 15% a 20% de biodiversidade global que o Brasil detém, fundamentais para a pesquisa de insumos biológicos e fármacos. Relembrando o apartheid vacinal ocorrido na pandemia de COVID-19, ela defendeu o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) para garantir que o país não dependa de oligopólios externos em momentos de crise sanitária. &amp;quot;Ventilador mecâncio é uma tecnologia antiga, para  qual não tínhamos nenhuma base produtiva&amp;quot;, exemplificou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A voz das favelas e a ampliação do conceito de Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos momentos mais contundentes da plenária ocorreu com o pronunciamento de Lúcia Cabral, assistente social e coordenadora do Fórum Popular do Alemão e da Rede de Promoção de Saúde do Alemão. Com mais de 30 anos de atuação em favelas urbanas na prevenção de ISTs/HIV e tuberculose, Lúcia criticou duramente o esquecimento institucional sofrido pelas comunidades periféricas e exigiu a inclusão dessas populações no centro das decisões sobre as políticas de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Não existe soberania nacional quando bilhões de brasileiros enfrentam a falta de saneamento básico, a dificuldade de acesso a medicamentos e a violência territorial. Saúde é muito mais do que o atendimento médico; saúde é moradia digna, água tratada, alimentação saudável, transporte, educação, cultura e segurança pública que preserve vidas. As favelas não querem favores, querem garantia de direitos&amp;quot;, afirmou Lúcia Cabral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lúcia cobrou que a população favelada aprenda a exercer ativamente o controle social e a cobrar os políticos eleitos, tratando-os como funcionários do povo. A plenária acolheu sua demanda de incluir nos documentos orientadores um parágrafo de centralidade exclusiva para as favelas e periferias urbanas brasileiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Análise Conjuntural e Orçamento Participativo&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Fidelis, diretor executivo do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), traçou duras críticas à herança de austeridade fiscal decorrente do antigo Teto de Gastos, bem como às reformas previdenciária e trabalhista implementadas em gestões passadas, que expandiram a fome e a precarização social. Fidelis destacou o absurdo do pagamento anual de R$ 1 trilhão em juros da dívida pública para rentistas e banqueiros, defendendo que o movimento da saúde articule a criação de uma Lei de Responsabilidade Sanitária, Social e Ambiental. As entidades propõem, ainda, a consolidação de um Orçamento Participativo Nacional para que a população dispute diretamente as fatias do orçamento da União.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As lideranças concluíram o encontro convocando a militância sanitária a ocupar as próximas etapas das conferências de saúde e a consolidar a plenária nacional que ocorrerá em agosto, no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Lideranças comunitárias da Grande Leopoldina debatem políticas para o SUS</title>
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		<updated>2026-07-13T13:54:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Encontro Preparatório I.jpg|alt=Encontro Preparatório|miniaturadaimagem|&#039;&#039;&#039;Encontro Preparatório&#039;&#039;&#039;]]&lt;br /&gt;
Ocorreu no último sábado, 11 de julho, o &#039;&#039;&#039;Encontro Preparatório da Grande Leopoldina para a 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a ocasião, movimentos sociais e lideranças comunitárias de Manguinhos, Jacarezinho, Maré, Complexo do Alemão, Penha, Cordovil, Cidade de Deus e outras localidades do Rio de Janeiro se reuniram na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) par articularem pautas comuns a serem abordadas na 2ª Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde, que ocorre em 28 de agosto na capital fluminense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento foi aberto por André Lima, da Cooperação Social da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que abordou o histórico de criação da Frente pela Vida, coletivo de entidades criada em 2020 e que é responsável pela 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde. Lembrou ainda o papel dos movimentos sociais da chamada &amp;quot;região da Grande Leopoldina&amp;quot; nos processos democráticos que instituíram o Sistema Único de Saúde (SUS), ao longo da década de 1980.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, o presidente do Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores da Fiocruz (asfoc-SN), Paulo Garrido, saudou os presentes e convocou a comunidade a efetivar a 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde a partir da apresentação de suas demandas e da construção de uma plataforma de políticas para o SUS no quadriênio 2027-2030.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, as dezenas de lideranças comunitárias presentes debateram os eixos &amp;quot;&#039;&#039;Antirracista e Vivência na Saúde&#039;&#039;&amp;quot;, &amp;quot;&#039;&#039;Questão Racial&#039;&#039;&amp;quot;, &amp;quot;&#039;&#039;Luta pela Saúde&#039;&#039;&amp;quot;, &amp;quot;&#039;&#039;Atenção Básica&#039;&#039;&amp;quot; e &amp;quot;&#039;&#039;Luta pelo SUS&#039;&#039;&amp;quot;, que compõem a pauta da Conferência Nacional, a partir de duas rodas de conversa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Patrícia Evangelista (&#039;&#039;&#039;Organização Mulheres de Atitude - OMA&#039;&#039;&#039;) e Cristiane  Vicente (&#039;&#039;&#039;Movimento Negro Unificado&#039;&#039;&#039;) abriram o debate a partir do princípio &amp;quot;&#039;&#039;A defesa da vida envolve a luta pela paz, contra a violência à mulher e o o feminicídio, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e tradicionais, garantia de direitos aos moradores de favelas e periferias urbanas, a proteção ao ambiente para garantir a biodiversidade e proteção das futuras gerações&amp;quot;&#039;&#039;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após intervalo, a segunda roda de conversa foi conduzida por Lucia Cabral (&#039;&#039;&#039;ONG Educap - Complexo do Alemão&#039;&#039;&#039;) e Cristine Brasil (&#039;&#039;&#039;Movimento Negro Unificado&#039;&#039;&#039;), a partir do princípio &amp;quot;&#039;&#039;A defesa da vida e da saúde significa a promoção de ações anti-LGBTQIAP+fobia, anticapacitistas, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nos diferentes modos de andar a vida e da vida no nosso planeta&#039;&#039;&amp;quot;.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo das duas rodas de conversa, predominou o debate sobre a necessidade de o SUS adotar ações e políticas antirracistas, com citação de exemplos pessoais de violência obstétrica contra mulheres negras. A violência contra a mulher, que pode chegar ao ponto de feminicídios, foi outro tema de destaque na fala das lideranças presentes. Apontou-se a necessidade de garantia de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade. Um terceiro ponto de destaque nas falas foi o racismo ambiental que impacta, majoritariamente, a saúde das populações periféricas e racializadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Como participar&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em agosto, no Rio de Janeiro, a Frente pela Vida realiza a &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039;, iniciativa preparatória para a 18ª Conferência Nacional de Saúde.  No evento, serão aprovadas as diretrizes propostas para uma política de saúde no Brasil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039; é precedida de encontros preparatórios realizados de forma livre por movimentos sociais, coletivos e entidades, para a discussão e o levantamento de até cinco propostas, que serão debatidas no evento nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os encontros devem ser registrados em ata e ter lista de presença, que precisam ser encaminhadas junto com as propostas, redigidas em texto de no máximo 1.000 palavras, para o e-mail &#039;&#039;frentepelavida1@gmail.com&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para participação presencial na etapa nacional, aberta para pessoas que participaram de algum encontro preparatório, é necessário preencher o formulário de inscrição até o dia 30 de julho de 2026. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas que não participaram das etapas preparatórias pode ser feita mediante justificativa e avaliação da Operativa da Frente pela Vida. Um dos resultados da realização da conferência será a indicação de delegados/as para participarem da 18ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada em Brasília em 2027.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Lideran%C3%A7as_comunit%C3%A1rias_da_Grande_Leopoldina_debatem_pol%C3%ADticas_para_o_SUS&amp;diff=2541</id>
		<title>Lideranças comunitárias da Grande Leopoldina debatem políticas para o SUS</title>
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		<updated>2026-07-13T13:54:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Ocorreu no último sábado, 11 de julho, o &#039;&#039;&#039;Encontro Preparatório da Grande Leopoldina para a 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a ocasião, movimentos sociais e lideranças comunitárias de Manguinhos, Jacarezinho, Maré, Complexo do Alemão, Penha, Cordovil, Cidade de Deus e outras localidades do Rio de Janeiro se reuniram na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) par articularem pautas comuns a serem abordadas na 2ª Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde, que ocorre em 28 de agosto na capital fluminense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento foi aberto por André Lima, da Cooperação Social da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que abordou o histórico de criação da Frente pela Vida, coletivo de entidades criada em 2020 e que é responsável pela 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde. Lembrou ainda o papel dos movimentos sociais da chamada &amp;quot;região da Grande Leopoldina&amp;quot; nos processos democráticos que instituíram o Sistema Único de Saúde (SUS), ao longo da década de 1980.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, o presidente do Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores da Fiocruz (asfoc-SN), Paulo Garrido, saudou os presentes e convocou a comunidade a efetivar a 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde a partir da apresentação de suas demandas e da construção de uma plataforma de políticas para o SUS no quadriênio 2027-2030.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, as dezenas de lideranças comunitárias presentes debateram os eixos &amp;quot;&#039;&#039;Antirracista e Vivência na Saúde&#039;&#039;&amp;quot;, &amp;quot;&#039;&#039;Questão Racial&#039;&#039;&amp;quot;, &amp;quot;&#039;&#039;Luta pela Saúde&#039;&#039;&amp;quot;, &amp;quot;&#039;&#039;Atenção Básica&#039;&#039;&amp;quot; e &amp;quot;&#039;&#039;Luta pelo SUS&#039;&#039;&amp;quot;, que compõem a pauta da Conferência Nacional, a partir de duas rodas de conversa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Patrícia Evangelista (&#039;&#039;&#039;Organização Mulheres de Atitude - OMA&#039;&#039;&#039;) e Cristiane  Vicente (&#039;&#039;&#039;Movimento Negro Unificado&#039;&#039;&#039;) abriram o debate a partir do princípio &amp;quot;&#039;&#039;A defesa da vida envolve a luta pela paz, contra a violência à mulher e o o feminicídio, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e tradicionais, garantia de direitos aos moradores de favelas e periferias urbanas, a proteção ao ambiente para garantir a biodiversidade e proteção das futuras gerações&amp;quot;&#039;&#039;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após intervalo, a segunda roda de conversa foi conduzida por Lucia Cabral (&#039;&#039;&#039;ONG Educap - Complexo do Alemão&#039;&#039;&#039;) e Cristine Brasil (&#039;&#039;&#039;Movimento Negro Unificado&#039;&#039;&#039;), a partir do princípio &amp;quot;&#039;&#039;A defesa da vida e da saúde significa a promoção de ações anti-LGBTQIAP+fobia, anticapacitistas, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nos diferentes modos de andar a vida e da vida no nosso planeta&#039;&#039;&amp;quot;.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo das duas rodas de conversa, predominou o debate sobre a necessidade de o SUS adotar ações e políticas antirracistas, com citação de exemplos pessoais de violência obstétrica contra mulheres negras. A violência contra a mulher, que pode chegar ao ponto de feminicídios, foi outro tema de destaque na fala das lideranças presentes. Apontou-se a necessidade de garantia de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade. Um terceiro ponto de destaque nas falas foi o racismo ambiental que impacta, majoritariamente, a saúde das populações periféricas e racializadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Como participar&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em agosto, no Rio de Janeiro, a Frente pela Vida realiza a &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039;, iniciativa preparatória para a 18ª Conferência Nacional de Saúde.  No evento, serão aprovadas as diretrizes propostas para uma política de saúde no Brasil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde&#039;&#039;&#039; é precedida de encontros preparatórios realizados de forma livre por movimentos sociais, coletivos e entidades, para a discussão e o levantamento de até cinco propostas, que serão debatidas no evento nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os encontros devem ser registrados em ata e ter lista de presença, que precisam ser encaminhadas junto com as propostas, redigidas em texto de no máximo 1.000 palavras, para o e-mail &#039;&#039;frentepelavida1@gmail.com&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para participação presencial na etapa nacional, aberta para pessoas que participaram de algum encontro preparatório, é necessário preencher o formulário de inscrição até o dia 30 de julho de 2026. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas que não participaram das etapas preparatórias pode ser feita mediante justificativa e avaliação da Operativa da Frente pela Vida. Um dos resultados da realização da conferência será a indicação de delegados/as para participarem da 18ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada em Brasília em 2027.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Lideranças comunitárias da Grande Leopoldina debatem políticas para o SUS</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;Ocorreu no último sábado, 11 de julho, o Encontro Preparatório da Grande Leopoldina para a 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde.  Durante a ocasião, movimentos sociais e lideranças comunitárias de Manguinhos, Jacarezinho, Maré, Complexo do Alemão, Penha, Cordovil, Cidade de Deus e outras localidades do Rio de Janeiro se reuniram na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) par articularem pautas comuns a serem abordadas na 2ª Conferên...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Ocorreu no último sábado, 11 de julho, o Encontro Preparatório da Grande Leopoldina para a 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a ocasião, movimentos sociais e lideranças comunitárias de Manguinhos, Jacarezinho, Maré, Complexo do Alemão, Penha, Cordovil, Cidade de Deus e outras localidades do Rio de Janeiro se reuniram na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) par articularem pautas comuns a serem abordadas na 2ª Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde, que ocorre em 28 de agosto na capital fluminense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento foi aberto por André Lima, da Cooperação Social da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que abordou o histórico de criação da Frente pela Vida, coletivo de entidades criada em 2020 e que é responsável pela 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde. Lembrou ainda o papel dos movimentos sociais da chamada &amp;quot;região da Grande Leopoldina&amp;quot; nos processos democráticos que instituíram o Sistema Único de Saúde (SUS), ao longo da década de 1980.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, o presidente do Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores da Fiocruz (asfoc-SN), Paulo Garrido, saudou os presentes e convocou a comunidade a efetivar a 2ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde a partir da apresentação de suas demandas e da construção de uma plataforma de políticas para o SUS no quadriênio 2027-2030.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, as dezenas de lideranças comunitárias presentes debateram os eixos &amp;quot;Antirracista e Vivência na Saúde&amp;quot;, &amp;quot;Questão Racial&amp;quot;, &amp;quot;Luta pela Saúde&amp;quot;, &amp;quot;Atenção Básica&amp;quot; e &amp;quot;Luta pelo SUS&amp;quot;, que compõem a pauta da Conferência Nacional, a partir de duas rodas de conversa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Patrícia Evangelista (Organização Mulheres de Atitude - OMA) e Cristiane  Vicente (Movimento Negro Unificado) abriram o debate a partir do princípio &amp;quot;A defesa da vida envolve a luta pela paz, contra a violência à mulher e o o feminicídio, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e tradicionais, garantia de direitos aos moradores de favelas e periferias urbanas, a proteção ao ambiente para garantir a biodiversidade e proteção das futuras gerações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após intervalo, a segunda roda de conversa foi conduzida por Lucia Cabral (ONG Educap - Complexo do Alemão) e Cristine Brasil (Movimento Negro Unificado), a partir do princípio &amp;quot;A defesa da vida e da saúde significa a promoção de ações anti-LGBTQIAP+fobia, anticapacitistas, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nos diferentes modos de andar a vida e da vida no nosso planeta.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo das duas rodas de conversa, predominou o debate sobre a necessidade de o SUS adotar ações e políticas antirracistas, com citação de exemplos pessoais de violência obstétrica contra mulheres negras. A violência contra a mulher, que pode chegar ao ponto de feminicídios, foi outro tema de destaque na fala das lideranças presentes. Apontou-se a necessidade de garantia de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade. Um terceiro ponto de destaque nas falas foi o racismo ambiental que impacta, majoritariamente, a saúde das populações periféricas e racializadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como participar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em agosto, no Rio de Janeiro, a Frente pela Vida realiza a 2ª Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde, iniciativa preparatória para a 18ª Conferência Nacional de Saúde.  No evento, serão aprovadas as diretrizes propostas para uma política de saúde no Brasil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde é precedida de encontros preparatórios realizados de forma livre por movimentos sociais, coletivos e entidades, para a discussão e o levantamento de até cinco propostas, que serão debatidas no evento nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os encontros devem ser registrados em ata e ter lista de presença, que precisam ser encaminhadas junto com as propostas, redigidas em texto de no máximo 1.000 palavras, para o e-mail frentepelavida1@gmail.com.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para participação presencial na etapa nacional, aberta para pessoas que participaram de algum encontro preparatório, é necessário preencher o formulário de inscrição até o dia 30 de julho de 2026. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas que não participaram das etapas preparatórias pode ser feita mediante justificativa e avaliação da Operativa da Frente pela Vida. Um dos resultados da realização da conferência será a indicação de delegados/as para participarem da 18ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada em Brasília em 2027.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Arquivo:Encontro Preparatório II.jpg</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Encontro Preparatório II&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;Encontro Preparatório I&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Restri%C3%A7%C3%A3o_de_conte%C3%BAdo_-_per%C3%ADodo_eleitoral&amp;diff=2532</id>
		<title>Restrição de conteúdo - período eleitoral</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Imagem-site-periodo-eleitoral.png|alt=Orientaçoes de uso da plataforma - período eleitoral|miniaturadaimagem|Orientaçoes de uso da plataforma - período eleitoral]]&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&#039;&#039;&#039; informa que, a partir de 0h deste sábado (04/7/2026) e até o fim das eleições 2026, ocorre o período denominado de &#039;&#039;&#039;&amp;quot;Defeso Eleitoral&amp;quot;&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a &amp;quot;[https://www.gov.br/agu/pt-br/assuntos-1/condutas-vedadas-aos-agentes-publicos-federais-em-eleicoes-1 Cartilha eleitoral - Condutas vedadas aos agentes públicos federais nas eleições 2026 – 11ª edição, revista e atualizada pela Advocacia-Geral da União]&amp;quot;, todos os órgãos e entidades integrantes do poder executivo federal, incluindo o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - organizações que compõem a governança do &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, devem seguir orientações determinadas pela Advocacia Geral da União (AGU) e pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), restringindo suas ações de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso, o &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; - que dispõe de plataforma wiki aberta à produção e disseminação de conteúdo para toda a sociedade - alerta aos integrantes de nossa comunidade online para o uso correto de nossa plataforma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Proibições gerais durante o período de defeso eleitoral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibida a publicidade institucional - conteúdos voltados a divulgar atos, ações, programas, obras, serviços, campanhas, metas e resultados dos órgãos e entidades do Poder Executivo federal, com o objetivo de atender ao princípio da publicidade, de valorizar e de fortalecer as instituições públicas, de estimular a participação da sociedade no debate, no controle e na formulação de políticas públicas e de promover o Brasil no exterior. Informações referentes à transparência ativa (como editais, prestação de contas e processos licitatórios) podem ser divulgadas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibida a menção a nomes de candidatos ao pleito nas esferas federal ou estadual, siglas de partido e recursos orçamentários destinados por parlamentares para execução de projeto e programas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibido o compartilhamento de materiais gráficos com a marca Governo Federal, slogan (“Do lado do Povo Brasileiro&amp;quot;), cores ou símbolos que promovam a atual gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Produção de conteúdo textual: permissões&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É permitida a veiculação de fatos noticiosos, desde que observados os limites da informação jornalística, sempre em linguagem imparcial e objetiva, sem emissão de juízo de valor ou exaltação de atos ou de autoridades;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É permitida apenas a divulgação de informações de interesse do cidadão, por não possuírem caráter publicitário e serem de conteúdo estritamente informativos, de orientação ou de prestação de serviço ao cidadão. Exemplos: inscrição em cursos, ações de vacinação e/ou vigilância sanitária;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Perfis e Páginas em Redes Sociais&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; fará a desativação temporária de seu canal no YouTube de sua página no Facebook. Em seu perfil no Instagram, algumas publicações serão arquivadas, para atender às determinações da AGU.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Restrição de conteúdo - período eleitoral</title>
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		<updated>2026-07-03T17:35:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Imagem-site-periodo-eleitoral.png|alt=Orientaçoes de uso da plataforma - período eleitoral|miniaturadaimagem|Orientaçoes de uso da plataforma - período eleitoral]]&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&#039;&#039;&#039; informa que, a partir de 0h deste sábado (04/7/2026) e até o fim das eleições 2026, ocorre o período denominado de &#039;&#039;&#039;&amp;quot;Defeso Eleitoral&amp;quot;&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a &amp;quot;[https://www.gov.br/agu/pt-br/assuntos-1/condutas-vedadas-aos-agentes-publicos-federais-em-eleicoes-1 Cartilha eleitoral - Condutas vedadas aos agentes públicos federais nas eleições 2026 – 11ª edição, revista e atualizada pela Advocacia-Geral da União]&amp;quot;, todos os órgãos e entidades integrantes do poder executivo federal, incluindo o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - organizações que compõem a governança do &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, devem seguir orientações determinadas pela Advocacia Geral da União (AGU) e pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), restringindo suas ações de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso, o &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; - que dispõe de plataforma wiki aberta à produção e disseminação de conteúdo para toda a sociedade - alerta aos integrantes de nossa comunidade online para o uso correto de nossa plataforma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Proibições gerais durante o período de defeso eleitoral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibida a publicidade institucional - conteúdos voltados a divulgar atos, ações, programas, obras, serviços, campanhas, metas e resultados dos órgãos e entidades do Poder Executivo federal, com o objetivo de atender ao princípio da publicidade, de valorizar e de fortalecer as instituições públicas, de estimular a participação da sociedade no debate, no controle e na formulação de políticas públicas e de promover o Brasil no exterior. Informações referentes à transparência ativa (como editais, prestação de contas e processos licitatórios) podem ser divulgadas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibida a menção a nomes de candidatos ao pleito nas esferas federal ou estadual, siglas de partido e recursos orçamentários destinados por parlamentares para execução de projeto e programas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibido o compartilhamento de materiais gráficos com a marca Governo Federal, slogan (“Do lado do Povo Brasileiro&amp;quot;), cores ou símbolos que promovam a atual gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Produção de conteúdo textual: permissões&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É permitida a veiculação de fatos noticiosos, desde que observados os limites da informação jornalística, sempre em linguagem imparcial e objetiva, sem emissão de juízo de valor ou exaltação de atos ou de autoridades;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É permitida apenas a divulgação de informações de interesse do cidadão, por não possuírem caráter publicitário e serem de conteúdo estritamente informativos, de orientação ou de prestação de serviço ao cidadão. Exemplos: inscrição em cursos, ações de vacinação e/ou vigilância sanitária;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Perfis e Páginas em Redes Sociais&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; fará a desativação temporária de seu canal no YouTube  de sua página no Facebook. Em seu perfil no Instagram, algumas publicações serão arquivadas, para evitar qualquer ato publicitário que favoreça o Governo Federal.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Restri%C3%A7%C3%A3o_de_conte%C3%BAdo_-_per%C3%ADodo_eleitoral&amp;diff=2530</id>
		<title>Restrição de conteúdo - período eleitoral</title>
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		<updated>2026-07-02T11:34:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Imagem-site-periodo-eleitoral.png|alt=Orientaçoes de uso da plataforma - período eleitoral|miniaturadaimagem|Orientaçoes de uso da plataforma - período eleitoral]]&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&#039;&#039;&#039; informa que, a partir de 0h deste sábado (04/7/2026) e até o fim das eleições 2026, ocorre o período denominado de &#039;&#039;&#039;&amp;quot;Defeso Eleitoral&amp;quot;&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a &amp;quot;[https://www.gov.br/agu/pt-br/assuntos-1/condutas-vedadas-aos-agentes-publicos-federais-em-eleicoes-1 Cartilha eleitoral - Condutas vedadas aos agentes públicos federais nas eleições 2026 – 11ª edição, revista e atualizada pela Advocacia-Geral da União]&amp;quot;, todos os órgãos e entidades integrantes do poder executivo federal, incluindo o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - organizações que compõem a governança do &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, devem seguir orientações determinadas pela Advocacia Geral da União (AGU) e pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), restringindo suas ações de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso, o &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; - que dispõe de plataforma wiki aberta à produção e disseminação de conteúdo para toda a sociedade - alerta aos integrantes de nossa comunidade online para o uso correto de nossa plataforma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Proibições gerais durante o período de defeso eleitoral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibida a publicidade institucional - conteúdos voltados a divulgar atos, ações, programas, obras, serviços, campanhas, metas e resultados dos órgãos e entidades do Poder Executivo federal, com o objetivo de atender ao princípio da publicidade, de valorizar e de fortalecer as instituições públicas, de estimular a participação da sociedade no debate, no controle e na formulação de políticas públicas e de promover o Brasil no exterior. Informações referentes à transparência ativa (como editais, prestação de contas e processos licitatórios) podem ser divulgadas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibida a menção a nomes de candidatos ao pleito nas esferas federal ou estadual, siglas de partido e recursos orçamentários destinados por parlamentares para execução de projeto e programas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibido o compartilhamento de materiais gráficos com a marca Governo Federal, slogan (“Do lado do Povo Brasileiro&amp;quot;), cores ou símbolos que promovam a atual gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Produção de conteúdo textual: permissões&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É permitida a veiculação de fatos noticiosos, desde que observados os limites da informação jornalística, sempre em linguagem imparcial e objetiva, sem emissão de juízo de valor ou exaltação de atos ou de autoridades;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É permitida apenas a divulgação de informações de interesse do cidadão, por não possuírem caráter publicitário e serem de conteúdo estritamente informativos, de orientação ou de prestação de serviço ao cidadão. Exemplos: inscrição em cursos, ações de vacinação e/ou vigilância sanitária;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Perfis e Páginas em Redes Sociais&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; fará o arquivamento de todas as publicações realizadas em suas redes sociais para evitar qualquer ato publicitário que favoreça o Governo Federal.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Restri%C3%A7%C3%A3o_de_conte%C3%BAdo_-_per%C3%ADodo_eleitoral&amp;diff=2529</id>
		<title>Restrição de conteúdo - período eleitoral</title>
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		<updated>2026-07-02T11:29:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Imagem-site-periodo-eleitoral.png|alt=Orientaçoes de uso da plataforma - período eleitoral|miniaturadaimagem|Orientaçoes de uso da plataforma - período eleitoral]]&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&#039;&#039;&#039; informa que, a partir de 0h deste sábado (04/7/2026) e até o fim das eleições 2026, ocorre o período denominado de &#039;&#039;&#039;&amp;quot;Defeso Eleitoral&amp;quot;&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a &amp;quot;[https://www.gov.br/rededeparcerias/pt-br/assuntos/comunicacao-transparencia/noticias/2026/abril/cartilha-eleitorial-2026/condutas%20vedadas%202026%20digital.pdf/@@display-file/file Cartilha eleitoral - Condutas vedadas aos agentes públicos federais nas eleições 2026 – 11ª edição, revista e atualizada pela Advocacia-Geral da União]&amp;quot;, todos os órgãos e entidades integrantes do poder executivo federal, incluindo o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - organizações que compõem a governança do &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, devem seguir orientações determinadas pela Advocacia Geral da União (AGU) e pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), restringindo suas ações de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso, o &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; - que dispõe de plataforma wiki aberta à produção e disseminação de conteúdo para toda a sociedade - alerta aos integrantes de nossa comunidade online para o uso correto de nossa plataforma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Proibições gerais durante o período de defeso eleitoral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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O &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; fará o arquivamento de todas as publicações realizadas em suas redes sociais para evitar qualquer ato publicitário que favoreça o Governo Federal.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Arquivo:Imagem-site-periodo-eleitoral.png</title>
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		<updated>2026-07-02T11:28:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Imagem período eleitoral&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Restrição de conteúdo - período eleitoral</title>
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		<updated>2026-07-02T11:27:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;O &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; informa que, a partir de 0h deste sábado (04/7/2026) e até o fim das eleições 2026, ocorre o período denominado de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;Defeso Eleitoral&amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;.  De acordo com a &amp;quot;[https://www.gov.br/rededeparcerias/pt-br/assuntos/comunicacao-transparencia/noticias/2026/abril/cartilha-eleitorial-2026/condutas%20vedadas%202026%20digital.pdf/@@display-file/file Cartilha eleitoral - Condutas vedadas aos agentes púb...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O &#039;&#039;&#039;Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde)&#039;&#039;&#039; informa que, a partir de 0h deste sábado (04/7/2026) e até o fim das eleições 2026, ocorre o período denominado de &#039;&#039;&#039;&amp;quot;Defeso Eleitoral&amp;quot;&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a &amp;quot;[https://www.gov.br/rededeparcerias/pt-br/assuntos/comunicacao-transparencia/noticias/2026/abril/cartilha-eleitorial-2026/condutas%20vedadas%202026%20digital.pdf/@@display-file/file Cartilha eleitoral - Condutas vedadas aos agentes públicos federais nas eleições 2026 – 11ª edição, revista e atualizada pela Advocacia-Geral da União]&amp;quot;, todos os órgãos e entidades integrantes do poder executivo federal, incluindo o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - organizações que compõem a governança do &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, devem seguir orientações determinadas pela Advocacia Geral da União (AGU) e pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), restringindo suas ações de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso, o &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; - que dispõe de plataforma wiki aberta à produção e disseminação de conteúdo para toda a sociedade - alerta aos integrantes de nossa comunidade online para o uso correto de nossa plataforma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Proibições gerais durante o período de defeso eleitoral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibida a publicidade institucional - conteúdos voltados a divulgar atos, ações, programas, obras, serviços, campanhas, metas e resultados dos órgãos e entidades do Poder Executivo federal, com o objetivo de atender ao princípio da publicidade, de valorizar e de fortalecer as instituições públicas, de estimular a participação da sociedade no debate, no controle e na formulação de políticas públicas e de promover o Brasil no exterior. Informações referentes à transparência ativa (como editais, prestação de contas e processos licitatórios) podem ser divulgadas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibida a menção a nomes de candidatos ao pleito nas esferas federal ou estadual, siglas de partido e recursos orçamentários destinados por parlamentares para execução de projeto e programas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É proibido o compartilhamento de materiais gráficos com a marca Governo Federal, slogan (“Do lado do Povo Brasileiro&amp;quot;), cores ou símbolos que promovam a atual gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Produção de conteúdo textual: permissões&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É permitida a veiculação de fatos noticiosos, desde que observados os limites da informação jornalística, sempre em linguagem imparcial e objetiva, sem emissão de juízo de valor ou exaltação de atos ou de autoridades;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É permitida apenas a divulgação de informações de interesse do cidadão, por não possuírem caráter publicitário e serem de conteúdo estritamente informativos, de orientação ou de prestação de serviço ao cidadão. Exemplos: inscrição em cursos, ações de vacinação e/ou vigilância sanitária;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Perfis e Páginas em Redes Sociais&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; fará o arquivamento de todas as publicações realizadas em suas redes sociais para evitar qualquer ato publicitário que favoreça o Governo Federal.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Dia Mundial da Saúde e a participação social</title>
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		<updated>2026-04-02T15:57:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Dia Mundial da Saúde 2026.png|alt=Dia Mundial da Saúde 2026|miniaturadaimagem|Dia Mundial da Saúde 2026]]&lt;br /&gt;
Cerca de dois anos após a aprovação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da resolução que reconhece a participação social como um elemento fundamental para a existência de sistemas de saúde mais eficazes e justos, o &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; celebra o Dia Mundial da Saúde neste 7 de abril reafirmando o papel dos movimentos sociais para a saúde global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprovada em maio de 2024, esta resolução legitima e reconhece a participação social como componente essencial da saúde pública. A decisão foi impulsionada pelo Brasil e tornou o modelo de participação social do SUS uma referência global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi mais uma das contribuições do Brasil para a saúde global, como a própria instituição do 7 de abril como data que a celebra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A data de hoje foi instituída para celebrar a criação da Organização Mundial da Saúde, o que só ocorreu graças à contribuição decisiva de brasileiros. Nossa atuação, aliás, também está na origem da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), criada antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1870, uma epidemia de febre amarela atingiu, além do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Em oito anos a doença se espalhou pelos Estados Unidos, onde matou mais de 20 mil pessoas. A necessidade de controlar a propagação de epidemias entre países, protegendo a saúde das populações sem impactar o comércio marítimo, motivou a criação, em dezembro de 1902, do que hoje conhecemos como Opas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a própria Organização, isso ocorreu a partir da 1º Conferência Internacional dos Estados Americanos, realizada em Washington, nos EUA, de 2 de outubro de 1889 a 19 de abril de 1890. Na sessão de 7 de dezembro de 1889, os delegados aprovaram a criação de uma Comissão, composta por sete membros de cinco países – Brasil, Nicarágua, Peru, Estados Unidos e Venezuela – para estabelecer as regulamentações sanitárias no comércio entre os vários países representados na Conferência. Essa comissão recomendou, com endosso dos demais países, a adoção da Convenção Sanitária Internacional do Rio de Janeiro (1887) ou o texto da Convenção Sanitária do Congresso de Lima (1888). A aprovação de recomendações sanitárias a todos os países participantes só ocorreu em 1902, na cidade do México, quando foram estabelecidos critérios sanitários para a prevenção e controle da febre amarela, febre tifoide, cólera e peste bubônica, através de medidas como quarentenas e manejo adequado de animais e resíduos sólidos. No mesmo evento, se oficializou a criação da Opas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase meio século depois, como consequência da Segunda Guerra Mundial e a criação do ‘sistema ONU’, foi criada a Organização Mundial da Saúde. Coautor do livro ‘The World Health Organization – A History’, o pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) Marcos Cueto afirma que sua origem está relacionada ao trabalho dos Aliados em prestar socorro às populações civis dos territórios europeus liberados das forças do Eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em vários trabalhos e entrevistas, Cueto identifica que a proposta de criação da OMS foi encabeçada pelo diplomata chinês Szeming Sze e pelo médico brasileiro Geraldo de Paula Souza. Egresso do curso de doutorado da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da John Hopkins University, nos EUA, Souza atuou no cenário internacional a partir de 1927, quando ingressou na Liga das Nações como técnico da Seção de Higiene. Após 18 anos trabalhando entre Europa e África no diagnóstico e combate à febre amarela e malária, o médico integrou a delegação brasileira na Conferência de São Francisco, que em 1945 gerou a Carta das Nações Unidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste espaço, ao lado de Szeming Sze, o médico propôs a criação de um organismo global destinado à saúde pública. Apenas um ano depois, Souza participou da reunião que aprovou a constituição da OMS e a definição de que “saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de doença ou enfermidade” – que abre a Constituição da Organização Mundial da Saúde. A OMS foi instituída a partir da primeira Assembleia Mundial da Saúde, em 1948, e dela o médico brasileiro foi membro até falecer em 1951, durante viagem a trabalho pela própria Organização. E essa não é a única curiosidade sobre a participação do Brasil na trajetória da OMS: seu diretor-geral mais longevo, que esteve à frente da Organização por 20 anos (1953-1973), foi o médico brasileiro Marcolino Gomes Candau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi durante sua gestão que a entidade deu início a uma das principais conquistas da história da saúde pública: o Programa Intensificado de Erradicação da Varíola, de 1967, até hoje o único exemplo de ‘extinção’ de uma doença viral no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há anos a expectativa de que o exemplo da varíola se repita ocupa corações e mentes daqueles envolvidos com a Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite (GPEI, na sigla em inglês). De acordo com a OMS, em 2023 as infecções por poliovírus selvagem, causadoras da paralisia infantil, haviam decrescido mais de 99% em comparação com 1988, passando de uma estimativa de 350 mil casos anuais em 125 países endêmicos para 12 infecções em apenas dois países endêmicos – seis casos no Afeganistão e seis no Paquistão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para essa “quase erradicação” contribuiu, em muito, a estratégia brasileira adotada nos anos 1980 de organizar dias nacionais de vacinação com o uso de vacinas orais, chamadas ‘tipo Sabin’, em homenagem ao seu formulador – a imunização em massa com essa vacina gerou imunidade de grupo, reduzindo a capacidade do vírus de infectar indivíduos em bolsões de não vacinados. Em três anos de aplicação dessa estratégia, a incidência de pólio foi quase a zero no Brasil, e em 1989 foi finalmente registrado o último caso de infecção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sucesso da estratégia fez dela um exemplo, que passou a ser adotado nas Américas através da Opas, tornando este o primeiro continente livre da pólio pelas mãos... de mais um brasileiro: Ciro de Quadros. Sobre ele, o ex-diretor do Instituto Evandro Chagas Francisco de Paula Pinheiro afirma no artigo ‘Ciro de Quadros, herói da saúde pública das Américas e do mundo’ que em 1986, quando eram muitos os “obstáculos a serem enfrentados”, ele “idealizou, organizou e liderou a execução do Programa de Erradicação do Poliovírus Selvagem na América Latina e no Caribe”. E o resultado foi logo percebido: “O último caso de pólio por vírus selvagem nas Américas foi diagnosticado no Peru, em 1991. Em seguida, Ciro comandou os esforços para interromper a transmissão do sarampo – o que ocorreu em 2002 – e da rubéola nas Américas”, conta o autor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além de ‘exportar’ estratégias de vacinação, desde 2001 o Brasil é fornecedor internacional da vacina de febre amarela, e desde 2007 da vacina contra meningite meningocócica, ambas produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz, instituição pública ligada ao Ministério da Saúde. Em 2022, a esse portfólio de exportação foi incluída a vacina contra a influenza (gripe), através do Instituto Butantan, também público, vinculado ao governo estadual de São Paulo. Através da venda para agências das Nações Unidas, esses produtos são usados majoritariamente na América Latina, Caribe e África.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da década de 1990, inicialmente no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e posteriormente também na OMS, o Brasil esteve no centro das negociações para o licenciamento compulsório de medicamentos anti-Aids, a fim de reduzir os valores cobrados pela indústria farmacêutica. Em 2001, o país ameaçou quebrar a patente do Nelfinavir, da Roche. Os EUA entraram com reclamação contra o Brasil na OMC e a diplomacia brasileira atuou para levar o tema para a Assembleia da OMS, fórum que aprovou a resolução prevendo o acesso de medicamentos a pacientes com Aids como um direito humano fundamental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em paralelo, organizações não-governamentais (ONGs) pressionaram Washington a retirar o processo contra o Brasil na OMC, sob a justificativa de que a postura norte-americana ameaçava a política de combate à Aids. Com a vitória obtida na batalha das ideias e na articulação de ações em diferentes organismos multilaterais, com apoio da sociedade civil, em 2003 o Brasil repetiu a ameaça, agora para o Kaletra, da Abbott. A estratégia permitiu que o Ministério da Saúde negociasse a aquisição desses medicamentos a preços mais acessíveis, o que foi fundamental para a execução da Política Nacional de Aids, que distribui gratuitamente, pelo SUS, os medicamentos para portadores de HIV.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2006, o país foi além da ameaça e, utilizando a flexibilidade prevista no artigo 31 do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio (TRIPS, na sigla em inglês), declarou o licenciamento compulsório do Efavirenz, da Merck. A decisão permitiu ao Ministério da Saúde importar versões genéricas do remédio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste Dia Mundial da Saúde de 2026, a OMS escolheu o tema “Juntos pela ciência”, celebrando o poder da colaboração científica para proteger a saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do planeta, sob a abordagem da Saúde Única e a visão de que a cooperação multilateral necessária para transformar evidências em ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num cenário global de conflitos e incertezas, a meta estabelecida pela OMS só ocorrerá com a participação efetiva das sociedades, mais que apenas os governos. Mais que um direito - o de autodeterminação dos povos -, a participação social é uma ferramenta de construção coletiva, de vigilância ambiental e epidemiológica, e também de combate ao negacionismo como o do movimento antivacina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Continue contribuindo para a saúde global reforçando laços de atuação com outros movimentos e coletivos, faça do MapaMovSaúde sua rede de conexões em prol de lutas que promovam o bem-estar de toda a Humanidade!&#039;&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Arquivo:Dia_Mundial_da_Sa%C3%BAde_2026.png&amp;diff=2515</id>
		<title>Arquivo:Dia Mundial da Saúde 2026.png</title>
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		<updated>2026-04-02T15:57:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Dia Mundial da Saúde 2026&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Dia_Mundial_da_Sa%C3%BAde_e_a_participa%C3%A7%C3%A3o_social&amp;diff=2514</id>
		<title>Dia Mundial da Saúde e a participação social</title>
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		<updated>2026-04-02T15:55:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Cerca de dois anos após a aprovação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da resolução que reconhece a participação social como um elemento fundamental para a existência de sistemas de saúde mais eficazes e justos, o &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; celebra o Dia Mundial da Saúde neste 7 de abril reafirmando o papel dos movimentos sociais para a saúde global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprovada em maio de 2024, esta resolução legitima e reconhece a participação social como componente essencial da saúde pública. A decisão foi impulsionada pelo Brasil e tornou o modelo de participação social do SUS uma referência global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi mais uma das contribuições do Brasil para a saúde global, como a própria instituição do 7 de abril como data que a celebra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A data de hoje foi instituída para celebrar a criação da Organização Mundial da Saúde, o que só ocorreu graças à contribuição decisiva de brasileiros. Nossa atuação, aliás, também está na origem da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), criada antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1870, uma epidemia de febre amarela atingiu, além do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Em oito anos a doença se espalhou pelos Estados Unidos, onde matou mais de 20 mil pessoas. A necessidade de controlar a propagação de epidemias entre países, protegendo a saúde das populações sem impactar o comércio marítimo, motivou a criação, em dezembro de 1902, do que hoje conhecemos como Opas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a própria Organização, isso ocorreu a partir da 1º Conferência Internacional dos Estados Americanos, realizada em Washington, nos EUA, de 2 de outubro de 1889 a 19 de abril de 1890. Na sessão de 7 de dezembro de 1889, os delegados aprovaram a criação de uma Comissão, composta por sete membros de cinco países – Brasil, Nicarágua, Peru, Estados Unidos e Venezuela – para estabelecer as regulamentações sanitárias no comércio entre os vários países representados na Conferência. Essa comissão recomendou, com endosso dos demais países, a adoção da Convenção Sanitária Internacional do Rio de Janeiro (1887) ou o texto da Convenção Sanitária do Congresso de Lima (1888). A aprovação de recomendações sanitárias a todos os países participantes só ocorreu em 1902, na cidade do México, quando foram estabelecidos critérios sanitários para a prevenção e controle da febre amarela, febre tifoide, cólera e peste bubônica, através de medidas como quarentenas e manejo adequado de animais e resíduos sólidos. No mesmo evento, se oficializou a criação da Opas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase meio século depois, como consequência da Segunda Guerra Mundial e a criação do ‘sistema ONU’, foi criada a Organização Mundial da Saúde. Coautor do livro ‘The World Health Organization – A History’, o pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) Marcos Cueto afirma que sua origem está relacionada ao trabalho dos Aliados em prestar socorro às populações civis dos territórios europeus liberados das forças do Eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em vários trabalhos e entrevistas, Cueto identifica que a proposta de criação da OMS foi encabeçada pelo diplomata chinês Szeming Sze e pelo médico brasileiro Geraldo de Paula Souza. Egresso do curso de doutorado da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da John Hopkins University, nos EUA, Souza atuou no cenário internacional a partir de 1927, quando ingressou na Liga das Nações como técnico da Seção de Higiene. Após 18 anos trabalhando entre Europa e África no diagnóstico e combate à febre amarela e malária, o médico integrou a delegação brasileira na Conferência de São Francisco, que em 1945 gerou a Carta das Nações Unidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste espaço, ao lado de Szeming Sze, o médico propôs a criação de um organismo global destinado à saúde pública. Apenas um ano depois, Souza participou da reunião que aprovou a constituição da OMS e a definição de que “saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de doença ou enfermidade” – que abre a Constituição da Organização Mundial da Saúde. A OMS foi instituída a partir da primeira Assembleia Mundial da Saúde, em 1948, e dela o médico brasileiro foi membro até falecer em 1951, durante viagem a trabalho pela própria Organização. E essa não é a única curiosidade sobre a participação do Brasil na trajetória da OMS: seu diretor-geral mais longevo, que esteve à frente da Organização por 20 anos (1953-1973), foi o médico brasileiro Marcolino Gomes Candau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi durante sua gestão que a entidade deu início a uma das principais conquistas da história da saúde pública: o Programa Intensificado de Erradicação da Varíola, de 1967, até hoje o único exemplo de ‘extinção’ de uma doença viral no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há anos a expectativa de que o exemplo da varíola se repita ocupa corações e mentes daqueles envolvidos com a Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite (GPEI, na sigla em inglês). De acordo com a OMS, em 2023 as infecções por poliovírus selvagem, causadoras da paralisia infantil, haviam decrescido mais de 99% em comparação com 1988, passando de uma estimativa de 350 mil casos anuais em 125 países endêmicos para 12 infecções em apenas dois países endêmicos – seis casos no Afeganistão e seis no Paquistão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para essa “quase erradicação” contribuiu, em muito, a estratégia brasileira adotada nos anos 1980 de organizar dias nacionais de vacinação com o uso de vacinas orais, chamadas ‘tipo Sabin’, em homenagem ao seu formulador – a imunização em massa com essa vacina gerou imunidade de grupo, reduzindo a capacidade do vírus de infectar indivíduos em bolsões de não vacinados. Em três anos de aplicação dessa estratégia, a incidência de pólio foi quase a zero no Brasil, e em 1989 foi finalmente registrado o último caso de infecção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sucesso da estratégia fez dela um exemplo, que passou a ser adotado nas Américas através da Opas, tornando este o primeiro continente livre da pólio pelas mãos... de mais um brasileiro: Ciro de Quadros. Sobre ele, o ex-diretor do Instituto Evandro Chagas Francisco de Paula Pinheiro afirma no artigo ‘Ciro de Quadros, herói da saúde pública das Américas e do mundo’ que em 1986, quando eram muitos os “obstáculos a serem enfrentados”, ele “idealizou, organizou e liderou a execução do Programa de Erradicação do Poliovírus Selvagem na América Latina e no Caribe”. E o resultado foi logo percebido: “O último caso de pólio por vírus selvagem nas Américas foi diagnosticado no Peru, em 1991. Em seguida, Ciro comandou os esforços para interromper a transmissão do sarampo – o que ocorreu em 2002 – e da rubéola nas Américas”, conta o autor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além de ‘exportar’ estratégias de vacinação, desde 2001 o Brasil é fornecedor internacional da vacina de febre amarela, e desde 2007 da vacina contra meningite meningocócica, ambas produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz, instituição pública ligada ao Ministério da Saúde. Em 2022, a esse portfólio de exportação foi incluída a vacina contra a influenza (gripe), através do Instituto Butantan, também público, vinculado ao governo estadual de São Paulo. Através da venda para agências das Nações Unidas, esses produtos são usados majoritariamente na América Latina, Caribe e África.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da década de 1990, inicialmente no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e posteriormente também na OMS, o Brasil esteve no centro das negociações para o licenciamento compulsório de medicamentos anti-Aids, a fim de reduzir os valores cobrados pela indústria farmacêutica. Em 2001, o país ameaçou quebrar a patente do Nelfinavir, da Roche. Os EUA entraram com reclamação contra o Brasil na OMC e a diplomacia brasileira atuou para levar o tema para a Assembleia da OMS, fórum que aprovou a resolução prevendo o acesso de medicamentos a pacientes com Aids como um direito humano fundamental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em paralelo, organizações não-governamentais (ONGs) pressionaram Washington a retirar o processo contra o Brasil na OMC, sob a justificativa de que a postura norte-americana ameaçava a política de combate à Aids. Com a vitória obtida na batalha das ideias e na articulação de ações em diferentes organismos multilaterais, com apoio da sociedade civil, em 2003 o Brasil repetiu a ameaça, agora para o Kaletra, da Abbott. A estratégia permitiu que o Ministério da Saúde negociasse a aquisição desses medicamentos a preços mais acessíveis, o que foi fundamental para a execução da Política Nacional de Aids, que distribui gratuitamente, pelo SUS, os medicamentos para portadores de HIV.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2006, o país foi além da ameaça e, utilizando a flexibilidade prevista no artigo 31 do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio (TRIPS, na sigla em inglês), declarou o licenciamento compulsório do Efavirenz, da Merck. A decisão permitiu ao Ministério da Saúde importar versões genéricas do remédio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste Dia Mundial da Saúde de 2026, a OMS escolheu o tema “Juntos pela ciência”, celebrando o poder da colaboração científica para proteger a saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do planeta, sob a abordagem da Saúde Única e a visão de que a cooperação multilateral necessária para transformar evidências em ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num cenário global de conflitos e incertezas, a meta estabelecida pela OMS só ocorrerá com a participação efetiva das sociedades, mais que apenas os governos. Mais que um direito - o de autodeterminação dos povos -, a participação social é uma ferramenta de construção coletiva, de vigilância ambiental e epidemiológica, e também de combate ao negacionismo como o do movimento antivacina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Continue contribuindo para a saúde global reforçando laços de atuação com outros movimentos e coletivos, faça do MapaMovSaúde sua rede de conexões em prol de lutas que promovam o bem-estar de toda a Humanidade!&#039;&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Dia_Mundial_da_Sa%C3%BAde_e_a_participa%C3%A7%C3%A3o_social&amp;diff=2513</id>
		<title>Dia Mundial da Saúde e a participação social</title>
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		<updated>2026-04-02T15:54:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;Cerca de dois anos após a aprovação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da resolução que reconhece a participação social como um elemento fundamental para a existência de sistemas de saúde mais eficazes e justos, o &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;MapaMovSaúde&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; celebra o Dia Mundial da Saúde neste 7 de abril reafirmando o papel dos movimentos sociais para a sa´due global.  Aprovada em maio de 2024, esta resolução legitima e reconhece a participação social como componente es...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Cerca de dois anos após a aprovação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da resolução que reconhece a participação social como um elemento fundamental para a existência de sistemas de saúde mais eficazes e justos, o &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; celebra o Dia Mundial da Saúde neste 7 de abril reafirmando o papel dos movimentos sociais para a sa´due global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprovada em maio de 2024, esta resolução legitima e reconhece a participação social como componente essencial da saúde pública. A decisão foi impulsionada pelo Brasil e tornou o modelo de participação social do SUS uma referência global.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi mais uma das contribuições do Brasil para a saúde global, como a própria instituição do 7 de abril como data que a celebra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A data de hoje foi instituída para celebrar a criação da Organização Mundial da Saúde, o que só ocorreu graças à contribuição decisiva de brasileiros. Nossa atuação, aliás, também está na origem da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), criada antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1870, uma epidemia de febre amarela atingiu, além do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Em oito anos a doença se espalhou pelos Estados Unidos, onde matou mais de 20 mil pessoas. A necessidade de controlar a propagação de epidemias entre países, protegendo a saúde das populações sem impactar o comércio marítimo, motivou a criação, em dezembro de 1902, do que hoje conhecemos como Opas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a própria Organização, isso ocorreu a partir da 1º Conferência Internacional dos Estados Americanos, realizada em Washington, nos EUA, de 2 de outubro de 1889 a 19 de abril de 1890. Na sessão de 7 de dezembro de 1889, os delegados aprovaram a criação de uma Comissão, composta por sete membros de cinco países – Brasil, Nicarágua, Peru, Estados Unidos e Venezuela – para estabelecer as regulamentações sanitárias no comércio entre os vários países representados na Conferência. Essa comissão recomendou, com endosso dos demais países, a adoção da Convenção Sanitária Internacional do Rio de Janeiro (1887) ou o texto da Convenção Sanitária do Congresso de Lima (1888). A aprovação de recomendações sanitárias a todos os países participantes só ocorreu em 1902, na cidade do México, quando foram estabelecidos critérios sanitários para a prevenção e controle da febre amarela, febre tifoide, cólera e peste bubônica, através de medidas como quarentenas e manejo adequado de animais e resíduos sólidos. No mesmo evento, se oficializou a criação da Opas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase meio século depois, como consequência da Segunda Guerra Mundial e a criação do ‘sistema ONU’, foi criada a Organização Mundial da Saúde. Coautor do livro ‘The World Health Organization – A History’, o pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) Marcos Cueto afirma que sua origem está relacionada ao trabalho dos Aliados em prestar socorro às populações civis dos territórios europeus liberados das forças do Eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em vários trabalhos e entrevistas, Cueto identifica que a proposta de criação da OMS foi encabeçada pelo diplomata chinês Szeming Sze e pelo médico brasileiro Geraldo de Paula Souza. Egresso do curso de doutorado da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da John Hopkins University, nos EUA, Souza atuou no cenário internacional a partir de 1927, quando ingressou na Liga das Nações como técnico da Seção de Higiene. Após 18 anos trabalhando entre Europa e África no diagnóstico e combate à febre amarela e malária, o médico integrou a delegação brasileira na Conferência de São Francisco, que em 1945 gerou a Carta das Nações Unidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste espaço, ao lado de Szeming Sze, o médico propôs a criação de um organismo global destinado à saúde pública. Apenas um ano depois, Souza participou da reunião que aprovou a constituição da OMS e a definição de que “saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de doença ou enfermidade” – que abre a Constituição da Organização Mundial da Saúde. A OMS foi instituída a partir da primeira Assembleia Mundial da Saúde, em 1948, e dela o médico brasileiro foi membro até falecer em 1951, durante viagem a trabalho pela própria Organização. E essa não é a única curiosidade sobre a participação do Brasil na trajetória da OMS: seu diretor-geral mais longevo, que esteve à frente da Organização por 20 anos (1953-1973), foi o médico brasileiro Marcolino Gomes Candau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi durante sua gestão que a entidade deu início a uma das principais conquistas da história da saúde pública: o Programa Intensificado de Erradicação da Varíola, de 1967, até hoje o único exemplo de ‘extinção’ de uma doença viral no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há anos a expectativa de que o exemplo da varíola se repita ocupa corações e mentes daqueles envolvidos com a Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite (GPEI, na sigla em inglês). De acordo com a OMS, em 2023 as infecções por poliovírus selvagem, causadoras da paralisia infantil, haviam decrescido mais de 99% em comparação com 1988, passando de uma estimativa de 350 mil casos anuais em 125 países endêmicos para 12 infecções em apenas dois países endêmicos – seis casos no Afeganistão e seis no Paquistão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para essa “quase erradicação” contribuiu, em muito, a estratégia brasileira adotada nos anos 1980 de organizar dias nacionais de vacinação com o uso de vacinas orais, chamadas ‘tipo Sabin’, em homenagem ao seu formulador – a imunização em massa com essa vacina gerou imunidade de grupo, reduzindo a capacidade do vírus de infectar indivíduos em bolsões de não vacinados. Em três anos de aplicação dessa estratégia, a incidência de pólio foi quase a zero no Brasil, e em 1989 foi finalmente registrado o último caso de infecção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sucesso da estratégia fez dela um exemplo, que passou a ser adotado nas Américas através da Opas, tornando este o primeiro continente livre da pólio pelas mãos... de mais um brasileiro: Ciro de Quadros. Sobre ele, o ex-diretor do Instituto Evandro Chagas Francisco de Paula Pinheiro afirma no artigo ‘Ciro de Quadros, herói da saúde pública das Américas e do mundo’ que em 1986, quando eram muitos os “obstáculos a serem enfrentados”, ele “idealizou, organizou e liderou a execução do Programa de Erradicação do Poliovírus Selvagem na América Latina e no Caribe”. E o resultado foi logo percebido: “O último caso de pólio por vírus selvagem nas Américas foi diagnosticado no Peru, em 1991. Em seguida, Ciro comandou os esforços para interromper a transmissão do sarampo – o que ocorreu em 2002 – e da rubéola nas Américas”, conta o autor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além de ‘exportar’ estratégias de vacinação, desde 2001 o Brasil é fornecedor internacional da vacina de febre amarela, e desde 2007 da vacina contra meningite meningocócica, ambas produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz, instituição pública ligada ao Ministério da Saúde. Em 2022, a esse portfólio de exportação foi incluída a vacina contra a influenza (gripe), através do Instituto Butantan, também público, vinculado ao governo estadual de São Paulo. Através da venda para agências das Nações Unidas, esses produtos são usados majoritariamente na América Latina, Caribe e África.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da década de 1990, inicialmente no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e posteriormente também na OMS, o Brasil esteve no centro das negociações para o licenciamento compulsório de medicamentos anti-Aids, a fim de reduzir os valores cobrados pela indústria farmacêutica. Em 2001, o país ameaçou quebrar a patente do Nelfinavir, da Roche. Os EUA entraram com reclamação contra o Brasil na OMC e a diplomacia brasileira atuou para levar o tema para a Assembleia da OMS, fórum que aprovou a resolução prevendo o acesso de medicamentos a pacientes com Aids como um direito humano fundamental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em paralelo, organizações não-governamentais (ONGs) pressionaram Washington a retirar o processo contra o Brasil na OMC, sob a justificativa de que a postura norte-americana ameaçava a política de combate à Aids. Com a vitória obtida na batalha das ideias e na articulação de ações em diferentes organismos multilaterais, com apoio da sociedade civil, em 2003 o Brasil repetiu a ameaça, agora para o Kaletra, da Abbott. A estratégia permitiu que o Ministério da Saúde negociasse a aquisição desses medicamentos a preços mais acessíveis, o que foi fundamental para a execução da Política Nacional de Aids, que distribui gratuitamente, pelo SUS, os medicamentos para portadores de HIV.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2006, o país foi além da ameaça e, utilizando a flexibilidade prevista no artigo 31 do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio (TRIPS, na sigla em inglês), declarou o licenciamento compulsório do Efavirenz, da Merck. A decisão permitiu ao Ministério da Saúde importar versões genéricas do remédio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste Dia Mundial da Saúde de 2026, a OMS escolheu o tema “Juntos pela ciência”, celebrando o poder da colaboração científica para proteger a saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do planeta, sob a abordagem da Saúde Única e a visão de que a cooperação multilateral necessária para transformar evidências em ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num cenário global de conflitos e incertezas, a meta estabelecida pela OMS só ocorrerá com a participação efetiva das sociedades, mais que apenas os governos. Mais que um direito - o de autodeterminação dos povos -, a participação social é uma ferramenta de construção coletiva, de vigilância ambiental e epidemiológica, e também de combate ao negacionismo como o do movimento antivacina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Continue contribuindo para a saúde global reforçando laços de atuação com outros movimentos e coletivos, faça do MapaMovSaúde sua rede de conexões em prol de lutas que promovam o bem-estar de toda a Humanidade!&#039;&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Distrito_Sanit%C3%A1rio_Especial_Ind%C3%ADgena_-_DSEI&amp;diff=2512</id>
		<title>Distrito Sanitário Especial Indígena - DSEI</title>
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		<updated>2026-04-02T15:18:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:DSEIs no Brasil.jpg|alt=DSEIs no Brasil|miniaturadaimagem|DSEIs no Brasil]]&lt;br /&gt;
As políticas específicas de saúde para as populações indígenas são materializadas nos &#039;&#039;&#039;Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs)&#039;&#039;&#039;, unidades gestoras descentralizada do [https://www.gov.br/planejamento/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cmap/politicas/2022/avaliacoes-conduzidas-pelo-cmag/subsistema-de-atencao-a-saude-indigena-sasisus Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS)].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil conta com 34 &#039;&#039;&#039;DSEIs&#039;&#039;&#039; divididos por critérios territoriais de ocupação geográfica das comunidades indígenas, seguindo definição da [[Secretaria_de_Saúde_Indígena_-_SESAI|Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde]], e não obedecendo aos limites formais das unidades da federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os &#039;&#039;&#039;DSEI&#039;&#039;&#039; contam com grande participação dos movimentos indígenas, como  [[Mães da Terra]], [[Urihi Associação Yanomami]] e [[Tekó - Coletivo de Artivismo Indígena da Região Metropolitana de Belém|Tekó - Coletivo de Artivismo Indígena da Região Metropolitana de Belé]]m organizam a luta pela saúde indígena em seus territórios, colaborando para o fortalecimento da missão da &#039;&#039;&#039;Sesai&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu movimento também luta pela &#039;&#039;&#039;saúde indígena&#039;&#039;&#039;? Informe isto editando a página dele aqui na plataforma. Se você ainda não publicou a página do coletivo aqui no &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, crie! Saiba como [https://mapamovsaude.net.br/index.php/Categoria:Perguntas%20Frequentes aqui].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Arquivo:DSEIs_no_Brasil.jpg&amp;diff=2511</id>
		<title>Arquivo:DSEIs no Brasil.jpg</title>
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		<updated>2026-04-02T15:18:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;DSEIs no Brasil&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Distrito_Sanit%C3%A1rio_Especial_Ind%C3%ADgena_-_DSEI&amp;diff=2510</id>
		<title>Distrito Sanitário Especial Indígena - DSEI</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Distrito_Sanit%C3%A1rio_Especial_Ind%C3%ADgena_-_DSEI&amp;diff=2510"/>
		<updated>2026-04-02T15:17:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;As políticas específicas de saúde para as populações indígenas são materializadas nos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, unidades gestoras descentralizada do [https://www.gov.br/planejamento/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cmap/politicas/2022/avaliacoes-conduzidas-pelo-cmag/subsistema-de-atencao-a-saude-indigena-sasisus Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS)].  O Brasil conta com 34...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;As políticas específicas de saúde para as populações indígenas são materializadas nos &#039;&#039;&#039;Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs)&#039;&#039;&#039;, unidades gestoras descentralizada do [https://www.gov.br/planejamento/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cmap/politicas/2022/avaliacoes-conduzidas-pelo-cmag/subsistema-de-atencao-a-saude-indigena-sasisus Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS)].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil conta com 34 &#039;&#039;&#039;DSEIs&#039;&#039;&#039; divididos por critérios territoriais de ocupação geográfica das comunidades indígenas, seguindo definição da [[Secretaria_de_Saúde_Indígena_-_SESAI|Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde]], e não obedecendo aos limites formais das unidades da federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os &#039;&#039;&#039;DSEI&#039;&#039;&#039; contam com grande participação dos movimentos indígenas, como  [[Mães da Terra]], [[Urihi Associação Yanomami]] e [[Tekó - Coletivo de Artivismo Indígena da Região Metropolitana de Belém|Tekó - Coletivo de Artivismo Indígena da Região Metropolitana de Belé]]m organizam a luta pela saúde indígena em seus territórios, colaborando para o fortalecimento da missão da &#039;&#039;&#039;Sesai&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu movimento também luta pela &#039;&#039;&#039;saúde indígena&#039;&#039;&#039;? Informe isto editando a página dele aqui na plataforma. Se você ainda não publicou a página do coletivo aqui no &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, crie! Saiba como [https://mapamovsaude.net.br/index.php/Categoria:Perguntas%20Frequentes aqui].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Secretaria_de_Sa%C3%BAde_Ind%C3%ADgena_-_SESAI&amp;diff=2509</id>
		<title>Secretaria de Saúde Indígena - SESAI</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Secretaria_de_Sa%C3%BAde_Ind%C3%ADgena_-_SESAI&amp;diff=2509"/>
		<updated>2026-04-02T15:11:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Sesai.jpg|alt=Sesai|miniaturadaimagem|Sesai]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Secretaria de Saúde Indígena - SESAI&#039;&#039;&#039; é responsável por coordenar e executar a [https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/novembro/apos-vinte-anos-povos-originarios-atualizam-politica-nacional-de-atencao-a-saude-indigena Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas] e todo o processo de gestão do [https://www.gov.br/planejamento/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cmap/politicas/2022/avaliacoes-conduzidas-pelo-cmag/subsistema-de-atencao-a-saude-indigena-sasisus Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS)] no Sistema Único de Saúde (SUS).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criada em 2010, a &#039;&#039;&#039;SESAI&#039;&#039;&#039; atende mais de 762 mil indígenas aldeados em todo o Brasil e, de acordo com o Ministério da Saúde, esse trabalho é feito por cerca de 22 mil profissionais, dos quais 52% são indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Secretaria promove a atenção primária à saúde e ações de saneamento, de maneira participativa e diferenciada, respeitando as especificidades epidemiológicas e socioculturais destes povos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Seminário Saúde Indígena: Um SasiSUS para o bem viver&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 2024 e 2025, a Sesai organizou o [https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai/seminario-saude-indigena Seminário Saúde Indígena: Um SasiSUS para o bem viver] nas 5 macrorregiões do Brasil. Deste processo, participam usuários, conselheiros distritais e locais, gestores, trabalhadores da saúde indígena, instituições públicas e organizações indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus objetivos foram:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Fortalecer as medicinas indígenas, reconhecendo suas ciências, tecnologias de cuidados ancestrais, proteção, promoção, prevenção e recuperação da saúde integrando-as à Rede de Atenção à Saúde do SUS.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Debater e apoiar a estruturação de diretrizes e estratégias para o Programa Nacional de Saneamento Indígena.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir as formas de cooperação e de articulação junto aos Órgãos Federais e Entes Subnacionais visando ampliar a atuação sobre os determinantes e condicionantes da saúde indígena.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Propor a organização do modelo de atenção e os serviços de saúde de acordo com as especificidades macrorregionais dos DSEI, respeitando as diretrizes da PNASPI.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir diretrizes e metodologias que permitam a educação na saúde e a gestão do trabalho atuar de acordo com as diversidades regionais, epidemiológicas e interculturais dos povos indígenas.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir as necessidades estruturantes do SasiSUS, visando a melhoria das ações e serviços de saúde indígena a partir do financiamento e instância de controle social.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Movimentos indígenas, como  [[Mães da Terra]], [[Urihi Associação Yanomami]] e [[Tekó - Coletivo de Artivismo Indígena da Região Metropolitana de Belém]] organizam a luta pela saúde indígena em seus territórios, colaborando para o fortalecimento da missão da Sesai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu movimento também luta pela &#039;&#039;&#039;saúde indígena&#039;&#039;&#039;? Informe isto editando a página dele aqui na plataforma. Se você ainda não publicou a página do coletivo aqui no &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, crie! Saiba como [https://mapamovsaude.net.br/index.php/Categoria:Perguntas%20Frequentes aqui]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Secretaria de Saúde Indígena - SESAI</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Sesai.jpg|alt=Sesai|miniaturadaimagem|Sesai]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Secretaria de Saúde Indígena - SESAI&#039;&#039;&#039; é responsável por coordenar e executar a [https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/novembro/apos-vinte-anos-povos-originarios-atualizam-politica-nacional-de-atencao-a-saude-indigena Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas] e todo o processo de gestão do [https://www.gov.br/planejamento/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cmap/politicas/2022/avaliacoes-conduzidas-pelo-cmag/subsistema-de-atencao-a-saude-indigena-sasisus Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS)] no Sistema Único de Saúde (SUS).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criada em 2010, a &#039;&#039;&#039;SESAI&#039;&#039;&#039; atende mais de 762 mil indígenas aldeados em todo o Brasil e, de acordo com o Ministério da Saúde, esse trabalho é feito por cerca de 22 mil profissionais, dos quais 52% são indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Secretaria promove a atenção primária à saúde e ações de saneamento, de maneira participativa e diferenciada, respeitando as especificidades epidemiológicas e socioculturais destes povos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Seminário Saúde Indígena: Um SasiSUS para o bem viver&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 2024 e 2025, a Sesai organizou o [https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai/seminario-saude-indigena Seminário Saúde Indígena: Um SasiSUS para o bem viver] nas 5 macrorregiões do Brasil. Deste processo, participam usuários, conselheiros distritais e locais, gestores, trabalhadores da saúde indígena, instituições públicas e organizações indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus objetivos foram:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Fortalecer as medicinas indígenas, reconhecendo suas ciências, tecnologias de cuidados ancestrais, proteção, promoção, prevenção e recuperação da saúde integrando-as à Rede de Atenção à Saúde do SUS.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Debater e apoiar a estruturação de diretrizes e estratégias para o Programa Nacional de Saneamento Indígena.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir as formas de cooperação e de articulação junto aos Órgãos Federais e Entes Subnacionais visando ampliar a atuação sobre os determinantes e condicionantes da saúde indígena.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Propor a organização do modelo de atenção e os serviços de saúde de acordo com as especificidades macrorregionais dos DSEI, respeitando as diretrizes da PNASPI.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir diretrizes e metodologias que permitam a educação na saúde e a gestão do trabalho atuar de acordo com as diversidades regionais, epidemiológicas e interculturais dos povos indígenas.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir as necessidades estruturantes do SasiSUS, visando a melhoria das ações e serviços de saúde indígena a partir do financiamento e instância de controle social.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Movimentos indígenas, como  [[Mães da Terra]], [[Urihi Associação Yanomami]] e [[Tekó - Coletivo de Artivismo Indígena da Região Metropolitana de Belém]] organizam a luta pela saúde indígena em seus territórios, colaborando para o fortalecimento da missão da Sesai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu movimento também luta pela &#039;&#039;&#039;saúde indígena&#039;&#039;&#039;? Informe isto editando a página dele aqui na plataforma. Se você ainda não publicou a página do coletivo aqui no &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, crie! Saiba como [[Categoria:Perguntas Frequentes|aqui]].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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&lt;div&gt;Sesai&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;A Secretaria de Saúde Indígena - SESAI&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é responsável por coordenar e executar a [https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/novembro/apos-vinte-anos-povos-originarios-atualizam-politica-nacional-de-atencao-a-saude-indigena Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas] e todo o processo de gestão do [https://www.gov.br/planejamento/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cmap/...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;A Secretaria de Saúde Indígena - SESAI&#039;&#039;&#039; é responsável por coordenar e executar a [https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/novembro/apos-vinte-anos-povos-originarios-atualizam-politica-nacional-de-atencao-a-saude-indigena Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas] e todo o processo de gestão do [https://www.gov.br/planejamento/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cmap/politicas/2022/avaliacoes-conduzidas-pelo-cmag/subsistema-de-atencao-a-saude-indigena-sasisus Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS)] no Sistema Único de Saúde (SUS).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criada em 2010, a &#039;&#039;&#039;SESAI&#039;&#039;&#039; atende mais de 762 mil indígenas aldeados em todo o Brasil e, de acordo com o Ministério da Saúde, esse trabalho é feito por cerca de 22 mil profissionais, dos quais 52% são indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Secretaria promove a atenção primária à saúde e ações de saneamento, de maneira participativa e diferenciada, respeitando as especificidades epidemiológicas e socioculturais destes povos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Seminário Saúde Indígena: Um SasiSUS para o bem viver&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 2024 e 2025, a Sesai organizou o [https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai/seminario-saude-indigena Seminário Saúde Indígena: Um SasiSUS para o bem viver] nas 5 macrorregiões do Brasil. Deste processo, participam usuários, conselheiros distritais e locais, gestores, trabalhadores da saúde indígena, instituições públicas e organizações indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus objetivos foram:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Fortalecer as medicinas indígenas, reconhecendo suas ciências, tecnologias de cuidados ancestrais, proteção, promoção, prevenção e recuperação da saúde integrando-as à Rede de Atenção à Saúde do SUS.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Debater e apoiar a estruturação de diretrizes e estratégias para o Programa Nacional de Saneamento Indígena.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir as formas de cooperação e de articulação junto aos Órgãos Federais e Entes Subnacionais visando ampliar a atuação sobre os determinantes e condicionantes da saúde indígena.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Propor a organização do modelo de atenção e os serviços de saúde de acordo com as especificidades macrorregionais dos DSEI, respeitando as diretrizes da PNASPI.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir diretrizes e metodologias que permitam a educação na saúde e a gestão do trabalho atuar de acordo com as diversidades regionais, epidemiológicas e interculturais dos povos indígenas.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Discutir as necessidades estruturantes do SasiSUS, visando a melhoria das ações e serviços de saúde indígena a partir do financiamento e instância de controle social.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Movimentos indígenas, como  [[Mães da Terra]], [[Urihi Associação Yanomami]] e [[Tekó - Coletivo de Artivismo Indígena da Região Metropolitana de Belém]] organizam a luta pela saúde indígena em seus territórios, colaborando para o fortalecimento da missão da Sesai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu movimento também luta pela &#039;&#039;saúde indígena&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Texto em itálico&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;? Informe isto editando a página dele aqui na plataforma. Se você ainda não publicou a página do coletivo aqui no &#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;, crie! Saiba como [[Categoria:Perguntas Frequentes|aqui]].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Centro_de_Refer%C3%AAncia_de_Assist%C3%AAncia_Social_-_CRAS&amp;diff=2505</id>
		<title>Centro de Referência de Assistência Social - CRAS</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Cras.jpg|alt=CRAS|miniaturadaimagem|CRAS]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Centro de Referência de Assistência Social - CRAS&#039;&#039;&#039; é a unidade de atendimento do poder público na qual são oferecidos os serviços de Assistência Social para a população. O CRAS oferece serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Fazer o Cadastro Único;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Orientação sobre os benefícios sociais;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Apoio na resolução de conflitos e cuidados com os filhos;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Fortalecimento da convivência familiar e comunitária;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Acesso a serviços, benefícios e projetos de assistência social;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Apoio e orientação sobre como proceder em casos de violência doméstica;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Orientação sobre outros serviços públicos;&#039;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;CRAS&#039;&#039;&#039; é um direito, gratuito e mantido pelas prefeituras e pelo Governo Federal. Ele é parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) – que organiza a assistência social em todo o Brasil para garantir a proteção social aos cidadãos, com apoio a indivíduos, famílias e à comunidade no enfrentamento de suas dificuldades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://www.youtube.com/watch?v=5hxBW-npu1I Este vídeo do canal fala, SUAS], explica o que é o CRAS e a função destes centros na formatação do SUAS. Caso precise, [https://mapa-social.cidadania.gov.br/ confira neste Mapa qual o CRAS mais próximo da sua casa]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Participação social&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como no Sistema Único de Saúde (SUS), o sistema de Assistência Social conta com controle social e participação popular através dos Conselhos de Usuários(as) de Serviços Públicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui no Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (&#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;), integrantes das organizações [[Movimento Nacional da População em Situação de Rua]], [[Fórum Nacional em Defesa da População em Situação de Rua]], [[Ocupação Gilberto Domingos - Morar é um Direito]] e [[Movimento de Moradores e Usuários em Defesa do IASERJ/SUS – MUDI]] são usuários dos CRAS e articuladores de sua manutenção e melhorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu movimento também se articula com os serviços oferecidos pelos &#039;&#039;&#039;CRAS&#039;&#039;&#039;? Informe isto editando a página dele aqui na plataforma. Se você ainda não publicou a página do coletivo aqui no MapaMovSaúde, crie! Saiba como [[Categoria:Perguntas Frequentes|aqui]].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Arquivo:Cras.jpg&amp;diff=2504</id>
		<title>Arquivo:Cras.jpg</title>
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		<updated>2026-04-02T15:00:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;CRAS&lt;/div&gt;</summary>
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	<entry>
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		<title>Centro de Referência de Assistência Social - CRAS</title>
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		<updated>2026-04-02T14:59:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Centro de Referência de Assistência Social - CRAS&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é a unidade de atendimento do poder público na qual são oferecidos os serviços de Assistência Social para a população. O CRAS oferece serviços como:  &amp;#039;&amp;#039;- Fazer o Cadastro Único;  &amp;#039;&amp;#039;- Orientação sobre os benefícios sociais;&amp;#039;&amp;#039;  &amp;#039;&amp;#039;- Apoio na resolução de conflitos e cuidados com os filhos;&amp;#039;&amp;#039;  &amp;#039;&amp;#039;- Fortalecimento da convivência familiar e comunitária;&amp;#039;&amp;#039;  &amp;#039;&amp;#039;- Acesso a serviços, benefícios e projetos de...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Centro de Referência de Assistência Social - CRAS&#039;&#039;&#039; é a unidade de atendimento do poder público na qual são oferecidos os serviços de Assistência Social para a população. O CRAS oferece serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Fazer o Cadastro Único;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Orientação sobre os benefícios sociais;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Apoio na resolução de conflitos e cuidados com os filhos;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Fortalecimento da convivência familiar e comunitária;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Acesso a serviços, benefícios e projetos de assistência social;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Apoio e orientação sobre como proceder em casos de violência doméstica;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;- Orientação sobre outros serviços públicos;&#039;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &#039;&#039;&#039;CRAS&#039;&#039;&#039; é um direito, gratuito e mantido pelas prefeituras e pelo Governo Federal. Ele é parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) – que organiza a assistência social em todo o Brasil para garantir a proteção social aos cidadãos, com apoio a indivíduos, famílias e à comunidade no enfrentamento de suas dificuldades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://www.youtube.com/watch?v=5hxBW-npu1I Este vídeo do canal fala, SUAS], explica o que é o CRAS e a função destes centros na formatação do SUAS. Caso precise, [https://mapa-social.cidadania.gov.br/ confira neste Mapa qual o CRAS mais próximo da sua casa]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Participação social&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como no Sistema Único de Saúde (SUS), o sistema de Assistência Social conta com controle social e participação popular através dos Conselhos de Usuários(as) de Serviços Públicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui no Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (&#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039;), integrantes das organizações [[Movimento Nacional da População em Situação de Rua]], [[Fórum Nacional em Defesa da População em Situação de Rua]], [[Ocupação Gilberto Domingos - Morar é um Direito]] e [[Movimento de Moradores e Usuários em Defesa do IASERJ/SUS – MUDI]] são usuários dos CRAS e articuladores de sua manutenção e melhorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu movimento também se articula com os serviços oferecidos pelos &#039;&#039;&#039;CRAS&#039;&#039;&#039;? Informe isto editando a página dele aqui na plataforma. Se você ainda não publicou a página do coletivo aqui no MapaMovSaúde, crie! Saiba como [[Categoria:Perguntas Frequentes|aqui]].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Os_movimentos_sociais_diante_dos_impactos_das_emerg%C3%AAncias_clim%C3%A1ticas_sobre_a_sa%C3%BAde&amp;diff=2473</id>
		<title>Os movimentos sociais diante dos impactos das emergências climáticas sobre a saúde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Os_movimentos_sociais_diante_dos_impactos_das_emerg%C3%AAncias_clim%C3%A1ticas_sobre_a_sa%C3%BAde&amp;diff=2473"/>
		<updated>2025-11-11T14:11:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Evento-Bahia.jpg|alt=Evento-Bahia|miniaturadaimagem|Evento-Bahia]]&lt;br /&gt;
O Auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, recebeu nos dias 30 e 31 de outubro os Encontro Ciência, Saúde e Participação Popular. Organizado pelo Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde), em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), a Cooperação Social da Fiocruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento debateu as emergências climáticas, que já transformam o presente e impactam profundamente a saúde e as condições de vida das populações. Secas, enchentes e ondas de calor extremo têm revelado, de forma cada vez mais evidente, que a crise ambiental é também uma crise social e sanitária, que exige respostas urgentes, solidárias e democráticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Destacando a importância da educação popular e a necessidade de aproximar ciência de saberes tradicioanis, as práticas dos movimentos sociais e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), André Lima, representando a Coordenação de Cooperação Social da Presidência da Fiocruz, apresentou a Oficina-Assembleia do Mapa dos Movimentos Sociais em Saúde. “O principal desafio hoje é garantir o direito a existir, especialmente nos territórios historicamente silenciados”, apontou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diretora adjunta do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), Joilda Nery, destacou a relevância da parceria entre as instituições realizadoras. &amp;quot;O ISC é parte constituinte do Cebes. É uma parceria profícua receber a Fiocruz e o MapaMovSaúde, bem como todos os movimentos sociais presentes&amp;quot;, ressaltou. Em seguida, o  presidente do Cebes, Carlos Fidelis, iniciou sua fala lembrando que o país não pode naturalizar o horror vivenciado dias antes na operação odo Governo do Estado do Rio de Janeiro que gerou mais de 100 óbitos. “A gente não pode negar, não pode ignorar o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Se hoje estamos de luto, isso não significa que paremos de lutar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fidelis destacou tal ação como tentativa de capturar a potência criativa e solidária do povo brasileiro, observada nas cinco regiões onde o MapaMovSaúde vem promovendo encontros, e reforçou a importância da ação coletiva como força de resistência. “Em todos os lugares do Brasil há gente como a gente. Nós não estamos sós, somos a maioria”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, a coordenadora do MapaMovSaúde, Lucia Souto, ressaltou que as cenas de violência estatal no Rio de Janeiro “não são fato isolado, mas parte de uma agenda autoritária, de um golpe continuado” que naturaliza a violência e manipula as emoções da saociedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Precisamos estar atentos e fortes para enfrentar esse projeto de destruição dos direitos e da democracia”. Lucia convidou Jairnilson Paim e Naomar Almeida Filho a comporem a mesa da Oficina-Assembleia do MapaMovSaúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Professor emérito da UFBA, Paim situou a disputa de projetos para a saúde, entre a reforma democrática do Estado e o avanço mercantil da saúde. Ele alertou para a persistência de tendências autoritárias e neofascistas, alimentadas pela desconfiança nas instituições. Para enfrentar esse quadro, defendeu “clareza teórica” e acúmulo de evidências sobre como pensam e sentem as maiorias populares. Segundo Paim, mais da metade da população se divide entre “desengajados” e “cautelosos”, frequentemente tragados por narrativas conservadoras como as da meritocracia, do individualismo, da competição e da prosperidade. “Estes invisíveis precisam ser vistos. Por que o povo, muitas vezes vota em seus inimigos?”, provocou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No campo do SUS, Paim retomou a tensão público-privada e destacou que o sistema público opera em desvantagem estrutural frente à saúde suplementar. &amp;quot;Muitas vezes nós ignoramos, esquecemos que existe o privado, e eles mandam e estão mandando cada vez mais&amp;quot;, comentou, antes de defender a necessidade de regulação robusta que priorize o interesse público e organização de base nos territórios. “A saída passa por política e regulação. Precisamos continuar contra a naturalização desse sistema de saúde desigual e injusto, apesar de termos o SUS, de termos uma democracia, não como a queríamos, mas que está sendo possível”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também professor da UFBA, Naomar Almeida Filho ressaltou o ambiente digital como aquele com capacidade de converter, armazenar e transmitir sinais (som, imagem, dados) em código binário, permitindo presença múltipla e ubiquidade. “O digital já está na saúde desde quando o SUS começa. Já havia uma inserção de tecnologias e sinais de comunicação, reprodução de imagens, detecção de padrões e tomadas de decisão que têm componentes digitais”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com ele, essa infraestrutura reconfigurou prontuários, fluxos de informação e expandiu a telesaúde/telemedicina, especialmente na pandemia, reduzindo barreiras territoriais de acesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante deste poder, Naomar alertou para a centralidade das Big Techs na &amp;quot;Economia Política&amp;quot; da era digital, que promove a individualização radical mediada pelo smartphone. Diante disso, sugeriu que &amp;quot;as regulações passam desde escolhas sobre protocolos de transmissão de dados, até formas de uso. Por isso que os departamentos jurídicos dessas Big Techs são maiores e mais poderosos do que os departamentos de criação tecnológica”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Organização dos movimentos sociais&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conjuntura debatida na mesa aponta para a necessidade de melhor interlocução dos movimentos sociais. Diante disso, foi unânime a avaliação da necessidade de fortalecer ferramentas como MapaMovSaúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lucia Souto lembrou, por exemplo, que o SUS é fruto da mobilização popular. &amp;quot;A 8ª conferencia foi uma constituinte popular da saúde&amp;quot;, afirmou. &amp;quot;O nosso lado sempre será o do SUS e do direito à vida. Não existe SSUS nem mudança sem a garantia da reconhecimento daqueles que precisam ser ouvidos&amp;quot;, afirmou Marcos Gêmeo, do Conselho Estadual de Saúde da Bahia. Essa voz pode ser compartilhada e gerar redes de colaboração na plataforma do MapaMovSaúde, colaborando para a formulação de políticas públicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o que lembrou Luis Eugenio de Souza, diretor do ISC/UFBA. &amp;quot;O trabalho do MapaMovSaúde  importantíssimo, pois no Brasil e no mundo, os governos por si sós estão se mostrando incapazes de resolver questões como as emergências climáticas&amp;quot;, comentou Souza. O aprofundamento da democracia se faz necessário para ultrapassar as iniquidades desde o período colonial, como lembrou Fidelis. &amp;quot;Nosso país traz uma marca de nascença. Um país que começa com o genocídio dos povos originários por uma elite do atraso, que vive de moer pessoas e sonhos&amp;quot;, lembrou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Souza ressaltou que &amp;quot;os governos, por si só, estão incapazes de resolver os nossos problemas, inclusive a emergência climática. Estamos chegando na COP 30, a 30ª conferência das partes, e vemos que os países assinaram vários acordos, começando lá no Rio de Janeiro em 1992, depois o Protocolo de Kyoto, depois o Acordo de Paris, acordos importantíssimos que, no entanto, não saíram do papel. Todas as metas foram descumpridas, e não tenho nenhuma dúvida se não se não forem os movimentos sociais a pressionarem fortemente os governos, mesmo os governos mais progressistas que vivem sob situações de chantagem feitas pelas grandes empresas, nós não avançaremos no enfrentamento das emergências climáticas que afetam todo mundo, mas como a gente sabe, afetam mais aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social e que menos contribuíram para causar essa crise&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Magna Caimbé, do semiárido nordestino, defendeu a necessidade de articulação entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais para o enfrentamento da crise climática e seus impactos sobre a saúde. &amp;quot; Eu venho representar a voz do meu povo, trazendo os saberes que atravessam gerações, construindo construídos no cuidado com a terra, na cura pela palavra, na força dos rituais, na medicina tradicional que sustenta nossos corpos e nossos espíritos. Estar aqui é reafirmar que a saúde para nós, povos indígenas, é território, é cultura, é espiritualidade e vida coletiva. É defender que o conhecimento ancestral caminha lado a lado com o conhecimento acadêmico, sem hierarquias, mas em diálogo vivo e necessário&amp;quot;, defendeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Assista na íntegra &lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento está disponível para ser assistido na íntegra - confira em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Oficina-Assembleia do Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/TD9kC23BnMA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Dia 2 Manhã | Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/KvRHbdxms2U&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Dia 2 Tarde | Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/EYTjYqKNa0g&lt;br /&gt;
[[Categoria:Notícias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
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		<id>https://mapamovsaude.net.br/index.php?title=Os_movimentos_sociais_diante_dos_impactos_das_emerg%C3%AAncias_clim%C3%A1ticas_sobre_a_sa%C3%BAde&amp;diff=2472</id>
		<title>Os movimentos sociais diante dos impactos das emergências climáticas sobre a saúde</title>
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		<updated>2025-11-11T13:49:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Evento-Bahia.jpg|alt=Evento-Bahia|miniaturadaimagem|Evento-Bahia]]&lt;br /&gt;
O Auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, recebeu nos dias 30 e 31 de outubro os Encontro Ciência, Saúde e Participação Popular. Organizado pelo Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde), em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), a Cooperação Social da Fiocruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento debateu as emergências climáticas, que já transformam o presente e impactam profundamente a saúde e as condições de vida das populações. Secas, enchentes e ondas de calor extremo têm revelado, de forma cada vez mais evidente, que a crise ambiental é também uma crise social e sanitária, que exige respostas urgentes, solidárias e democráticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Destacando a importância da educação popular e a necessidade de aproximar ciência de saberes tradicioanis, as práticas dos movimentos sociais e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), André Lima, representando a Coordenação de Cooperação Social da Presidência da Fiocruz, apresentou a Oficina-Assembleia do Mapa dos Movimentos Sociais em Saúde. “O principal desafio hoje é garantir o direito a existir, especialmente nos territórios historicamente silenciados”, apontou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diretora adjunta do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), Joilda Nery, destacou a relevância da parceria entre as instituições realizadoras. &amp;quot;O ISC é parte constituinte do Cebes. É uma parceria profícua receber a Fiocruz e o MapaMovSaúde, bem como todos os movimentos sociais presentes&amp;quot;, ressaltou. Em seguida, o  presidente do Cebes, Carlos Fidelis, iniciou sua fala lembrando que o país não pode naturalizar o horror vivenciado dias antes na operação odo Governo do Estado do Rio de Janeiro que gerou mais de 100 óbitos. “A gente não pode negar, não pode ignorar o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Se hoje estamos de luto, isso não significa que paremos de lutar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fidelis destacou tal ação como tentativa de capturar a potência criativa e solidária do povo brasileiro, observada nas cinco regiões onde o MapaMovSaúde vem promovendo encontros, e reforçou a importância da ação coletiva como força de resistência. “Em todos os lugares do Brasil há gente como a gente. Nós não estamos sós, somos a maioria”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, a coordenadora do MapaMovSaúde, Lucia Souto, ressaltou que as cenas de violência estatal no Rio de Janeiro “não são fato isolado, mas parte de uma agenda autoritária, de um golpe continuado” que naturaliza a violência e manipula as emoções da saociedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Precisamos estar atentos e fortes para enfrentar esse projeto de destruição dos direitos e da democracia”. Lucia convidou Jairnilson Paim e Naomar Almeida Filho a comporem a mesa da Oficina-Assembleia do MapaMovSaúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Professor emérito da UFBA, Paim situou a disputa de projetos para a saúde, entre a reforma democrática do Estado e o avanço mercantil da saúde. Ele alertou para a persistência de tendências autoritárias e neofascistas, alimentadas pela desconfiança nas instituições. Para enfrentar esse quadro, defendeu “clareza teórica” e acúmulo de evidências sobre como pensam e sentem as maiorias populares. Segundo Paim, mais da metade da população se divide entre “desengajados” e “cautelosos”, frequentemente tragados por narrativas conservadoras como as da meritocracia, do individualismo, da competição e da prosperidade. “Estes invisíveis precisam ser vistos. Por que o povo, muitas vezes vota em seus inimigos?”, provocou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No campo do SUS, Paim retomou a tensão público-privada e destacou que o sistema público opera em desvantagem estrutural frente à saúde suplementar. &amp;quot;Muitas vezes nós ignoramos, esquecemos que existe o privado, e eles mandam e estão mandando cada vez mais&amp;quot;, comentou, antes de defender a necessidade de regulação robusta que priorize o interesse público e organização de base nos territórios. “A saída passa por política e regulação. Precisamos continuar contra a naturalização desse sistema de saúde desigual e injusto, apesar de termos o SUS, de termos uma democracia, não como a queríamos, mas que está sendo possível”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também professor da UFBA, Naomar Almeida Filho ressaltou o ambiente digital como aquele com capacidade de converter, armazenar e transmitir sinais (som, imagem, dados) em código binário, permitindo presença múltipla e ubiquidade. “O digital já está na saúde desde quando o SUS começa. Já havia uma inserção de tecnologias e sinais de comunicação, reprodução de imagens, detecção de padrões e tomadas de decisão que têm componentes digitais”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com ele, essa infraestrutura reconfigurou prontuários, fluxos de informação e expandiu a telesaúde/telemedicina, especialmente na pandemia, reduzindo barreiras territoriais de acesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante deste poder, Naomar alertou para a centralidade das Big Techs na &amp;quot;Economia Política&amp;quot; da era digital, que promove a individualização radical mediada pelo smartphone. Diante disso, sugeriu que &amp;quot;as regulações passam desde escolhas sobre protocolos de transmissão de dados, até formas de uso. Por isso que os departamentos jurídicos dessas Big Techs são maiores e mais poderosos do que os departamentos de criação tecnológica”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Organização dos movimentos sociais&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conjuntura debatida na mesa aponta para a necessidade de melhor interlocução dos movimentos sociais. Diante disso, foi unânime a avaliação da necessidade de fortalecer ferramentas como MapaMovSaúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lucia Souto lembrou, por exemplo, que o SUS é fruto da mobilização popular. &amp;quot;A 8ª conferencia foi uma constituinte popular da saúde&amp;quot;, afirmou. &amp;quot;O nosso lado sempre será o do SUS e do direito à vida. Não existe SSUS nem mudança sem a garantia da reconhecimento daqueles que precisam ser ouvidos&amp;quot;, afirmou Marcos Gêmeo, do Conselho Estadual de Saúde da Bahia. Essa voz pode ser compartilhada e gerar redes de colaboração na plataforma do MapaMovSaúde, colaborando para a formulação de políticas públicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o que lembrou Luis Eugenio de Souza, diretor do ISC/UFBA. &amp;quot;O trabalho do MapaMovSaúde  importantíssimo, pois no Brasil e no mundo, os governos por si sós estão se mostrando incapazes de resolver questões como as emergências climáticas&amp;quot;, comentou Souza. O aprofundamento da democracia se faz necessário para ultrapassar as iniquidades desde o período colonial, como lembrou Fidelis. &amp;quot;Nosso país traz uma marca de nascença. Um país que começa com o genocídio dos povos originários por uma elite do atraso, que vive de moer pessoas e sonhos&amp;quot;, lembrou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Souza ressaltou que &amp;quot;os governos, por si só, estão incapazes de resolver os nossos problemas, inclusive a emergência climática. Estamos chegando na COP 30, a 30ª conferência das partes, e vemos que os países assinaram vários acordos, começando lá no Rio de Janeiro em 1992, depois o Protocolo de Kyoto, depois o Acordo de Paris, acordos importantíssimos que, no entanto, não saíram do papel. Todas as metas foram descumpridas, e não tenho nenhuma dúvida se não se não forem os movimentos sociais a pressionarem fortemente os governos, mesmo os governos mais progressistas que vivem sob situações de chantagem feitas pelas grandes empresas, nós não avançaremos no enfrentamento das emergências climáticas que afetam todo mundo, mas como a gente sabe, afetam mais aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social e que menos contribuíram para causar essa crise&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Assista na íntegra &lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento está disponível para ser assistido na íntegra - confira em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Oficina-Assembleia do Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/TD9kC23BnMA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Dia 2 Manhã | Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/KvRHbdxms2U&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Dia 2 Tarde | Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/EYTjYqKNa0g&lt;br /&gt;
[[Categoria:Notícias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Os movimentos sociais diante dos impactos das emergências climáticas sobre a saúde</title>
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		<updated>2025-11-09T19:33:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;Evento-Bahia O Auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, recebeu nos dias 30 e 31 de outubro os Encontro Ciência, Saúde e Participação Popular. Organizado pelo Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde), em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), a Cooperação Social da Fiocruz.  O evento debateu as eme...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Evento-Bahia.jpg|alt=Evento-Bahia|miniaturadaimagem|Evento-Bahia]]&lt;br /&gt;
O Auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, recebeu nos dias 30 e 31 de outubro os Encontro Ciência, Saúde e Participação Popular. Organizado pelo Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde), em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), a Cooperação Social da Fiocruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento debateu as emergências climáticas, que já transformam o presente e impactam profundamente a saúde e as condições de vida das populações. Secas, enchentes e ondas de calor extremo têm revelado, de forma cada vez mais evidente, que a crise ambiental é também uma crise social e sanitária, que exige respostas urgentes, solidárias e democráticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Destacando a importância da educação popular e a necessidade de aproximar ciência de saberes tradicioanis, as práticas dos movimentos sociais e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), André Lima, representando a Coordenação de Cooperação Social da Presidência da Fiocruz, apresentou a Oficina-Assembleia do Mapa dos Movimentos Sociais em Saúde. “O principal desafio hoje é garantir o direito a existir, especialmente nos territórios historicamente silenciados”, apontou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diretora adjunta do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), Joilda Nery, destacou a relevância da parceria entre as instituições realizadoras. &amp;quot;O ISC é parte constituinte do Cebes. É uma parceria profícua receber a Fiocruz e o MapaMovSaúde, bem como todos os movimentos sociais presentes&amp;quot;, ressaltou. Em seguida, o  presidente do Cebes, Carlos Fidelis, iniciou sua fala lembrando que o país não pode naturalizar o horror vivenciado dias antes na operação odo Governo do Estado do Rio de Janeiro que gerou mais de 100 óbitos. “A gente não pode negar, não pode ignorar o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Se hoje estamos de luto, isso não significa que paremos de lutar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fidelis destacou tal ação como tentativa de capturar a potência criativa e solidária do povo brasileiro, observada nas cinco regiões onde o MapaMovSaúde vem promovendo encontros, e reforçou a importância da ação coletiva como força de resistência. “Em todos os lugares do Brasil há gente como a gente. Nós não estamos sós, somos a maioria”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, a coordenadora do MapaMovSaúde, Lucia Souto, ressaltou que as cenas de violência estatal no Rio de Janeiro “não são fato isolado, mas parte de uma agenda autoritária, de um golpe continuado” que naturaliza a violência e manipula as emoções da saociedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Precisamos estar atentos e fortes para enfrentar esse projeto de destruição dos direitos e da democracia”. Lucia convidou Jairnilson Paim e Naomar Almeida Filho a comporem a mesa da Oficina-Assembleia do MapaMovSaúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Professor emérito da UFBA, Paim situou a disputa de projetos para a saúde, entre a reforma democrática do Estado e o avanço mercantil da saúde. Ele alertou para a persistência de tendências autoritárias e neofascistas, alimentadas pela desconfiança nas instituições. Para enfrentar esse quadro, defendeu “clareza teórica” e acúmulo de evidências sobre como pensam e sentem as maiorias populares. Segundo Paim, mais da metade da população se divide entre “desengajados” e “cautelosos”, frequentemente tragados por narrativas conservadoras como as da meritocracia, do individualismo, da competição e da prosperidade. “Estes invisíveis precisam ser vistos. Por que o povo, muitas vezes vota em seus inimigos?”, provocou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No campo do SUS, Paim retomou a tensão público-privada e destacou que o sistema público opera em desvantagem estrutural frente à saúde suplementar. &amp;quot;Muitas vezes nós ignoramos, esquecemos que existe o privado, e eles mandam e estão mandando cada vez mais&amp;quot;, comentou, antes de defender a necessidade de regulação robusta que priorize o interesse público e organização de base nos territórios. “A saída passa por política e regulação. Precisamos continuar contra a naturalização desse sistema de saúde desigual e injusto, apesar de termos o SUS, de termos uma democracia, não como a queríamos, mas que está sendo possível”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também professor da UFBA, Naomar Almeida Filho ressaltou o ambiente digital como aquele com capacidade de converter, armazenar e transmitir sinais (som, imagem, dados) em código binário, permitindo presença múltipla e ubiquidade. “O digital já está na saúde desde quando o SUS começa. Já havia uma inserção de tecnologias e sinais de comunicação, reprodução de imagens, detecção de padrões e tomadas de decisão que têm componentes digitais”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com ele, essa infraestrutura reconfigurou prontuários, fluxos de informação e expandiu a telesaúde/telemedicina, especialmente na pandemia, reduzindo barreiras territoriais de acesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante deste poder, Naomar alertou para a centralidade das Big Techs na &amp;quot;Economia Política&amp;quot; da era digital, que promove a individualização radical mediada pelo smartphone. Diante disso, sugeriu que &amp;quot;as regulações passam desde escolhas sobre protocolos de transmissão de dados, até formas de uso. Por isso que os departamentos jurídicos dessas Big Techs são maiores e mais poderosos do que os departamentos de criação tecnológica”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Organização dos movimentos sociais&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conjuntura debatida na mesa aponta para a necessidade de melhor interlocução dos movimentos sociais. Diante disso, foi unânime a avaliação da necessidade de fortalecer ferramentas como MapaMovSaúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lucia Souto lembrou, por exemplo, que o SUS é fruto da mobilização popular. &amp;quot;A 8ª conferencia foi uma constituinte popular da saúde&amp;quot;, afirmou. &amp;quot;O nosso lado sempre será o do SUS e do direito à vida. Não existe SSUS nem mudança sem a garantia da reconhecimento daqueles que precisam ser ouvidos&amp;quot;, afirmou Marcos Gêmeo, do Conselho Estadual de Saúde da Bahia. Essa voz pode ser compartilhada e gerar redes de colaboração na plataforma do MapaMovSaúde, colaborando para a formulação de políticas públicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o que lembrou Luis Eugenio de Souza, diretor do ISC/UFBA. &amp;quot;O trabalho do MapaMovSaúde  importantíssimo, pois no Brasil e no mundo, os governos por si sós estão se mostrando incapazes de resolver questões como as emergências climáticas&amp;quot;, comentou Souza. O aprofundamento da democracia se faz necessário para ultrapassar as iniquidades desde o período colonial, como lembrou Fidelis. &amp;quot;Nosso país traz uma marca de nascença. Um país que começa com o genocídio dos povos originários por uma elite do atraso, que vive de moer pessoas e sonhos&amp;quot;, lembrou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Assista na íntegra &lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento está disponível para ser assistido na íntegra - confira em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Oficina-Assembleia do Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/TD9kC23BnMA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Dia 2 Manhã | Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/KvRHbdxms2U&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Dia 2 Tarde | Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/live/EYTjYqKNa0g&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
	</entry>
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		<title>Arquivo:Evento-Bahia.jpg</title>
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		<updated>2025-11-09T19:32:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Evento-Bahia&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>MapaMovSaúde, Cebes e Fiocruz realizam evento para debater as emergências climáticas e o protagonismo dos movimentos sociais</title>
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		<updated>2025-10-21T16:08:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: Criou página com &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular: evento reunirá, em Salvador, trabalhadores do SUS e militantes populares em defesa da vida, do SUS e da justiça climática.&amp;#039;&amp;#039;   miniaturadaimagem As emergências climáticas já não são uma ameaça distante, elas estão transformando o presente e impactando profundamente a saúde e as condições de vida das populações. Secas, enchentes e ondas de calor extremo têm revelado, d...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular: evento reunirá, em Salvador, trabalhadores do SUS e militantes populares em defesa da vida, do SUS e da justiça climática.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Evento Mapa Bahia.jpg|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
As emergências climáticas já não são uma ameaça distante, elas estão transformando o presente e impactando profundamente a saúde e as condições de vida das populações. Secas, enchentes e ondas de calor extremo têm revelado, de forma cada vez mais evidente, que a crise ambiental é também uma crise social e sanitária, que exige respostas urgentes, solidárias e democráticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É diante desse cenário que o Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e a Cooperação Social da Fiocruz realizam, nos dias 30 e 31 de outubro de 2025, os Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular, no Auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador (BA).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento reunirá pesquisadores, trabalhadores do SUS e militantes de movimentos sociais para discutir um dos temas mais urgentes do nosso tempo: os impactos das emergências climáticas sobre a saúde e o bem-estar da população.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio à intensificação dos desastres ambientais e à desigualdade social crescente, o encontro propõe refletir sobre como o SUS, o Movimento da Reforma Sanitária Brasileira e demais movimentos sociais podem responder aos desafios que ameaçam a vida em seu sentido mais amplo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“O colapso climático não é uma possibilidade futura, ele já está em curso. Diante dessa realidade, torna-se urgente que nos reunamos para pensar coletivamente os caminhos da luta por uma vida digna, especialmente frente ao avanço das políticas neoliberais que aprofundam desigualdades e ameaçam direitos”, destaca Carlos Fidelis, presidente do Cebes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O protagonismo dos movimentos sociais e articulação com a ciência&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o enfrentamento a esses males, a autonomia dos movimentos sociais se faz fundamental, bem como a capacidade de diálogo de lideranças dos territórios com a comunidade científica comprometida com a justiça social. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Promover esses dois pilares - autonomia e diálogo - são os objetivos do evento, aproximando e articulando organizações para o debate das questões mais candentes dos movimentos sociais e das lutas por justiça climática e ambiental e pela democracia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“O movimento social, especialmente o da saúde, é muito expressivo e enraizado na sociedade brasileira, e nada mais importante conhecer quem somos, onde estamos e o que estamos fazendo. Em Salvador, vamos realizar conjuntamente essa primeira edição dos Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular, que reunirá debates junto a uma oficina territorial com os movimentos sociais da Bahia, para potencializar e estimular essa exuberante presença e atuação e ampliar nossa vocalização por uma democracia participativa na internet, uma arena cada vez mais estratégica ”, explica Lucia Souto, coordenadora do MapaMovSaúde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Na Cooperação Social, nós utilizamos a metodologia do Modo de Agir em Cooperação Social. Ou seja, a partir de uma instituição como a Fiocruz — de excelência  em pesquisa, ensino e produção de ciência — é possível conduzir iniciativas que dialoguem diretamente com movimentos sociais, com o território, numa perspectiva que nós entendemos que seja a construção compartilhada de conhecimento, que promova a valorização de conhecimentos produzidos a partir desses territórios e coletivos. A partir dessa metodologia, nós conseguimos aproximar esses dois mundos que, aparentemente, são tão distantes. Nós alinhamos o modo tradicional que é o conhecimento historicamente sistematizado pela humanidade com o conhecimento das camadas populares, das suas lideranças e seus territórios. Para nós, fazer ciência cidadã significa um desenvolvimento de iniciativas em complementariedade&amp;quot;, afirmou Leonídio Santos, Coordenador da Cooperação Social da Fiocruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento será realizado no Auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e tem também o apoio da Escola de Enfermagem da UFBA e do Conselho Nacional de Saúde (CNS). “Esta iniciativa vem para ampliar a facilitar a interseccionalidade entre as entidades do território nacional, entre essas entidades, as representadas no CNS.Para nós, conselheiros nacionais de saúde, será uma atividade de extrema importância”, reforça Heliana Emetério, conselheira nacional de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Programação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento será dividido em dois momentos principais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
30 de outubro, das 14h às 17h — A &#039;&#039;&#039;Oficina-Assembleia do MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; reunirá coletivos, entidades e organizações populares para debater como os movimentos sociais podem atuar frente às transformações tecnológicas, às mudanças climáticas e às novas expressões das desigualdades, reafirmando sua força política e propositiva na construção de uma saúde democrática.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
31 de outubro — &#039;&#039;&#039;I Seminário Nacional “Emergências Climáticas e o Viver Saudável”&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aberto ao público, o seminário abordará a agenda das injustiças ambientais e climáticas e colocará em pauta perguntas essenciais: As instâncias de governo estão preparadas para responder a essas emergências? Como garantir um SUS universal, público e participativo em um contexto de crise ambiental global? Que caminhos os movimentos sociais podem trilhar para proteger a vida e fortalecer a justiça climática?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Painéis temáticos:&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel 1 – &#039;&#039;&#039;“Não estamos no mesmo barco! Desigualdades, Saúde e Emergências Climáticas”&#039;&#039;&#039;: impactos desiguais das crises e a urgência de políticas públicas que priorizem os mais vulnerabilizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel 2 – &#039;&#039;&#039;“Movimentos Sociais, Emergências Climáticas e Saúde”&#039;&#039;&#039;: o papel histórico dos movimentos na defesa da vida, da justiça ambiental e da equidade em saúde, com destaque para as lições da pandemia de Covid-19.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel 3 – &#039;&#039;&#039;“Geração Cidadã de Dados, Vigilância Popular em Saúde e Emergências Climáticas”&#039;&#039;&#039;: experiências de coletivos de favelas e periferias que produzem dados e conhecimento para transformar suas realidades e fortalecer a incidência política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Convite à participação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
As inscrições são gratuitas e estão abertas pelo link:&lt;br /&gt;
https://www.even3.com.br/encontros-ciencia-saude-e-participacao-popular-638212/&lt;br /&gt;
(As vagas são limitadas à capacidade do auditório — 140 lugares)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais do que um evento, os Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular se afirmam como um espaço de convergência entre ciência, movimentos sociais e políticas públicas, reafirmando o compromisso coletivo com a defesa do SUS, da democracia e da vida em tempos de crise climática.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Serviço:&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Encontros Ciência, Saúde e Participação Popular&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Datas:&#039;&#039;&#039; 30 de outubro - das 14h às 17h; e 31 de outubro - das 9h às 17h &lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Local:&#039;&#039;&#039; Auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA)&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Endereço:&#039;&#039;&#039; R. Basílio da Gama, s/n - Canela, Salvador - BA, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento será transmitido pelos canais YouTube &lt;br /&gt;
ISC/UFBA (https://www.youtube.com/labvideoisc), &lt;br /&gt;
Cebes (https://www.youtube.com/@Cebesbrasil)&lt;br /&gt;
Cidades em Movimento (https://www.youtube.com/@cidadesemmovimento) MapaMovSaúde (https://www.youtube.com/@MapaMovSaude)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Sobre as organizações&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;MapaMovSaúde&#039;&#039;&#039; — O Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde é uma plataforma digital voltada ao fortalecimento das redes e parcerias em defesa da saúde como direito. Criado em 2023, o projeto amplia a visibilidade das ações dos movimentos sociais e possibilita a construção colaborativa de estratégias e políticas em torno da participação popular, da justiça social e do fortalecimento do SUS. Conheça a plataforma mapamovsaude.net.br e siga o projeto nas redes sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Cebes&#039;&#039;&#039; — O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde é uma das principais entidades do campo da saúde coletiva no país, atuando desde a década de 1970 na defesa do direito universal à saúde e na construção do Sistema Único de Saúde (SUS). Foi e segue sendo protagonista na Reforma Sanitária Brasileira, contribuindo para a formulação de políticas públicas e para o pensamento crítico sobre saúde, democracia e desenvolvimento social. Conheça mais através do site cebes.org.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fiocruz (Cooperação Social)&#039;&#039;&#039; — A Fundação Oswaldo Cruz, por meio de sua Cooperação Social, desenvolve iniciativas e projetos voltados à promoção da saúde e da equidade, baseados na construção compartilhada do conhecimento com organizações populares, movimentos sociais e trabalhadores do SUS. Sua atuação reforça a missão institucional da Fiocruz de produzir ciência e tecnologia comprometidas com a transformação social.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Arquivo:Evento Mapa Bahia.jpg</title>
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		<updated>2025-10-21T16:05:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Evento Mapa Bahia&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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		<title>Conferências Livres</title>
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		<updated>2025-06-10T18:00:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Schueler: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;As &#039;&#039;&#039;conferências livres&#039;&#039;&#039; são espaços democráticos e inclusivos de debate e participação da sociedade civil e do poder público, comumente compondo o calendário de atividades das conferências nacionais de saúde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo, ao contrário das conferências regulamentares puxadas pelos conselhos – sejam municipais, estaduais/distrital ou nacional – as &#039;&#039;&#039;conferências livres&#039;&#039;&#039; não precisam obedecer aos ritos formais das representações da participação social para eleição de delegados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o próprio nome expressa, elas são livres e podem ser convocadas por apenas um ou mais grupos da sociedade, organizados em entidades, movimentos sociais e coletivos, com liberdade para definir os temas e a metodologia de seus debates. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, as &#039;&#039;&#039;conferências livres&#039;&#039;&#039; são importantes instrumentos de discussão e construção de políticas públicas, oferecendo um ambiente aberto para a troca de ideias e a busca por soluções para questões específicas, contribuindo tanto com propostas como com participantes para as conferências formais e regulamentares. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No setor saúde, as &#039;&#039;&#039;conferências livres&#039;&#039;&#039; têm sido realizadas desde os anos 2000. Suas contribuições e resultados têm sido tão expressivos que, a cada novo ciclo de conferência nacional, mais conferências livres são realizadas. Em 2023, por conta da 17ª Conferência Nacional de Saúde, foram realizadas cerca de 100 conferências livres. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Confira abaixo as resoluções de algumas dessas conferências livres que apresentaram contribuições à 17ª CNS.&#039;&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Schueler</name></author>
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